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    A Dama da Ilha - Patricia Cabot




    O doutor Reilly Stanton acaba de aceitar o cargo de médico, oferecido em um anúncio no  jornal The Times, e parte para a Escócia. Stanton é um Marquês e não precisaria aceitar esse, ou qualquer outro emprego, para garantir seu sustento. Esse rompante de largar a vida confortável em Londres e partir para ‘o fim do mundo’ deve-se à necessidade de provar, para sua ex-noiva Christine, seu valor e capacidade de exercer a medicina. Como uma boa moça londrina de 1840, ela não aceita a carreira escolhida pelo noivo, afinal não há nenhum status ou benefício em ser esposa de um simples doutor.



    Sua chegada a Skye, no entanto, não ocorre de maneira promissora. Reilly encontra seu cargo ocupado pela filha do antigo médico local, assim como a casa que ele habitaria, e uma população totalmente resistente à sua presença. A senhorita Brenna Donnegal mantinha tudo sob controle por ali. Toda a vila apelava para os conhecimentos dela cada vez que alguém, ou algum animal, ficava doente. 



    Quem não está nada satisfeito com isso é Lorde Glendenning. Fora ele quem enviara o anúncio para a contratação de um novo médico. Não que Glendenning fosse um nobre despreocupado com os moradores da vila, mas sua verdadeira intenção é conquistar o coração de Brenna e fazê-la sua esposa. Para isso, ele precisaria da ajuda do doutor Stanton a fim de atestar que a moça não está em suas faculdades mentais e não apresenta condições de viver só, afinal, ela faz longas caminhadas à noite pelo cemitério anotando coisas em seu caderno, coletando punhados de terra e guardando no bolso. Uma Louca?!?

    Rilley estava certo que Brenna escondia um grande segredo e faria de tudo para descobrir o que existe por trás de todo aquele mistério. 

    A Dama da Ilha (320 páginas) é mais um romance histórico da Patricia Cabot, pseudônimo usado pela consagrada autora Meg Cabot para assinar seus livros do gênero. 

    Lançado recentemente pela editora Essência, o livro traz a história de Breena, uma mocinha nada normal, para os padrões de sua época. Forte, determinada, trajando calças masculinas e montando com uma perna de cada lado, Brenna faz o que quer. Mesmo que para isso ela precise fugir e viajar quilômetros, sozinha. 

    Por sua vez, Reilly não sabe muito bem quem é, ou o que quer. Suas decisões são baseadas em Christine e na sociedade londrina e não em suas vontades. Por outro lado, possui aquele charme de gentileza de um nobre, o que não é comum entre os habitantes de Skye. 

    Lorde Glendenning também merece destaque. A princípio, a reação que tive foi odiar o insistente pretendente de Brenna, mas com o desenrolar da história, ele mostrou ser dono de um bom coração e ‘ganhou o meu respeito’. 

    Apesar de ser uma leitura leve e divertida, o livro deixou a desejar. A Dama da Ilha está longe de ser um romance histórico daqueles que tiram o ar e prendem o leitor. Acho que a autora poderia ter pesquisado um pouco mais e desenvolvido de maneira menos atropelada o ‘desenrolar do grande mistério de Brenna’. O livro segue o estilo de outros romances históricos da autora, como Pode Beijar a Noiva. Uma narrativa não muito elaborada e até um pouco ‘boba’. Estou começando a me convencer que prefiro Meg escrevendo O Diário da Princesa, rs.