Bridget Jones é uma mulher na casa dos 30 anos que tem uma vida independente, é solteira, adora sair com os amigos, fumar, beber e se divertir, até que então decide mudar de vida e, através de seu diário, acompanhamos um ano dessa jornada em que ela se esforça pra mudar a atual situação da vida dela, parando de fumar, perdendo peso e a procura de um namorado.

O diário de Bridget Jones é aquele chick-lit que aborda todos os temas que eu mais amo. Primeiro, temos uma protagonista que é "fora dos padrões". Aos 30 anos ainda não é casada, não constituiu família e, ao invés de tornar isso sua prioridade, investe em sua carreira profissional pra se tornar uma mulher de sucesso, sendo muitas vezes criticada por isso. Bridget sempre se vê nesse dilema de ter que correr contra o tempo para achar o cara ideal, ter um casamento perfeito, filhos e etc.

O menino no alto da montanha é, de muitas maneiras, um livro que surpreende e nos tira o chão. Diferente da maioria dos livros que li que retratam a segunda guerra mundial e o período nazista, nesta história não conhecemos um personagem que seja vítima das atrocidades cometidas nesse período, mas sim um protagonista delas, alguém que as presenciou e até as cometeu. 

Dividido em três partes, John Boyne nos leva à pré, durante e pós guerra da vida de Pierrot. Logo na primeira parte Boyne nos conta sobre a infância de Pierrot, um francês que vive em Paris com os pais e tem como melhor amigo um judeu que é surdo. Porém, ainda menino, ele acaba por perder os dois pais e, sem outra opção, é mandado para um orfanato na França, onde permanece por pouco tempo até ser contatado pela tia que o leva para morar na mansão na qual é governanta na Alemanha. Lá, ele percebe que todos tem um certo medo do patrão e, aconselhado pela tia, até muda seu nome para Pieter - algo mais alemão - a fim de despertar mais simpatia do mesmo. E logo ele descobre o motivo disso tudo: o patrão não é ninguém mais, ninguém menos que o próprio Adolf Hitler. 


O livro Capitolina surgiu da revista on-line de mesmo nome, criada em 2014 com a proposta de apresentar conteúdo para garotas adolescentes. A ideia era ter um espaço onde todas se sentissem representadas, e não obrigadas a se encaixar nos padrões de comportamento e beleza replicados por grande parte das revistas adolescentes tradicionais.

Com o sucesso da revista on-line ela acabou virando um livro, lançado em 2015 pela Seguinte, o selo jovem da Companhia das Letras. Os textos de Capitolina são organizados em temáticas, abordando assuntos como gênero, cinema, música, espaços femininos na sociedade, modelos educacionais, aceitação, diferenças e muito mais. A obra traz dois textos por temática, sendo um já publicado na revista digital e outro inédito. Todos eles são ilustrados e 23 artistas assinam as ilustrações.

Em comemoração aos 150 anos do escritor britânico H. G. Wells, a Suma de Letras lançou em julho deste ano uma edição de luxo do clássico da literatura “Guerra dos Mundos”. Essa nova edição contém uma introdução por Brian Aldiss, prefácio de Bráulio Tavares, ilustrações feitas pelo artista brasileiro Henrique Alvim Corrêa, além da transcrição de uma entrevista de Wells e Orson Welles, roteirista, produtor e ator, sobre a transmissão de rádio feita por Orson, baseada em Guerra dos Mundos. 

Além da transmissão de rádio, muito famosa por fazer com que muitos cidadãos acreditassem que estava acontecendo uma invasão alienígena, o livro ganhou duas adaptações cinematográficas. A primeira, dirigida por Byron Haskin, foi apresentada nas telinhas em 1953. A segunda, mais famosa, é de 2007 e foi dirigida por Steven Spielberg e estrelada por Tom Cruise.

Publicado pela primeira vez em 1898, A Guerra dos Mundos nos leva até a Inglaterra do começo do século XX, que está sendo invadida por alienígenas, mais especificamente marcianos. Tudo começa quando várias cápsulas extraterrestres caem na Terra, dia após dia, até que algum tempo depois os marcianos saem delas e começam a travar uma guerra contra os seres humanos. Assim, acompanhamos todos os acontecimentos pelo ponto de vista de um narrador, que não é nomeado ao longo da história, e por seu irmão.



  
Um livro leve, com personagens interessantes, com um enredo muito bacana, mas com um ritmo que não me agradou. Infelizmente, porque eu gostei bastante da história e fiquei bem dividida na hora de fazer a resenha. Conversei com uma amiga que me disse que os livros da Huntley Fitzpatrick causam uma reação de amor e ódio nos leitores bem intensa. Durante a leitura eu fiquei esperando acontecer algo, mas a personagem ia vivendo a vida e nada. Só no final do livro é que tudo acontece e você fica aliviado de finalmente ver a história andando. 






Raio de sol é uma leitura diferente de tudo que eu imaginava que seria. O livro é um new adult que se passa na "fase universitária" de Kate. Ou seja, é aquela fase em que estamos enfrentando novos desafios e buscando coisas novas, embora no caso de Kate seja algo mais complexo que isso. A jovem, apelidada de Raio de sol por ter um coração bondoso e gigante, acaba de deixar a Califórnia para ir à universidade em Minnesota, e com ela deixa também seu melhor amigo Gus e sua mãe, que são como sua segunda família.

Mesmo se sentindo triste por deixá-los pra trás, Kate está decida a aproveitar essa sua nova fase mais que tudo, fazendo novos amigos, buscando novos amores e enfrentando novos desafios, e mantendo contato com seu  melhor amigo, que mesmo distante ainda se faz presente. O problema é que, mesmo aparentando levar a vida de maneira leve e sempre com o humor "de bem com a vida", Kate esconde dentro de si segredos que podem mudar a vida de todos ao seu redor.