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    Revirando o Baú - O Diário de Bridget Jones

    Revirando o Baú é uma nova coluna mensal do blog, na qual falaremos sobre livros que já estão esquecidinhos mas que valem uma boa leitura, ou releitura. 



    "57Kg, 2 unidades alcóolicas (à altura do dia dos namorados: duas garrafas de cerveja Beck, sozinha, argh), 12 cigarros, 1.545 calorias." Página 58




    Quando a Laís teve a ideia dessa coluna eu não tive dúvidas que teríamos que cortar a fita vermelha com O Diário de Bridget Jones - Helen Fielding. Nada mais justo que estrear essa nova coluna falando sobre o livro que deu o pontapé inicial para a explosão do gênero Chick-Lit. Fiquei logo animada com a possibilidade de reler um de meus livros preferidos, que há muito tempo estava na estante pegando poeira. 

    Mergulhar no diário de Bridget é deliciar-se com as confusões e dramas de uma trintona solteira, um pouquinho acima do peso (o que eu sinceramente não concordo. Já viram as anotações sobre Kg que ela coloca no início de cada capítulo?), fumante, com inúmeras unidades alcóolicas consumidas durante o dia e amigos e família que a fazem sentir-se uma droga, só porque ainda não conseguiu se casar. 

    Apesar de tentar transparecer não ligar para os comentários e piadinhas, Bridget se recente por não ter um namorado enquanto todas as outras pessoas de sua idade já estão casadas/casando e construindo uma família. É aí que ela resolve criar um diário com metas para o próximo ano como: emagrecer, parar de fumar e encontrar um namorado. Claro que sua mãe tenta dar uma ajudinha e a empurra para Mark Darcy *suspira* mas a eles não conseguem encontrar nada de positivo um no outro. 

    Jones, que sempre teve uma quedinha por Daniel, seu chefe, fica toda animadinha quando o garanhão mulherengo maravilhoso-tudodebom resolve trocar mensagens com ela sobre o tamanho de sua saia e convidá-la (não Bridget, a saia) para sair. Finalmente ela tinha um namorado. Um cara charmoso legal e que realmente estava interessado nela. Só que nem tudo é o que parece, não é mesmo? Muitos desencontros com Daniel Cleaver e encontros com Mark fazem a vida de Bridget virar de pernas pro ar. 

    O primeiro contato que tive com Jones foi há muitos anos, numa época em que a tal crise dos 30 anos era um mito, uma lenda (quase como a versão maléfica do Papai Noel, que troca seus presentes por rugas e gordurinhas localizadas). Hoje... bem, hoje eu posso dizer que estou mais perto dos 30 que dos 25 e confesso - sim, eu confesso! - que sinto sinais de Bridget Jones em mim. 

    A idade realmente vai começando a pesar quando você entra na fase final nos 20, as pessoas começam a ter expectativas a seu respeito e se ainda não é casada, perguntam quando será; se não tem namorado, te olham com ar de compaixão; se não é tão bem sucedida sempre encontram alguém para comparar. 

    Helin Fielding retrata isso com muito humor. Talvez esse tenha sido o diferencial do livro e exatamente o que fez que as mulheres se identificassem tanto com esse estilo literário, conhecido por retratar o cotidiano feminino de maneira atual e descontraída. 

    Se você ainda não leu, não sabe o que está perdendo. Se já leu, leia novamente. E se quiser dar boas risadas não deixe de assistir o filme estrelado por Renée Zellweger, Hugh Grant  e o perfeito Colin Firth. Mas já vou logo avisando que ele é todinho meu e que não divido com ninguém =D