Garota Replay - Tammy Luciano

Desde já quero lembrar aos leitores que opinião é extremamente pessoal. Cada um tem a sua e ninguém deve sentir-se obrigado a partilhar as mesmas ideias. É com esse pensamento que venho discorrer sobre um livro que, infelizmente, não atingiu minhas expectativas: Garota Replay.



Quando pego um livro para ler, principalmente nacional, tento me ater a alguns pontos. Qual a proposta do livro e o autor conseguiu cumprir isso? Qual a faixa etária do público alvo? Porque não adianta o leitor esperar de um livro juvenil, destinado a meninas de 15 anos, a mesma maturidade que encontramos nos livros de escritoras famosas por escrever romances coesos devorados por um público mais adulto. São mentalidades diferentes e narrativas diferentes. 

Mas, voltando ao que interessa. Em Garota Replay (144 páginas, Editora Novo Conceito) Tammy Luciano nos apresenta a vida de Thizi, uma menina de classe média alta, que passa a maior parte do tempo sozinha em seu apartamento na Barra da Tijuca. Seus pais vivem viajando e sua única companhia é a moça que trabalha para a família há tempos. Mesmo se considerando uma rica normal, sem exageros, Thizi leva uma vida totalmente fora dos padrões brasileiros. Isso me incomodou muito. 

Quem recebe uma mesada gorda o suficiente para se manter, tem as finanças da casa administradas por uma empresa, ou seja, não possui nenhuma responsabilidade e ainda ganha um carro novinho? Achei que faltou verossimilhança e que a autora poderia ter se aprofundado nos diálogos. 

Outro ponto que preciso considerar é o tamanho do livro e a redundância na história. Várias cenas muito parecidas conferiram uma narrativa enrolada e confusa. Entendam bem, um livro pode ter 150 páginas e caber exatamente nesse espaço, ou pode faltar informações e a escrita ficar corrida. A impressão que ficou em Garota Replay foi que essas cenas repetidas encheram espaço para aumentar o livro. Não caiu bem. 

Ex de repetição de cenas. Spoiler > Se você já leu e/ou quiser saber, selecione o texto contido no espaço abaixo. Se não quiser saber ignore essa informação. 

Várias vezes é mencionada a questão da traição e que o ex namorado Tadeu bateu de carro. 

Para completar, não gostei do trabalho de design de capa feito pela editora. Por mais que seja condizente com a história, o desenho ficou pesado e as meninas com linhas fortes demais. Enfim, minha frustração foi enorme, principalmente porque gostei muito de Sou Toda Errada (resenha aqui), e acreditava numa evolução da narrativa da Tammy e talvez uma história mais elaborada e extensa. 

Aconselho que leiam e cheguem à sua própria conclusão. 


Nas Sombras - Jeri Smith-Ready



Confesso que quando li a sinopse de Nas Sombras pensei "Ah, mais um sobrenatural" - o gênero que virou a febre do momento. São vampiros, anjos, lobisomens, bruxos e tudo mais do outro mundo roubando a cena e fazendo a cabeça das pessoas. No entanto, quando dei início à leitura, deparei-me com algo diferente, que foge àquelas receitas de sucesso que vemos nesses livros.

Aura é uma menina que, assim como todas as pessoas que nasceram depois da Passagem, são capazes de enxergar e manter contato com fantasmas. Agora, a humanidade não só aceita esse fenômeno como o utiliza na justiça. Aura faz parte de um grupo de pessoas que ajuda na investigação de assassinatos, servindo de testemunha nos tribunais e auxiliando esses espíritos no processo de Passagem.

Mas, imagine como deve ser penoso para uma menina de 16 anos, escutar relatos e lamúrias de pessoas mortas, desde pequenina? Onde quer que vá, pessoas roxas – é essa a cor que eles assumem para aqueles que são capazes de enxergá-los – tentam contar todos os detalhes de suas mortes. A única coisa que consegue manter os fantasmas longe é a cor vermelha e uma tal caixa preta. 

"Eu bebia o meu chá gelado e observava um mulher de uns 20 e poucos anos parar um carrinho de bebê em frente a uma vitrine da Baby Gap. Ela abriu os braços, frustrada com a seleção e eu sabia o que ela estava pensando. Noventa por cento das roupas dessa estação eram vermelhas, da mesma forma como tem sido desde que percebemos que os mortos odiavam essa cor." Página 40.


Mesmo sendo parte desse grupo, Aura tenta levar uma vida normal. Ela nunca veste roupas vermelhas, afinal, que adolescente quer deixar claro que possui apenas 16 anos? Frequenta a escola ao lado de sua melhor amiga Megan, tem que lidar com Zachary, seu novo parceiro de trabalho, e ainda encontrar tempo para ser a namorada ciumenta do vocalista de uma banda em ascensão, o Logan.

O gatíssimo músico divide o palco com seus irmãos e tem a chance de conseguir contrato com uma gravadora, exatamente no dia do seu aniversário. Porém, o que antes era motivo pra comemoração termina de maneira nada feliz. 

Agora, Logan está ROXO. 



Já disse que estou extremamente cansada de sobrenaturais adolescentes, cansativos e enrolados? Pois é, estou muito cansada. Justamente por fugir desse estereótipo que Nas Sombras (336 páginas, Galera Record) me fez suspirar e voltar a me interessar pelo gênero. 

