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    A Festa de Casamento - Patricia Scanlan

    Nada como um lindo casamento... Para começar a terceira guerra mundial! 

    Debbie Adamns vai se casar, mas o dia que teria que ser o mais feliz de sua vida está ameaçado. Seu pai, Barry, fez questão de ajudar nas despesas da festa tornando-se impossível não só a sua ausência, mas também a de Aimeé e Melissa - nova esposa e filha, respectivamente. 

    Por mais que seus pais tivessem vivido juntos apenas por 5 anos e já estivessem separados a 20, Debbie ainda nutria uma enorme mágoa de Barry. Mesmo sua mãe superando a separação e convivendo de maneira amistosa e civilizada com a nova família de Barry, ela ainda o culpava por ter abandonado as duas e constituído uma nova família. Como castigo ele não iria acompanhá-la ao altar no dia de seu casamento. De jeito nenhum. 

    "Ficar noiva significava, enfim, casar-se e era ali que estava o problema. Debbie tinha certeza de uma coisa... ela não queria, de jeito nenhum, que seu pai, sua madastra e sua meia-irmã ficassem perto dia no dia mais feliz de sua vida. Seu pai, Barry, não ficaria nem um pouco feliz. Ela franziu a testa, ele podia fazer o que quisesse. Ele já tinha perdido o direito de subir com ela ao altar muito tempo antes." página 8

    A Festa de Casamento é dividido em duas partes: o noivado e o casamento. Na primeira, Patricia Scanlan nos conta a vida dos personagens enquanto organizavam o grande dia de Debbie. Somos jogados na realidade de uma típica família de classe média, com seus dramas e desentendimentos, casando uma filha mimada que escolheu um noivo narcisista e egoísta. Bryan acha que a vida é uma festa e é totalmente inconsequente - financeiramente e emocionalmente. Definitivamente, o noivo esqueceu de crescer e todos - menos Debbie - conseguem enxergar isso. 

    A narrativa é fluída e a história bem realista. O leitor, em muitos momentos, pode enxergar situações de sua própria vida no decorrer das páginas e isso foi o que mais encantou no livro. Por outro lado, uma coisa que pode incomodar muito até que o leitor entre na história - foi o meu caso - é a enorme quantidade de personagens. A autora expõe a todo momento o ponto de vista de cada um deles, em uma narrativa intercalada. Mãe, pai, Debbie, noivo, Aimeé, Melissa, as amigas de Aimeé, a chefe durona e solteirona de Debbie, a mãe da chefe... Enfim, isso me deixou extremamente confusa e entediada. A autora poderia ter eliminado alguns personagens e focado mais no relacionamento pai-filha ou noivo/noiva. Um pouco mais de romance cairia bem. 

    A chefe de Debbie, por exemplo, foi totalmente indispensável para o desenrolar da trama. Ela poderia ter aparecido apenas para retratar a dificuldade que a jovem sofria ao conviver com uma mulher amarga e tão rígida, mas quando Patricia trouxe os dramas de Judith para a trama principal, a coisa meio que desandou. Foram muitos dramas para acompanhar e acabei perdida. 

    Mesmo com esse "porém", A Festa de Casamento foi uma leitura extremamente agradável. Foram horas de puro divertimento. Torci pelos personagens - errados, obvio - e quase morri com o final que Patricia reservou para seus leitores. Que venha a continuação porque estou louca para saber o que vem a seguir.