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    O Livro das Coisas Perdidas - John Connolly



    Vou começar falando de como gostei da capa deste livro. Super misteriosa e chamativa me encantou na primeira vez que a vi no facebook da editora Bertrand. Foi um amor a primeira vista! Eu queria, porque queria ler o livro! Só que a históra não superou as minhas expectativas, talvez porque eu seja uma leitora sonhadora, ou porque não tenho frieza suficiente para controlar as emoções durante a leitura.

    Sinopse:Após a morte da mãe, David, de 12 anos, passa a maior parte do tempo em seu quarto tendo com os livros como companhia. Quando eles começam a sussurrar para o menino, realidade e imaginação se misturam até que, ao brincar no jardim, entra em um reino encantado, onde encontrará heróis, monstros e um rei fracassado que guarda seus segredos em um livro misterioso. John Connolly, em O Livro das Coisas Perdidas, desconstruirá fábulas conhecidas, como A Branca de Neve e os Sete Anões e João e Maria, por meio de muita imaginação e mistério.

    O primeiro capítulo já começa para arrasar nossos corações.  A narração bem detalhada da morte da mãe do menino, nos deixa sem fôlego e com certa curiosidade para ir adiante. Gostei do inicio e a narrativa me prendeu, mas foi muito cansativa. Era como se eu estivesse lendo a biografia do autor disfarçada de livro juvenil.  Perdi o fio da leitura várias vezes de tão pesado que era e fiquei imaginando um adolescente lendo.

    Confesso, que quando leio um livro procuro magia, aventura, amor, romance, mas, não consigo digerir muito bem histórias realistas demais. O livro das coisas perdidas me passou uma ideia bem moralista sobre a realidade das coisas e alguns temas polêmicos da sociedade. Nada foi escrito abertamente, tudo tinha um sentindo oculto no livro. Este jeito de escrever me encantou bastante, porque gostaria de passar alguns valores narrados para meu filho.

    O livro conta a história de um menino, David, que enfrenta vários obstáculos em um mundo de mágia (real) para deixar de ser um menino egoísta e ciumento e se transformar em um homem. A questão amadurecimento foi muito bem trabalhada, mas acho que um pouco monótona e muitas vezes repetitiva.

     O autor explou bastante temas como socialismo, direito do trabalhador, sexualidade, guerra,amor,morte. Ele colocava um pouquinho de cada assunto em alguns personagens. Acho que foi isso que mais me irritou. Parece que ele tirou a magia dos contos de fadas e enfiou socialismo guela abaixo dos anões. hahaaha Poxa, os anões são tão mágicos!

    Apesar de tudo a ideia do autor de recontar contos de fadas e fazer o menino viver dentro deles foi fantástica. Gostei muito do reconto de fadas feito por alguns personagens e tenho que destacar o Lenhador que nunca foi um personagem influente nos contos de fadas, mas destacou-se bastante no livro. Ah, claro, o Homem Torto também brilhou!

    Recomendo a leitura, mas estejam com a mente tranquila porque é um livro complexo!

    Beijinhos,