Talvez isso deve-se ao fato de que, pela primeira vez, a protagonista não é vista como um E.T por seus parentes e amigos. Pelo contrário, não apenas ela como boa parte da sociedade divide o mesmo dom. E ele ainda é altamente aproveitado e respeitado por todos. 


A narrativa é dinâmica e o triângulo amoroso da vez é tão fofo, mas tããão fofo que não consegui tomar partido de alguém e escolher um personagem preferido. Todos possuem peculiaridades que os fazem diferentes e especiais. Aura é uma menina apaixonada e dona de um bom coração. Por mais que tente manter-se distante e ignorar os fantasmas, ela sempre cede e acaba escutando/dando atenção ao que eles têm a dizer. Logan e Zachary, por sua vez, são encantadores e cavalheiros *suspira*.



Envolvente. Surpreendente. Recomendo para quem é fã de um bom sobrenatural.



Obs. Nas Sombras é o primeiro volume da trilogia Shade.








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As Mais - Patrícia Barboza



Preciso começar falando do título que é muito criativo e inteligente. As Mais significa a sigla de quatro amigas inseparáveis que estudam no colégio CEM – Centro Educacional Machado e resolvem escrever um livro para contar um ano de suas vidas. Claro, siglas entre amigas são comuns, mas As Mais dá margem para muitas coisas e até brincadeiras, por isso achei inteligente.

Sinopse:MAIS é a sigla da amizade, formada pela inicial do nome das amigas Mari, Aninha, Ingrid e Susana. As MAIS são alunas do Centro Educacional Machado, no Rio de Janeiro, e são inseparáveis. Tanto que resolveram escrever um livro juntas, relatando suas aventuras mais marcantes de um ano inteiro. O livro é narrado pelas quatro amigas, cada uma contando uma parte do ano letivo. Mari, a pagadora de micos Aninha, a intelectual Ingrid, a romântica Susana, a atleta Sonhos, frustrações, medos e micos (muitos!). Alegrias, conquistas e amores... Quatro personalidades diferentes, quatro maneiras de tornar a amizade única e inesquecível! Afinal, como diz a Mari, elas são as MAIS legais, as MAIS bonitas, as MAIS inteligentes e também as MAIS “modestas”. Divirta-se com as histórias dessas quatro amigas inseparáveis!

O livro é dividido em 4 partes e cada trecho é narrado por uma das garotas, Mari, Aninha, Ingrid e Susana. A ilustação é toda em tons de rosa, assim como a capa que é muito fofinha, só não gostei muito do formato das meninas, achei o desenho um pouco “quadrado”, mas isso é detalhe de leitora perfeccionista e também é gosto. Achei os traços da ilustração brutos, por isso a minha preferida ficou sendo a Mari que parece a mais suave. E claro, ela é a MAIS entusiasmada, a Mais dramática e a Mais atrapalhada hauauhau Viram como dá para brincar?

 A história é bem real e foi escrita especialmente para  pré – adolescentes. Ao longo da leitura, lembrei muito da época em que eu também tinha 3 amigas e nós formávamos um grupo inseparável, mas depois da faculdade tudo mudou. Sempre víamos aquele filme do Jeans Viajante e pensávamos em fazer a mesma coisa, mas os meus culotes nunca permitiriam entrar no mesmo Jeans do que minhas amigas magrelas ahuahuah

O livro foi muito bem diagramado, foi feito com capricho e delicadeza. Tanto que em vários capítulos temos ilustrações descrevendo a situação. As personagens foram bem descritas e marcantes, tanto que já na capa podemos encontrar um símbolo que determina a personalidade de cada uma. Todas, como não poderia deixar de ser, se apaixonam por garotos diferentes e super fofos, mas com defeitos. Nada de príncipes encantados em As Mais. Ouviu, dona Ingrid?

Ingrind é a MAIS apaixonada e romântica da história, também me identifiquei um pouco com ela. Enfim, não tem como não se identificar com as personagens, porque elas foram feitas da mistura de todos as adolescentes juntas. E como eu fui (sou) uma adolescente, me senti em casa lendo este livro. Eu praticamente abri a porta de casa e deixei As Mais entrarem.

Vejam o booktrailer do livro:



Recomendo e a leitura. Trabalho de qualidade!


Beijinhos,






#Clássicos: As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia



Livro encantador e viceral, cheio de história e lendas que fazem o leitor refletir bastante sobre tudo que ouviu na escola sobre o Rei Arthur. Resolvi ler esta série quando vi a escritora Flávia Cortês falando que sempre ouvimos histórias na visão masculina sobre a época de Arthur, mas este livro traz uma versão feminina dos acontecimentos e que me pareceu bem mais real e emocionante, claro!


 Sinopse:
Neste enorme e emocionante romance, a lenda do rei Artur é contada pela primeira vez através das vidas, das visões e da percepção das mulheres que nela tiveram um papel central. Igraine, Viviane, Guinevere, Morgana. Elas revelam, com as suas vidas e sentimentos,a lenda de Artur, como se fosse nova de, ao mesmo tempo, levam o leitor a integrar-se na história, de maneira natural e profunda. Assim, esta obra proporciona uma narrativa soberba de uma lenda, e a recriação dessa lenda, bem como a brilhante contribuição para a literatura do ciclo arturiano.

