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    Puro - Andrew Miller - Bertrand Brasil



    Tradução de Regina Lyra
    Literatura Estrangeira,
    Editora Bertrand Brasil
    378 páginas
    R$ 44,00


    Pela primeira vez na vida eu posso afirmar com todas as letras: "Eu nunca li um livro como este!" Sério, pode parecer mentira, mas Puro tem uma história original, sedutora, diferente e marcante. Vocês não tem ideia da felicidade em que me encontro por ter lido este livro e ter vivido durante 2 semanas na França pré- revolução. Eu estive lá e vou tentar passar para vocês tudo o que senti durante a leitura, para que vocês larguem tudo e comprem esse livro agora! 


    Primeiro, tenho a obrigação de começar pela parte mais especial do livro: A capa. Gente, quando vi a imagem do livro, não imaginei que seria uma coisa tão linda. Os detalhes em dourado são em alto relevo e brilham muito, o traço reto do desenho dão outra visão a arte e por fim as cores. O desenho em preto em branco destaca algumas partes de amarelo e verde torna o livro mais nobre. Enfim, é uma capa para ficar exposta em sua prateleira para sempre! 

    A história se passa em Paris bem no começo da revolução francesa e das ideias iluministas, então no meio da leitura, podemos ver trechos da manifestação tímida do povo que depois de um tempo fica mais agressiva. O autor retrata bem a Bastilha, o rei, o ministro e o palácio de Versalhes. Mostra como as pessoas enxergam a rainha. Esse momento é pouco falado nos livros de história, mas através do livro podemos ver o povo acordando para este assunto, apesar do livro narrar a destruição de um cemitério famoso na cidade. 

    O Les innocents incomodava muito por conta do mau cheiro de corpos enterrados há séculos e de uma igreja desativada. Os moradores do bairro tinham um mau hálito horrível por conta do cemitério e o lugar era muito ruim, por isso o ministro de Paris contratou um jovem e corajoso Engenheiro do interior para destruir o local e acabar com a parte feia da cidade. Só que para trabalhar em um lugar tão ruim, com condições péssimas, somente um jovem puro o suficiente para analisar o local e aceitar o trabalho sem medo dos mortos. 

    Jean- Baptiste Baratte aceitou o desafio e durante 1 ano morou na casa de um casal simpático, mas fedorento da rua paralela ao cemitério. No início, Baratte se sentia inseguro e demorou um pouco para se acostumar com a ideia e conhecer as pessoas que dependiam do Les Inocents para sobreviver. Porém, com muita garra, Jean Baptiste arrumou trabalhadores resistentes de uma mina de carvão e começou a empreitada. 

    Durante a leitura, podemos observar o amadurecimento do personagem e torcer para que ele fique mais seguro e faça o que deve ser feito. O autor desenvolveu a trama e construiu o ambiente tão bem que eu me senti nas ruas de Paris do século XVIII. Eu fiquei ansiosa para ver o fim do cemitério e para que tudo corresse bem. Só que uma história nunca é perfeita, Baratte passa por situações inusitadas e inesperadas que ele como um engenheiro formado na École des Ponts não poderia imaginar. Ele acreditava na razão, mas teve que lidar com a emoção o tempo todo.


    A leitura é rápida, interessante e curiosa. Parei várias vezes para consultar relatos históricos e quero muito conhecer todas as ruas e locais citados no livro. Foi uma experiência incrível a leitura deste livro e quero muito ler outras obras do autor. Sem dúvida esse é um dos melhores livros do ano para mim e com certeza mereceu o título de um dos melhores Romances Históricos pelo jornal The Guardian.
    Obrigada a Bertrand Brasil por ter publicado o livro no Brasil! Lançamento maravilhoso.

    Beijinhos,