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    Tabuleiro dos deuses - Richelle Mead - Paralela









    Sinopse: Justin March, um investigador de religiões charmoso e traiçoeiro, volta para a República da América do Norte Unida (RANU), após um misterioso exílio. Sua missão é encontrar os responsáveis por uma série de assassinatos relacionados com seitas clandestinas. Sua guarda-costas, Mae Koskinen, é linda, mas fatal. Membro da tropa de elite do exército, ela irá acompanhar e proteger Justin nessa caçada. Aos poucos, os dois descobrem que humanos são meras peças no tabuleiro de poderes inimagináveis.

    Aviso, essa resenha  pode estar um pouco longa, rs.  
    Logo que eu vi que sairia mais um livro da diva Richelle Mead não pude perder a oportunidade e tive logo que ler. A capa me atraiu muito por ser linda, mas mais que isso, foi o tema de deuses e esse universo futurista que me chamou a atenção. Isso e o fato de ser escrito por uma das autoras que eu mais gosto.

    Li algumas resenhas sobre o livro antes de ler, e isso me deixou com um pé atrás porque todas que eu li afirmaram ter se decepcionado com a escrita da Richelle. Mas depois de ler não consigo entender como não conseguiram gostar de um livro tão bom como esse. Tudo bem, cada um tem seu gosto, mas eu particularmente achei que Richelle se superou com esse livro.

    O livro se passa em um universo completamente diferente do nosso, como era de se esperar de um livro escrito pela Richelle. É uma época futurista, onde após o Declínio, metade da população mundial morreu e a maior potência do mundo, a RANU, tem fortes políticas ante deuses.

    Os personagens principais são Mae, uma mulher linda que é uma soldada de elite e Justin, um ex servidor que foi exilado por motivos misteriosos. Eles se conhecem no Panamá, quando Mae, após perder seu ex-amante e se envolver numa briga no funeral dele, é proibida de usar sua farda e, como punição, tem que proteger um servidor exilado que ela não conhece, mas que acaba por ser Justin.

    Sem saberem quem o outro realmente é, eles acabam se envolvendo intimamente, o que não poderia ser pior para os dois, já que ele é missão de Mae, e ela é a "prometida" dele, que deveria fazê-lo jurar fidelidade a um deus. Então, após realmente se conhecerem, eles buscam ficar longe um do outro.

    A grande volta de Justin para a RANU, se deve por conta de ele ser um investigador de religiões, e precisarem dele para descobrirem o culpado por tantos assassinatos. No meio de toda a investigação, vamos descobrindo o motivo misterioso por trás do exílio de Justin, e o passado da rainha de gelo Mae.

    Apesar de te amado o livro, confesso que esse início foi meio confuso, e deu uma desanimada, mas depois que começamos a entender tudo, a história fica bem melhor. Até porque, por ser um livro introdutório de uma série, tem várias coisas que precisam ser explicadas para o leitor, e acho que isso deixou o início um pouco confuso.

    Mas desconsiderando isso, a história é realmente muito boa.Tem todo um universo futurista bem construído e a temática de deuses me agradou muito. Deixando isso de lado, temos ainda um ponto secundário abordado que é muito interessante, que é a maneira como o governo manipula a imagem do país e faz de tudo para acreditarmos em determinada coisa. Richelle abordou  esse ponto de uma maneira muito interessante.

    Também gostei muito da parte "policial" do livro, quando o Justin se envolve nas investigações e faz aquelas deduções e descobertas brilhantes sobre o caso. Isso me agradou muito. O poder de percepção e observação dele são incríveis. Outro personagem que gostei muito foi a Tessa, que é uma menina de 16 anos que Justin trouxe do Panamá. Ela é muito inteligente, e a visão dela do mundo da RANU é bem diferente da dos próprios moradores de lá.

    Os capítulos são contados em diferentes pontos de vista, e isso pode ser ao mesmo tempo bom e ruim. Bom, porque temos uma visão mais abrangente da história, com diferentes opiniões. E ruim porque alguns capítulos acabam de forma abrupta e ficamos agoniados querendo saber o final de determinada cena.

    O livro é totalmente viciante, a todo momento queremos saber mais, e quando a narrativa entra no ritmo, não dá pra largar mais. É por isso que no final do livro eu fiquei tão revoltada, pois parece que terminou na melhor parte e eu já to ansiosa pela continuação.

    Enfim, acredito que Richelle se superou na criação de um universo completamente novo. Ela meio que misturou as diversas crenças mitológicas, e religiões que nunca ouvi falar, mas de forma completamente verídica. Depois do universo dos vampiros dos dhampirs e dos moroi, em Academia de vampiros, e do succubus na série da Georgina Kincaid, é uma surpresa que Richelle venha com algo tão fascinante como isso.

    Recomendo muito o livro, e embora o início parece meio confuso, o resto da história é muito boa! Estou muito ansiosa pela continuação!

    Beijos