As Brumas de Avalon- Senhora da Magia faz parte de uma série de 4 livros lançados pela editora Imago. Tive a oportunidade de ler uma versão mais antiga que recebi do Livro Viajante que participo no skoob. Acho que o livro bem velhinho deu mais base para a história, então ao passo que lia, me sentia em Avalon compartilhando as dores de Morgana e o amor de Ingraine, minha personagem favorita.

A primeira parte do livro é contato por Ingraine, esposa do duque de Cornualha ( detalhe para o nome do local que é bem curioso, até porque o duque contará com alguns galhos na cabeça rs) , filha de Merlim e irmã da  representante da Deusa de Avalon, Viviane. De uma hora para outra sua vida muda e ela passa de esposa abandonada para amante com o poder da Bretanha em suas mãos. Para mim foi a melhor personagem do livro, porque ela é bem transparente e não aceita ser tratada como uma marionete por sua irmã. Mesmo contrariada ela vai em frente com seu destino e acaba descobrindo a felicidade. Gostaria de ler mais sobre ela, mas como é mãe de Arthur, seus dias estão contados até o final da série.

Morgana me surpreendeu muito. Sempre achei que ela fosse uma bruxa do mal que atrapalhou a vida do reino, mas quando descobri que ela era uma mulher comum e só porque havia sido criada em Avalon ganhou o estigma de bruxa, fiquei muito feliz e a história ficou até mais interessante. Eu não li ainda os outros livros, mas gostei de ver o sofrimento dela por sentir ciúmes da mãe com o pai de Arthur e por seu amor não correspondido por Lancelot.

Este primeiro livro conta a história desde antes de Arthur se tornar Rei, então pode parecer confuso a entrada de alguns personagens, mas ao longo da história fui encaixando  e pude compreender melhor a narrativa, que é lenta, porém muito interessante, o que te faz ficar preso por muito tempo. Terminei a leitura na quinta-feira e até hoje fico tentando adivinhar o que vai acontecer ou quem teve culpa no passado. Acho, que esse é o ponto forte do livro, nos fazer refletir sobre a história com uma ótica totalmente feminina.

Recomendo a leitura e espero comentários de quem leu! Só não contem o final, por
favor!

Beijinhos,






Amante Consagrado - J. R. Ward




Amante Consagrado é o sexto livro da série Irmandade da Adaga Negra, portanto, se você ainda não leu os volumes anteriores aconselho que pare por aqui. Essa resenha com certeza contém informações sobre os outros livros.

Ao assumir o lugar de Vishous como Primaz, Phury assume também a responsabilidade de dar continuidade à raça. Agora, ele era o macho responsável pelas Escolhidas e teria que deitar-se com as mesmas a fim de gerar filhos provenientes de uma linhagem forte. A consumação, no entanto, nunca ocorreu. Phury viu a Primeira Escolhida, Cormia, amarrada contra sua vontade para que ele a possuísse e não conseguiu levar adiante. 

Cormia agora está vivendo do outro lado, na mansão da Irmandade, esperando que o amo finalmente cumpra seu dever de Primaz. Mas ele continua distante, envolvido com os problemas da sua mente. Phury está constantemente drogado e preso em seu quarto, fumando seus cigarros de fumaça vermelha para tentar sufocar a voz que acompanha sua mente: a voz do mago. 

Amante Consagrado (552 páginas,  Universo dos Livros) foi o único livro da Irmandade que enrolei para terminar. Phury sempre me passou a imagem de um cara problemático, drogado e deprimido. Um verdadeiro mártir que vive à sombra do irmão Z, apaixonado não só pela shellan do irmão, mas pela história e força do guerreiro. Fato que se confirmou nesse livro. 

Em contrapartida, adorei o caminho que a autora escolheu para alguns personagens como John, Quinn e Blay. A sutileza que ela tratou determinados assuntos foi fundamental para conferir mais docilidade à trama. Ward acrescentou ainda uma pitada uma colher cheia de pimenta quando transportou um de nossos personagens mais problemáticos para o lado negro da força. 

A partir desse momento a história melhora consideravelmente e torna-se irresistível. Temos toda luta do Phury com seu vício e a problemática do futuro das Escolhidas e ainda uma surpresa agradabilíssima, que vai deixar muitos sorrindo de orelha a orelha. A guerra contra os redutores, que resolveram colocar as asinhas de fora, também se intensifica bastante nesse livro (um dos pontos que senti muita falta no livro anterior). 

Para finalizar, Amante Consagrado foi uma leitura extremamente complicada para mim e mais complicada ainda é a nota que dei. As 3 estrelas foram por todo o #mimimi do Phury, risos. 


Promoção - Amor Fora de Hora, via Twitter

O Romances & Leituras vai sortear um exemplar do livro Amor Fora de Hora - Katarina Mazetti. 


Para concorrer você deve:

Seguir o @eromances no twitter;
Dar RT na frase abaixo até o dia 30/04.

RT > Quero ganhar 'Amor Fora de Hora' no sorteio do @eromances #ReL > Participe: http://bit.ly/HSfOzl


O sorteio será realizado através do sorteie.me. Caso o programa apresente algum problema, faremos o sorteio utilizando a tag #ReL.  


Boa Sorte!

