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    Delírio - Lauren Oliver

    Para reflexão: "Por que nunca gosto do que todo mundo gosta?" 



    " Numa sociedade futurística os cientistas se empenharam para descobrir a cura da mais mortal das doenças: o amor. Agora todo mundo precisará passar por uma intervenção para nunca mais amar."  


    " (...) É o mais mortal entre todos os males: você pode morrer de amor ou da falta dele." (Página 9)

    Tempos se passaram e estamos no futuro, numa sociedade onde é proibido amar. É verdade, o amor ou amor deliria nervosa é visto como uma doença mortal e para controlar isso o Governo obriga todos os cidadãos a passarem por uma intervenção ao completarem 18 anos. Segundo o Governo, somente depois da intervenção que as pessoas adquirem a felicidade total.

    Lena Haloway tem 17 anos e está contando os segundos para passar pela intervenção. Com histórico familiar nada bom - sua mãe suicidou-se depois de adquirir a doença - Lena só quer ser feliz, ir para faculdade e viver tranquilamente em Portland com o marido que for pareada. Isso mesmo, o Governo se encarrega de fazer tudo para você até mesmo escolher o seu futuro marido. 

    Contudo, pouco antes da intervenção, Alex aparece em sua vida causando uma confusão de sentimentos. Sentimentos que a fazem pensar se o amor é realmente algo tão ruim como todos dizem. 

    Delírio (Intrínseca, 352 páginas, 2012) foi mais uma das distopias que me decepcionaram.  Quem me acompanha no twitter sabe que Jogos Vorazes não foi uma leitura prazerosa para mim, assim como Delírio. Não sei como dizer que me decepcionei com esse livro depois das incontáveis resenhas positivas que vi na blogosfera. Aliás, não sei porque me decepciono com tudo que todo mundo gosta, sou muito do contra. 

    Logo no início da leitura percebi que Delírio possuía uma narrativa cansativa : páginas e páginas de pensamento da protagonista tornaram a leitura muito exaustiva pra mim. Têm capítulos que a história não avança pois é constituído somente dos devaneios de Lena. 

    Delírio me chamou atenção pelo enredo: amor igual à doença. Lauren, sem sombras de dúvidas, transborda sentimentalidade em sua história. Porém, juntamente com a narrativa cansativa, a descrição dos lugares e das pessoas são confusas, tendo momentos em que foi necessário voltar na leitura. Outro ponto negativo foi o final, parecendo Fallen, tudo aconteceu em menos de 30 páginas.

    Ponto positivo foi para editora Intrínseca, fico impressionada com o seu trabalho bem feito tanto na diagramação quanto na tradução. A capa é muito muito linda, a edição ficou impecável e não encontrei nenhum erro. É por isso que boa parte da minha estante é Intrínseca. 

    Quero lembrar aos leitores que a opinião sobre Delírio é completamente pessoal, não deixe de ler se você é fã de Distopia.