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    A filha da Feiticeira - Paula Brackston - Bertrand Brasil




    “Era uma expressão que só se poderia encontrar naqueles que são jovens o bastante para ter mentes abertas como os oceanos e os corações ansiosos por provas de que magia existe” p. 43

    Nada melhor do que começar a resenha de A filha da feiticeira com um quote tão bonito como esse. Gostei muito da metáfora das “mentes abertas como os oceanos”, pois visualizei a cena, assim como senti a história do livro e vivi todos os momentos com a personagem principal. Senti suas dores, torci por um final feliz, prestei atenção em suas histórias e por fim, fiquei com uma vontade enorme de descobrir a magia dentro de mim.

    Sinopse:

    Cada era exige um novo diário. Assim sendo, começa este livro das sombras. Após a morte, em 1628, de toda a sua família, a menina Elizabeth, de 15 anos, consegue abrigo com o bruxo Gideon Masters. Contudo, ele a aprisiona e a inicia na magia, tornando-a um ser eterno. Com a fuga da jovem, anos depois, o tutor a persegue ao longo dos séculos, passando por momentos importantes da história da humanidade.

    Com traços de romance histórico e elementos de fantasia, A Filha da Feiticeira é uma arrebatadora iniciação no mundo mágico, embora perigoso, da feitiçaria. É impossível esquecer essa heroína forte e independente, que sobrevive a pragas e guerras, na busca por se manter fiel a seus princípios.

    A autora descreve com destreza épocas e locais distintos ao longo dos tempos, como a Inglaterra de 1628, a Paris de 1917 e os dias atuais. Para isso, Paula Brackston pesquisou durante anos as características das sociedades que lá viviam. No fim, uma certeza: o desejo urgente por uma continuação.

    O que mais me encantou no livro foi a capa misteriosa e linda. Fiquei apaixonada pela sinopse, porque amo histórias de bruxas e para conquistar de vez o meu coração me encantei com um vilão que não merecia. Como assim? Vou explicar. No início da história o leitor vai conhecer um pouco da história de Bess que viveu na época da caça às bruxas em um vilarejo pequeno na Escócia.Depois de muitos acontecimentos, a jovem fica muito próxima do vilão. Neste momento, fiquei encantada. Mesmo sabendo da origem de Gideon, eu gostei dele, mas no meio para o final deixei de gostar e torci por um fim trágico! Sou rancorosa, com os personagens que enganam meus sentimentos. rs

    O livro é grande, mas apesar disso, as histórias paralelas da vida de Bess conquistam o leitor e o faz devorar as palavras procurando por mais histórias. O cenário é bem detalhado, o que me fez viajar na leitura junto com a personagem e sentir suas dores e amores. Por isso, preciso dar os parabéns para a escritora, porque escrever um livro sobre feiticeira e ainda envolver os leitores em todas as épocas é sensacional. A relação que ela fez do vilão com outro vilão da história Inglesa também renderam muitas risadas, apesar de trágico. No início demorei para entender, mas depois percebi quem era Gideon naquela história.

    Apesar de ter amado as histórias da Bess, achei a narrativa central um pouco confusa e monótona. Parece que a autora criou a Tegan para ter um plano de fundo e com isso fechar a história. Só que o passado de Bess é tão sensacional que relevei isso e curti todos os momentos.

    O livro nos faz dar viajar por várias épocas e até conhecer um pouco de História nas entrelinhas. No início lemos sobre a Europa Feudal e a caça incessante à bruxas da Igreja Católica, no meio descobrimos sobre a medicina do século XIX e o ambiente social da cultura inglesa e para terminar com chave de ouro a autora nos presenteia com uma história sobre a Primeira Guerra Mundial. Fantástico! Só lendo mesmo para sentir o que senti com esse livro.

    Recomendo a leitura imediata. Por fim, deixo um vídeo da música mais temida pela personagem principal: Greensleves. Cuidado ao ouvir essa música, o vilão mais temido do mundo pode estar por perto!




    Beijinhos,