Sociedade Secreta, Rosa & Túmulo - Diana Peterfreund


Amy Hastel trabalha como editora da revista literária da Universidade de Eli. Com notas excelentes e um currículo de fazer inveja, Amy sonha em fazer parte da sociedade secreta Pena & Tinta, o que facilitaria muito a sua entrada no tão disputado mercado de trabalho. Mas para sua surpresa, não é a Pena & Tinta que a convoca e sim uma das maiores sociedades secretas que existem: a Rosa & Túmulo.

Depois de muitos anos convocando apenas homens para integrar o grupo, a Rosa & Túmulo resolve abrir suas portas para um seleto grupo de mulheres, do qual Amy faz parte. Agora ela é uma coveira e compartilha os segredos daquela sociedade lendária, que tem membros espalhados em todos os continentes, incluindo alguns líderes mundiais mais ilustres.

Sabe aquele livro que todo mundo fala que é maravilhoso e você morre de curiosidade de ler, mas ainda não teve oportunidade? Sempre esperei uma promoção para adquirir o meu exemplar de Sociedade Secreta, mas o preço insistia em manter-se salgado… Até que um dia, voltando do mercado, deparei-me com a vitrine de um sebo que o anunciava a 10,00. Olha que sorte! Como fui uma cliente muito boazinha e comprei vários outros livros, o tio do sebo ainda fez um descontinho e Sociedade Secreta saiu por 8,00. (E não estava acabado não hein, estava embaladinho, lindo, impecável)

Fui para casa feliz da vida, suspirando de alegria e larguei tudo o que estava lendo para me deliciar com o meu tão sonhado livro.

Já de cara, tive vontade de abandonar a leitura e jogar o livro na parede. Esperava uma narrativa mais dinâmica, com suspense adolescente e tudo mais. Fui no twitter fazer um #mimimi e perguntar se iria melhorar. Encorajada por algumas blogueiras que disseram que a partir de determinado ponto as coisas começam a se encaixar, voltei para a minha leitura.

Preciso concordar que isso realmente acontece mas, infelizmente, o livro não me conquistou. Como dito anteriormente, acho que faltou um pouco mais de suspense e muitas questões ficaram soltas na minha cabeça. Fico pensando se a autora tirou inspiração na maçonaria para escrever essa obra, visto que, aparentemente, as semelhanças são muitas - claro que não sou conhecedora, mas tenho pessoas na família que fazem parte e já peguei alguns livros para tentar, em vão, entender alguma coisa.

Sociedades com códigos e juramentos secretos, basicamente masculinas e onde as pessoas tratam-se por irmãos. Talvez tenha sido esse o ponto que despertou minha curiosidade. E foi minha maior frustração.

Espero que nos próximos volumes minha expectativa seja atingida e minha curiosidade sanada (risos) porque esse me mostrou apenas choque de gereções =/



Verdade ou consequência? - Com Sabrina Pepe

Olá, leitores!

Estamos de volta com o quadro mais apimentado da blogosfera e hoje convidamos a blogueira  Sabrina Pepe para  soltar o verbo aqui no Romances e leituras!

O tema de hoje é o monstro de sete cabeças de vários blogueiros que fazem parte do grupo obsessivos anônimos por perfeição. Muitos não dormem em paz, enquanto não consertarem a última vírgula do sétimo parágrafo da resenha do blog do seu amigo. Ufa! E, aí, leitor? Você é neurótico por português? Ou Leva na boa quando comente um erro em uma postagem?

Tudo sobre Sabrina: Meus amigos me chamam de Sa, mas para minha família sou só a Bina. Uma pessoa de criação simples que ainda é muito crédula. Mãe, esposa, filha, irmã, amiga. Não dispenso um bom livro. Escorpiana de ferrão razoavelmente afiado... De sol e de lua.

Nome: Sabrina Pepe
Gênero preferido: Romance/Drama


O desafio será o seguinte: Sabrina terá que escolher entre responder uma pergunta cabeluda sobre o meio literário ou escrever uma poesia com três palavras escolhidas por mim.

Escolhi três palavras super difíceis para a Sabrina, porque quero que ela responda a pergunta, mas fique a vontade para fazer a poesia. Se algum leitor quiser se arriscar, por favor, não perca tempo e escreva uma bela poesia nos comentários!

Palavras: Peito/Respeito/Sinal de Trânsito

R&l: Todo escritor e blogueiro tem obrigação de escrever buscando sempre um português correto, porém na pressa da internet e do dia a dia, às vezes nos esquecemos de pontuar alguma frase ou digitamos errado ou erramos mesmo por falta de atenção. Só que muitas pessoas obsessivas, sim, obsessivas, deixam de “respirar” quando vêem um erro em seu texto e não descansam até te criticarem ao máximo, ou comentam educadamente sobre o erro. O que você pensa a respeito desta situação?
... Só por achar que as palavras são muito fáceis e perfeitamente rimáveis entre si (*coff, coff) é que vou deixar para lá a conseqüência (risos).
VERDADE. Todo blogueiro deve buscar o português correto. Não apenas por obrigação, mas como uma prova da dedicação ao blog, para oferecer uma boa resenha aos leitores e também pelo desejo de sempre melhorar. No entanto, erros sempre acontecerão enquanto existir humanos por detrás das máquinas, é o que eu sempre digo (ainda mais por ser uma provável candidata a também errar). Seja pela correria, pela desatenção, pela dúvida e esquecimento de pesquisar (para ver ‘se é aquilo mesmo’) antes da postagem, ou, no pior caso, pela falta de informação, o “não acerto” é uma sombra para quem escreve diariamente.
Não sou neurótica com português perfeito, até mesmo porque ter curso intensivo de gramática normativa nunca foi condição para blogar.  Mas, VERDADE, meus erros me preocupam, e não raro os corrijo após a postagem desde que a correção não altere a estrutura da resenha. Peço para que minhas companheiras de blog também confiram a resenha e tenho o mesmo cuidado de ajudá-las com a revisão das suas, mas por vezes algumas coisas realmente escapam. Não me importo por ser alertada dos erros, mas só faço o mesmo favor se me for solicitado, sem leviandade.

