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    {Resenha} Fetiche - Tara Moss - Editora Fundamento



    Sinopse:
    Nesta história intrigante, o limite entre beleza e crime não passa de um tênue detalhe. Em uma frenética caçada a um sádico psicopata, uma jovem modelo formada em Psicologia Forense tenta capturar o assassino de sua melhor amiga. Mas sua ousadia vai longe demais e, sem perceber, ela pode estar correndo diretamente para as garras do serial killer. A única pessoa em quem ela confia, e por quem se apaixona, o sedutor detetive Andy Flynn, parece esconder segredos perigosos. Como saber em quem acreditar quando as aparências determinam quem vive e quem pode estar condenado a uma cruel sentença de morte?


    Para um romance policial que na própria orelha do livro se compara a Agatha Christie eu esperava bem mais. Achei um livro muito fraco por ser do gênero mas não focar muito nele ao mesmo tempo. Porém, apesar de ter encontrado diversos defeitos no livro (quanto a parte da história mesmo ou o modo como a autora conduz os acontecimentos) eu gostei da leitura. Simpatizei com os personagens e sou tão curiosa que queria por tudo no mundo saber quem era o assassino afinal. 

    Bem, Fetiche conta a história de uma modelo - Makedd - que cursa psicologia forense (adorei esse ramo!) que vai à Austrália fazer alguns trabalhos para conseguir dinheiro e pagar sua faculdade e aproveita para visitar sua melhor amiga Catherine. Porém ao  chegar lá a amiga está desaparecida e pouco depois é encontrada morta pelo que parece ser um serial killer. 

    Mak fica abalada com a morte da amiga e deseja muito justiça por isso decide ficar na Austrália para acompanhar a investigação mais de perto. Catherine é a terceira vítima dos "Assassino do Salto alto". Suas vítimas são sempre brutalmente mortas e deixadas com apenas um salto alto - o outro fica com ele. Com isso ela acaba se envolvendo com o detetive que está a cargo da investigação - Andy. 

    Bom, por mais que o final - quando a identidade do misterioso assassino é revelada - seja surpreendente, e você em momento algum tenha alguma pista de que seja ele durante o livro inteiro, achei que meio que caiu no colo da gente meio do nada. A explicação toda da motivação, planejamento, e como foi descoberta até faz sentido, mas não achei que foi uma coisa construída durante a investigação. Não é do tipo que você acha as pistas e pode ligá-las ao criminoso.

    Outra coisa que me incomodou é que a protagonista não se envolve diretamente na investigação. Ela às vezes comete algum ato de loucura e vai atrás de alguém suspeito, mas não vai exatamente investigar, não vai atrás de pistas. Ela parece mais a Daphne do Scooby doo, que atrai sempre o vilão que quer fazê-la de vítima. 

    Por isso digo que achei a parte policial do livro meio fraca, se você está procurando por suspense, muito mistério, a tensão da leitura e uma investigação mesmo procure outros livros. Mas mesmo não tendo gostado do desenvolvimento do caso não achei o livro ruim no todo. A personagem principal é até carismática, o relacionamento com o detetive também é bem abordado e por mais que o mistério não tenha sido bem desenvolvido ele está lá e a gente fica muito curioso querendo saber quem é.

    Gostei bastante também de algumas menções ao psicológico dos criminosos mesmo, como a protagonista está pra se formar em psicologia forense, algumas vezes - poderia ser explorado mais na minha opinião - temos alguma explicação muito interessante sobre a parte psicológica do psicopata com fetiche por saltos altos. 

    O livro é narrado em terceira pessoa, e ás vezes temos cenas do assassino, de um suspeito, do detetive e da própria Mak, onde lemos o que está se passando com cada um e ajuda a manter a aura de mistério do livro. A narrativa também colabora muito pois é bem fluida o que dá um ar mais leve ao livro. No todo o livro é até bom, e recomendo pra quem gosta de um pouco de mistério e romance. Mas não se enganem, não é nada como Agatha Christie, hahaha.

    Beijos,
    Lari Gaigher