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    Reviravolta - Michael Conelly - Suma de Letras



    Um suspense curioso e intrigante. Reviravolta é um pouco diferente dos outros livros de assassinatos x vítima que eu estava acostumada a ler, porque o foco principal é o julgamento de um homem que já está preso há 24 anos e conseguiu um novo julgamento por conta de falhas nas investigações do caso no passado.

    Sinopse: Em Reviravolta, um crime brutal havia abalado a vida dos moradores de Hancock Park em 1986: Melissa Landy, 12 anos, foi estuprada e assassinada, seu corpo tendo sido abandonado em uma lixeira. Vinte e quatro anos depois, o caso volta a julgamento, sob o olhar atento da mídia e do público. Com o surgimento de novas evidências, o crime cometido há duas décadas pode ter um novo culpado com a reabertura do caso. O acusado original, Jason Jessup, tem agora em mãos uma prova de DNA que pode inocentá-lo, gerando uma reviravolta que acabou conquistando o apoio da opinião pública. Porém, Mickey Haller, conhecido pelas defesas vitoriosas, aceita agora uma nova missão: atuar pela primeira vez como promotor de justiça, provando a culpa de Jessup. Para ter sucesso em sua primeira incursão como promotor, Mickey Haller conta com a ajuda de nomes já conhecidos das tramas de Connelly: a agente do FBI Rachel Walling; a promotora Maggie McPherson, sua ex-mulher e mãe de sua filha; e, finalmente, Harry Bosch, seu meio-irmão. Haller precisa superar um advogado de defesa hábil na manipulação da mídia, um réu ardiloso e uma testemunha relutante em depor anos após o crime que abalou sua vida.

    Para quem gosta de seriado policial, posso descrever esse livro sendo mais Law and Order do que CSI. Tanto que a história é narrada pelo promotor e o detetive mais famoso entre os personagens de Michael Connelly : Harry Bosch.  Por conta disso, o livro não fica só nas investigações, pelo contrário Mickey Haller descreve todo o processo da lei penal americana e mostra os dois lados da moeda, já que é advogado de defesa e acabou aceitando trabalhar como promotor independente pela primeira vez. Achei essa dinâmica muito interessante e foi por isso que passei o livro na frente de outros.

    A leitura é rápida, mas por conta dos detalhes do processo, você lê com atenção e para um pouco para pensar e tentar imaginar o final. Eu pelo menos leio livros de suspenses já traçando um perfil psicológico do assassino e dos outros personagens. É divertido montar o quebra cabeça, só que neste livro fiquei um pouco perdida, visto que, o assassino já tinha sido preso e queria provar a inocência. Bom, eu pelo menos não acreditei em Jessup em nenhum momento, o autor até tentou plantar uma dúvida ou outra, mas é meio óbvio.

    A capa é um pouco esquisita. O conceito de um tabuleiro de xadrez foi bem criado, mas irrita. Se bem que capa de suspense costuma ser feia e diferente mesmo, mas mesmo assim me chamou a atenção por ser laranja e azul. O contraste das cores fica berrando na sua cabeça até você pegar o livro e ler logo. Hahaha O título bem, o que posso falar do título? Existe uma reviravolta, mas é tão previsível, que não sei não, acho que causa mais impacto do que realmente é.

    O livro é bom, a história é interessante e cativante.  Gostei da proposta do autor e quero muito ler outros livros dele. Recomendo a leitura para aqueles que gostam de um suspense mais calmo e inteligente. Aprendi muita coisa de estratégia no tribunal e na vida também. Michael Conelly é um ótimo escritor e fez um trabalho de pesquisa muito bom. É bom ver um livro bem trabalhado e bem feito.

    O jogo de colocar a visão do promotor e do detetive foi bom, porque assim não ficou cansativo. Só senti falta de uma visão feminina, e claro de um romance! Como uma boa romântica, queria um casal para fechar bem a história, mas não aconteceu nada. O foco era o julgamento e assim foi até o final, tirando a parte de pesquisa e investigação que não foram muitas.

    Beijinhos,