Não há muito que pensar sobre esta situação. Sei que estou fazendo meu melhor, e sentir-me realizada nesta certeza tem sido o suficiente. Imagino que seja da mesma forma com a maioria dos blogs.

Carol e Gabi, muito obrigada pelo convite. Bjus


Espero que tenham gostado. Quero sugestão de palavras e de entrevistados!

Quem quiser participar é só comentar no post que irei preparar umas palavras e perguntas bem cabeludas!

Os: Só para esclarecer Obsessivos anônimos era uma brincadeira da minha turma de literatura infantil. Nós tínhamos uma pessoa que corrigia tudo com o maior carinho e a chamávamos assim. 

Malas, Memórias e Marshmallows - Fernanda França



Melissa Moya foi demitida no dia do seu aniversário. O curioso é que o jornal não tinha motivos para mandá-la embora, já que a matéria sobre turismo que ela havia escrito ganhara um prêmio dias atrás. Claro que outra pessoa levou o crédito.

Mas Mel não queria pensar em coisas ruins naquele dia, afinal era o SEU dia. Ela só pensava em chegar em casa e aproveitar a "festa surpresa" que seu irmão Michel estava organizando em seu apartamento. Bem, tentando... 

As surpresas, no entanto, não ficaram por aí. Além de conhecer Theodoro no elevador, o vizinho do andar de cima que ela nem sabia que existia, Mel ainda recebeu a visita do ex-chefe, que apareceu em sua festa de aniversário alegando estar totalmente apaixonado e a convidando para um congresso em Montevideo. 

Desempregada e perdida, ela acaba sendo incentivada por Theo a aceitar a viagem e aproveitar para fazer algumas matérias como frela para a empresa de seu mais novo melhor amigo, o qual apelidei carinhosamente Rei dos Marshmallows

A partir daí, a vida de Melissa sofre uma reviravolta e em pouquíssimo tempo ela se vê engajada em um maravilhoso trabalho chamado América sobre Rodas. Mel viajaria os EUA de carro, fazendo matérias sobre turismo em cidades muito e nada conhecidas. Tudo o que ela sempre quis. 

Sempre tive vontade de ler 9 minutos com Blanda, outro livro da Fernanda França, mas a oportunidade nunca apareceu. Quando me deparei com a capa e sinopse de Malas, Memórias e Marshmallows no facebook, pensei: Ah, que lindo. Esse eu vou comprar. Quatro dias depois, lá estava eu em uma livraria passando tempo e escolhendo a próxima compra quando vejo MMM (já sou íntima) em destaque. Uau! 

Fui para o cantinho ler os dois primeiros capítulos. Resultado: coloquei o livro da Meg Cabot no lugar e trouxe para casa a autora nacional mais fashion (vamos combinar que os gorrinhos que a Fernanda usa são lindos) e devorei o livro em 1 dia. 

MMM era exatamente a leitura que eu estava procurando: leve, divertida e sutil. Fernanda é muito doce na escrita, o que me encantou. A diagramação é perfeita, as letras são de um tamanho excelente e as páginas levemente amareladas não cansam. Há ainda os detalhes. Além das ilustrações fofíssimas, no início de cada capítulo há um pequeno parágrafo sobre o local visitado por Mel.  

Adorei!


Termino a resenha fazendo algumas considerações:

1. Personagens favoritos: Lady Gaga e Ozzy Osbourne, EVER. Sinto muito, mas fui conquistada;
2. Fiquei com vontade de fazer um mochilão.;
3. Quero continuação. Não posso dizer o porquê, ou seria um spoiler sem igual, mas eu QUERO. 





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[RESULTADO] Promoção - Presentes da Vida

POST ATUALIZADO COM O RESULTADO. A VENCEDORA TERÁ 03 DIAS PARA ENTRAR EM CONTATO PELO EMAIL romanceseleituras@yahoo.com.br


Parabéns Thaila O! 


Você pode conferir o sorteio no formulário rafflecopter abaixo. 
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O Romances e Leituras, em parceira com a Editora Novo Conceito, vai sortear um exemplar do livro Presentes da Vida - Emily Giffin.




Para concorrer você deve:
1. Segui publicamente o blog;
2. Residir no Brasil, ou ter um endereço de entrega;
3. Preencher o formulário abaixo;
4. Deixar uma comentário NESTE post para validar sua participação. 

Espelho, Espelho Meu - Filme


Nunca fui muito de ir ao cinema, prefiro assistir filmes no conforto da minha cama, com meu pijama e minha caneca de chocolate. Sinceramente, não ligo se todas as pessoas do planeta já assistiram o último lançamento, menos eu. Mas desde que fui assistir Jogos Vorazes com a Carol, fiquei na expectativa do lançamento de Espelho, Espelho Meu. 

