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    Nas Sombras - Jeri Smith-Ready



    Confesso que quando li a sinopse de Nas Sombras pensei "Ah, mais um sobrenatural" - o gênero que virou a febre do momento. São vampiros, anjos, lobisomens, bruxos e tudo mais do outro mundo roubando a cena e fazendo a cabeça das pessoas. No entanto, quando dei início à leitura, deparei-me com algo diferente, que foge àquelas receitas de sucesso que vemos nesses livros.

    Aura é uma menina que, assim como todas as pessoas que nasceram depois da Passagem, são capazes de enxergar e manter contato com fantasmas. Agora, a humanidade não só aceita esse fenômeno como o utiliza na justiça. Aura faz parte de um grupo de pessoas que ajuda na investigação de assassinatos, servindo de testemunha nos tribunais e auxiliando esses espíritos no processo de Passagem.

    Mas, imagine como deve ser penoso para uma menina de 16 anos, escutar relatos e lamúrias de pessoas mortas, desde pequenina? Onde quer que vá, pessoas roxas – é essa a cor que eles assumem para aqueles que são capazes de enxergá-los – tentam contar todos os detalhes de suas mortes. A única coisa que consegue manter os fantasmas longe é a cor vermelha e uma tal caixa preta. 

    "Eu bebia o meu chá gelado e observava um mulher de uns 20 e poucos anos parar um carrinho de bebê em frente a uma vitrine da Baby Gap. Ela abriu os braços, frustrada com a seleção e eu sabia o que ela estava pensando. Noventa por cento das roupas dessa estação eram vermelhas, da mesma forma como tem sido desde que percebemos que os mortos odiavam essa cor." Página 40.


    Mesmo sendo parte desse grupo, Aura tenta levar uma vida normal. Ela nunca veste roupas vermelhas, afinal, que adolescente quer deixar claro que possui apenas 16 anos? Frequenta a escola ao lado de sua melhor amiga Megan, tem que lidar com Zachary, seu novo parceiro de trabalho, e ainda encontrar tempo para ser a namorada ciumenta do vocalista de uma banda em ascensão, o Logan.

    O gatíssimo músico divide o palco com seus irmãos e tem a chance de conseguir contrato com uma gravadora, exatamente no dia do seu aniversário. Porém, o que antes era motivo pra comemoração termina de maneira nada feliz. 

    Agora, Logan está ROXO. 



    Já disse que estou extremamente cansada de sobrenaturais adolescentes, cansativos e enrolados? Pois é, estou muito cansada. Justamente por fugir desse estereótipo que Nas Sombras (336 páginas, Galera Record) me fez suspirar e voltar a me interessar pelo gênero. 

    Talvez isso deve-se ao fato de que, pela primeira vez, a protagonista não é vista como um E.T por seus parentes e amigos. Pelo contrário, não apenas ela como boa parte da sociedade divide o mesmo dom. E ele ainda é altamente aproveitado e respeitado por todos. 


    A narrativa é dinâmica e o triângulo amoroso da vez é tão fofo, mas tããão fofo que não consegui tomar partido de alguém e escolher um personagem preferido. Todos possuem peculiaridades que os fazem diferentes e especiais. Aura é uma menina apaixonada e dona de um bom coração. Por mais que tente manter-se distante e ignorar os fantasmas, ela sempre cede e acaba escutando/dando atenção ao que eles têm a dizer. Logan e Zachary, por sua vez, são encantadores e cavalheiros *suspira*.



    Envolvente. Surpreendente. Recomendo para quem é fã de um bom sobrenatural.



    Obs. Nas Sombras é o primeiro volume da trilogia Shade.








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