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    Puros - Julianna Baggott


      
    Estou no mês dos livros de sociedade distópica! Já é o segundo que leio em menos de 1 semana, mas preciso dizer que este livro é um pouco diferente de todos que já li desse gênero. Ao contrário do livro A Seleção, que tem um clima doce e leve, Puros é bem pesado, radical e perturbador. No começo da leitura eu estranhei muito a brutalidade da autora ao narrar os fatos, mas aos poucos eu fui me acostumando e aprendendo a valorizar o livro. No final, eu já estava completamente apaixonada esperando pela continuação.

    Sinopse:Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse.Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura.Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

     O livro é muito detalhista e bem ambientando, já que trata de um tema complexo que necessita de uma narrativa bem elaborada para o entendimento do leitor. Por isso o início é um pouco desgastante, porque você fica agoniado querendo entender o que aconteceu, mesmo tento uma ideia de que o mundo foi destruído. Só que não sabemos se foi uma guerra, ou se foi uma explosão de bomba atômica mundial sem aviso, depois é que os personagens vão explicando.

    Um ponto muito interessante e bom do livro foi a forma como a autora construiu a narrativa, intercalando a visão do narrador sobre os personagens principais. Em cada capítulo temos a perspectiva da história de acordo com o que está acontecendo com os personagens principais. No início do livro, só temos capítulos de Pressia e Partridge, mas ao longo da história vão entrando outros personagens importantes que precisam mostrar o que está acontecendo. Gostei muito dessa forma de contar a história, principalmente porque o narrador estava em 3ª pessoa, então pude ver bem mais coisas e pensar mais também. Senti falta de ler sobre Bradwell, gostaria de saber um pouco mais sobre a vida desse personagem.

    O livro nos faz refletir muito sobre a natureza do ser humano e sobre um futuro bem próximo. Por se tratar de uma bomba atômica, os efeitos da radiação nas pessoas foi muito esquisito e chocante. A maioria dos personagens se fundiram com objetos e com a natureza. Imagem ler sobre pessoas que estavam segurando os filhos na hora da explosão e ficaram com os filhos grudados no corpo, fora a Pressia que tem uma mão colada com a da sua boneca. É muito estranho, eu fiquei assustada várias vezes imaginando essas cenas de horror. O livro tem um pouco de terror, mas é muito bem elaborado e escrito.

    Depois que li esse livro tomei coragem para tomar vacinas e ser espetada. Sério, se essas pessoas vivem com cacos de vidros na mão, ou fundidas com ventiladores no peito eu posso muito bem levar uma espetadinha,né! Hahaha

    A capa é bonita, mas esquisita também! Haaha Cismei com essa palavra hoje! A diagramação  foi bem feita e não encontrei erros de português!
    Recomendo a leitura de verdade! É esquisito, mas é muito bom. Sabe aquela dorzinha irritante que nos faz falta quando acaba. Então, esse livro é assim!


    O livro faz parte de uma trilogia e pelo que vi o segundo do livro se chamará Fusão, mas não sei quando será publicado no Brasil. Só digo uma coisa, tem que ter coragem para ler esse livro!



    Beijinhos,