Posso citar 3 motivos que contribuíram para essa ansiedade:
1. Sou fã assumida dos Contos de Fadas;
2. Sempre tive um carinho especial por branca de neve e minha maior frustração foi não ter tido uma festinha com esse tema (minha filha terá, com certeza);
3. Amo a Julia Roberts. 

Enfim... Hoje, no meu dia de ócio, tinha um horário perfeito dando sopa e lá fui eu sozinha ao cinema. Perfeição! Sala vazia, nada de gritos (esse é um dos motivos que me faz preferir assistir em casa), só eu, meu saco de M&M’s e algumas outras coroas sem nada para fazer, rs.

Espelho, Espelho Meu reconta a famosa história de ‘Branca de neve e os sete anões' de maneira divertida e sarcástica. Julia Roberts assume o papel de madrasta/rainha malvada que deseja a todo custo ser a mais bela de todas as belas (vamos combinar que para ela isso não é difícil, né?). Com toda sua experiência, Julia rouba a cena do filme, deixando a pobre Branca de Neve (Lily Collins) totalmente apagada, pelo menos até a moça decidir se juntar aos anões e aprender a lutar com espadas e assaltar pessoas no meio da estrada. =O

Por falar em anões, os meus tão queridos companheiros de infância receberam nomes ridículos nesse filme.Tive vontade de gritar no cinema. Tudo bem recriar uma história, mas substituir Mestre, Zangado, Atchin, Dunga por Grim, Açougueiro, Lobo e Rango é demais, né? 

Algumas cenas também são forçadas e totalmente desnecessárias, o que contribuiu para que o filme caísse muito no meu conceito. Verdade que a obra não é de todo o ruim, mas não chega a ser empolgante. Vamos esperar para ver como Kristen  Stewart (a Bela da saga Crepúsculo) vai defender o papel de Branca de Neve na próxima releitura: A Branca de Neve e o Caçador, que estréia em breve. 

Uma vez a Nanie (Nanie’s World - Resenha de Julieta Imortal) disse algo que assinei embaixo “...não curto que mexam nos meus clássicos amados e os transformem em baboseiras sobrenaturais sem sentido.Mas já que insistem em fazer, então que façam direito. 









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O Livro das Coisas Perdidas - John Connolly



Vou começar falando de como gostei da capa deste livro. Super misteriosa e chamativa me encantou na primeira vez que a vi no facebook da editora Bertrand. Foi um amor a primeira vista! Eu queria, porque queria ler o livro! Só que a históra não superou as minhas expectativas, talvez porque eu seja uma leitora sonhadora, ou porque não tenho frieza suficiente para controlar as emoções durante a leitura.

Sinopse:Após a morte da mãe, David, de 12 anos, passa a maior parte do tempo em seu quarto tendo com os livros como companhia. Quando eles começam a sussurrar para o menino, realidade e imaginação se misturam até que, ao brincar no jardim, entra em um reino encantado, onde encontrará heróis, monstros e um rei fracassado que guarda seus segredos em um livro misterioso. John Connolly, em O Livro das Coisas Perdidas, desconstruirá fábulas conhecidas, como A Branca de Neve e os Sete Anões e João e Maria, por meio de muita imaginação e mistério.

O primeiro capítulo já começa para arrasar nossos corações.  A narração bem detalhada da morte da mãe do menino, nos deixa sem fôlego e com certa curiosidade para ir adiante. Gostei do inicio e a narrativa me prendeu, mas foi muito cansativa. Era como se eu estivesse lendo a biografia do autor disfarçada de livro juvenil.  Perdi o fio da leitura várias vezes de tão pesado que era e fiquei imaginando um adolescente lendo.

Confesso, que quando leio um livro procuro magia, aventura, amor, romance, mas, não consigo digerir muito bem histórias realistas demais. O livro das coisas perdidas me passou uma ideia bem moralista sobre a realidade das coisas e alguns temas polêmicos da sociedade. Nada foi escrito abertamente, tudo tinha um sentindo oculto no livro. Este jeito de escrever me encantou bastante, porque gostaria de passar alguns valores narrados para meu filho.

O livro conta a história de um menino, David, que enfrenta vários obstáculos em um mundo de mágia (real) para deixar de ser um menino egoísta e ciumento e se transformar em um homem. A questão amadurecimento foi muito bem trabalhada, mas acho que um pouco monótona e muitas vezes repetitiva.

 O autor explou bastante temas como socialismo, direito do trabalhador, sexualidade, guerra,amor,morte. Ele colocava um pouquinho de cada assunto em alguns personagens. Acho que foi isso que mais me irritou. Parece que ele tirou a magia dos contos de fadas e enfiou socialismo guela abaixo dos anões. hahaaha Poxa, os anões são tão mágicos!

Apesar de tudo a ideia do autor de recontar contos de fadas e fazer o menino viver dentro deles foi fantástica. Gostei muito do reconto de fadas feito por alguns personagens e tenho que destacar o Lenhador que nunca foi um personagem influente nos contos de fadas, mas destacou-se bastante no livro. Ah, claro, o Homem Torto também brilhou!

Recomendo a leitura, mas estejam com a mente tranquila porque é um livro complexo!

Beijinhos,





Resultado - Mega Sorteio de Banca e Um Homem de Sorte

Animadas (os) para saber quem levou esses 10 maravilhosos romances de banca? 


Então vamos lá...


Parabéns Maria Rafaela!

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E para completar, saiu o resultado da promoção UM HOMEM DE SORTE, via facebook. O vencedor foi:


Douglas Fernandes!



Você têm 05 dias para enviar os dados para romanceseleituras@yahoo.com.br.
O prêmio será postado em até 20 dias.

Obrigada pela participação!!!



Informativo

Estamos em recesso devido ao feriado de Semana Santa. Segunda, dia 09/04, voltaremos com nossas postagens.

Enquanto isso, que tal rever alguns posts que fizeram sucesso por aqui?!

Resenha > Terra Ardente
Resenha > Sereia


Promoção > Um Homem de Sorte, via facebook - Até HOJE, 07/04



O Atlas Esmeralda - John Stephens




Adorei o livro! Quando soube da história, só me interessei mesmo porque descobri que o autor era produtor executivo de Gossip Girl e como amo a série, o livro tinha que pelo menos ser bom, mas ele é mais do que isso, é ótimo.  A capa é bonita, interessante e chamativa, mas a contracapa  rouba a cena com um mapa lindo das cidades citadas no livro.


Sinopse:
Há dez anos, numa noite de inverno, os irmãos Kate, Michael e Emma foram tirados de suas camas às pressas, perseguidos por criaturas estranhas e levados para longe de seus pais, os quais nunca mais viram. Desde então, os três passaram todo esse tempo vivendo em vários orfanatos sem saber o que de fato aconteceu naquela noite. Kate, a mais velha, é a única que tem lembranças dos pais, a quem jurou proteger seus irmãos a todo custo até que a família estivesse reunida novamente; Michael, o do meio, adora o mundo dos livros e histórias de magia e é sempre alvo de implicância dos garotos mais velhos; e Emma, a mais nova, é uma verdadeira encrenqueira, mas de grande coração. Quando chegam a uma mansão abandonada, os irmãos encontram um atlas encantado que os faz viajar no tempo e os leva para uma terra habitada por gigantes, anões, lobos famintos, crianças prisioneiras e uma condessa que é a fonte de todo o Mal. Assim, as crianças que apenas buscavam o paradeiro de seus pais acabam tendo que salvar o mundo.

O livro é juvenil, tem uma linguagem simples, divertida, mas um vocabulário dividido entre o formal e o informal. Toquei neste assunto, porque existem livros juvenis que abusam do vocabulário informal do cotidiano e este livro por conter uma grande aventura e ter passagens de tempo, usa mais uma linha de palavras formais. 

 Kate, Emma e Michel são irmãos e lutam pela sobrevivência desde que foram abandonados na infância em um orfanato. O início da história é um pouco monótono e demora mesmo para o leitor pegar um rítmo bom de leitura. Todo começo de história fantástica, em que tudo é novo, é um pouco cansativo, afinal o diferente, na maioria das vezes, é surpreendente. Por isso, gostei muito quando os irmãos chegaram a Cambridge Falls e descobriram um universo paralelo de magia.

O atlas esmeralda me pareceu um pouquinho de todos os livros juvenis de aventura que já li com uma pitada de seres mitológicos pouco explorados, tais como, os anões que eu sempre considerei os mais chatos, porém, após a leitura fiquei apaixonada por eles. Para quem leu Jogos Vorazes, os Gritões se parecem com os bestantes, mas isso é só porque li Jogos antes senão pensaria o contrário.

Os irmãos tem muita afinidad. Foi encantador, ler sobre o amor que eles têm um pelo outro e a coragem que tiveram para enfrentar os problemas mágicos e da vida. Isso fez com que a história mesmo sendo fantástica, nos levasse sempre para a realidade. Gostei dessa mistura e preciso destacar que o rítmo de leitura, do meio para o final, é acelerado. Tanto pela curiosidade, quanto pela narrativa dinâmica.

Alguns detalhes me incomodaram bastante durante a leitura. A diagramação não ficou muito boa, pelo menos em minha opinião. Achei as margens pequenas e a letra do título pequena e escondida no início da página. Tinha vezes que terminava um capítulo e nem percebia, porque ficava difícil de enxergar o título, se não fosse pelos desenhos de cada capítulo eu teria ficado perdida.

Fora isso, o livro é bom e recomendo a leitura!

Assistam o booktrailer.








 Beijinhos,




Um Gosto de Esperança - Susan Mallery


"Lar... doce lar? "



Obs. Pode conter spoiler para quem não leu os livros anteriores. 

Depois de cinco anos, Jesse Keyes retorna a Seattle a fim de tentar reorganizar sua vida e espantar fantasmas do passado. Sua irmã, Nicole, ainda não acredita em sua inocência no episódio com Drew, e Matt, seu antigo namorado, não a procurou para se desculpar pelas palavras de acusação que dissera quando ela lhe contara sobre sua gravidez.  Jesse precisa encontrar uma maneira de arrumar essa bagunça, ainda mais agora que Gabe, seu lindo menininho de 4 anos, deseja conhecer o pai, a todo custo.

É com esse pensamento que ela arruma as malas e volta para sua antiga vida, e sem aviso prévio, bate na porta de Matt e de Nicole. Só que agora Jesse não é mais aquela menina inconsequente que deixava todo mundo de cabelos em pé.

Ela cresceu, amadureceu. Criou Gabe sozinha e ainda encontrou tempo para estudar e desenvolver a receita de um brownie maravilhoso, que ela acredita ter potencial para se tornar o carro chefe da confeitaria da família. Só existe um problema: a confeitaria Keyes é comandada, desde sempre, pela teimosa Nicole. 

Será que Jesse consegue mostrar seu valor e o quanto está diferente? 

Crises familiares, encontro entre pai e filho... Várias formas de amor são exploradas por Susan Mallery nesse livro que, em minha opinião, foi o melhor dessa trilogia.

Criei muita expectativa quanto ao livro da Jesse, justamente por ela ser tão impulsiva e ter um passado que a condena. Mas, acredite, sempre torci por ela, sempre acreditei na sua ‘recuperação’. Isso foi algo que me deixou preocupada. Adotar um personagem como 'queridinho' desde o início de uma série quase sempre é sinônimo de 'quebrar a cara'. Graças a Deus, Susan atingiu minhas expectativas e reservou uma história maravilhosa para Jesse. 

Vale a pena conferir! Um Gosto de Amor (Harlequin, 318 páginas) é doce e encantador. Terminei a leitura em poucas horas e quando finalizei, fiquei com gostinho de quero mais e já com saudades dessas irmãs tão diferentes e que se complementam de maneira tão bonita. 

Super recomendo!

Leia as resenhas dos livros dessa série clicando nos links abaixo: 

Terra Ardente - Janice Diniz


"Os verdadeiros caubóis estão no cerrado."


"- Sabe doutor, o patrão uma vez me disse uma coisa sobre o povo desta cidade que descreve direitinho como as coisas são por aqui. Ele disse que Matarana é um vespeiro envenenado. Só que quando a gente é picado não morre por causa do ferrão; a gente se torna outra vespa e passa também a espalhar o veneno."
(Orelha)

Sempre julguei ser mais difícil falar sobre um livro que não gostei a dissertar sobre um que tenha conquistado meu coração. Mas confesso que escrever sobre Terra Ardente está sendo uma árdua tarefa. Fiz e refiz alguns esboços (como de costume) tentando encontrar as palavras certas para transmitir, ou tentar, toda a emoção que os caubóis de Matarana despertaram em mim. Tenho certeza que, por mais que tente, não vou conseguir.

Decidi então, jogar na lixeira todas as palavras escolhidas e simplesmente deixar essa emoção fluir, numa tentativa de retribuir, de alguma maneira, as maravilhosas horas que passei encantada com essa história tão real que chega a ferir. E seja o que Deus quiser (risos).

Janice Diniz nos transporta, sem pedir licença, para Matarana: uma terra de homens poderosos que comandam, controlam, desafiam e matam. A autora nos apresenta uma realidade que, por ser totalmente distante da nossa, fingimos não existir: o controle dos coronéis, a exploração de trabalhadores, impunidade, machismo... Poderia citar vários pontos explorados pela autora, mas prefiro que você, que está lendo essa resenha, sinta o impulso de largar tudo e mergulhar fundo nessa história. 

Em Terra Ardente, conhecemos Karen Lisboa, uma mulher desiludida, que está constantemente bêbada e tem uma péssima reputação na cidade. Apesar de tudo isso, é forte e luta para cuidar do filho e do patrimônio deixado por seus pais. Conhecemos também a história de Nova e Cris, ela jornalista e ele médico da cidade. Os dois vivem juntos, porém, como amigos e já enfrentaram muitos problemas ao longo do tempo que se conhecem. Temos ainda o delegado Rodrigo Malverde e sua aplicação em fazer cumprir-se a lei e a disputa de poder entre dois coronéis. Para completar, temos o desenrolar de amores platônicos, arrebatadores, impulsivos e... inesperados.


 Melhor impossível, concordam? 

"- Faria amor com você a noite interia, mais do que sexo. Entende a diferença, moça?"

Outro ponto que não posso deixar de citar é a narrativa envolvente e o uso impecável da língua portuguesa, além de uma revisão perfeita. A editora também fez um excelente trabalho quanto à diagramação.  Até comentei na caixinha de correio da semana passada sobre a qualidade do papel utilizado e minhas primeiras, e boas, impressões que só se confirmaram com o decorrer da leitura. 

Finalizo fazendo uma ressalva para a incrível quantidade de títulos com os quais nos deparamos todos os dias nas livrarias, esperando para serem lidos e apreciados. Infelizmente, muitos de nós acabam por dar preferência a obras de escritores renomados e estrangeiros, deixando de dar uma oportunidade para o trabalho de nossos autores. BRILHANTES, diga-se de passagem. Janice Diniz, com certeza, figura entre eles. 

Terra Ardente (284 páginas, Editora Multifoco) é o primeiro livro de uma trilogia que promete ser um um enorme sucesso. 


Terra Ardente - Livro Um
Céu Chamas - Livro Dois

Fogo no Cerrado - Livro Três

Mais informações no blog oficial http://terraardenteolivro.blogspot.com.br/

Obrigada Janice, pela oportunidade de passar algumas horas sob o Sol escaldante de Matarana. Quero mais. 





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