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    Quem poderia ser a uma hora dessas? - L. Snicket





    Sinopse: Em uma cidade decadente, onde se criam polvos para a produção de tinta, onde há uma floresta de algas marinhas e onde um dia funcionou uma redação de jornal em um farol, um jovem Lemony Snicket começa o seu aprendizado em uma organização misteriosa. Ele vai atender seu primeiro cliente e tentar solucionar o seu primeiro crime, aos comandos de uma tutora que chama carro de “esportivo” e assina bilhetes secretos. Lá, ele vai cair na árvore errada, vai entrar no portão errado, destruir a biblioteca errada, e encontrar as respostas erradas para as perguntas erradas - que nunca deveriam ter passado pela cabeça dele. Ele escreveu um relato sobre tudo o que se passou, que não deveria ser publicado, em quatro volumes que não deveriam ser lidos. Este é o primeiro deles.

    Eu não tenho muito o costume de ler livros juvenis, pois estes tendem a me irritar com sua narrativa um pouco óbvia demais, porém, como sempre tive vontade de ler algo do Lemony Snicket (adoro as Desventuras em série o/) e eu gosto de livros que envolvam mistério e coisas afim, acabei comprando os dois primeiros volumes da série Só perguntas erradas, e confesso, me surpreendi com a leitura.

    A primeira coisa que me chamou a atenção foi que o autor narra a história como se fosse ele mesmo, então o personagem é o próprio Snicket, e eu amei isso. Bem, Lemony acabou de se formar em sua escola nada comum com sua educação nada comum. Ele está envolvido com uma organização misteriosa e, agora, aos 13 anos, parte para o treinamento como aprendiz de uma tutora que ele mesmo escolheu (vale dizer que é a pior colocada da organização). 

    Sua primeira missão é em uma cidadezinha quase desconhecida e abandonada: Manchado-pelo-mar. A cidade já foi uma grande produtora de tinta, mas hoje não resta quase nada. Lemony e sua tutora partem pra lá pois foram contratados pra resolver um mistério e encontrar um certo objeto roubado e devolvê-lo a seu verdadeiro dono .

    As verdadeiras intenções de Lemony ninguém conhece, embora ele deixe claro no livro que sua vontade era estar em outro lugar, com outro parceiro, medindo um certo buraco com sua trena especial em forma de morcego. Porém, para seu infortúnio ele se vê envolvido nesse mistério cheio de perguntas erradas: O que a garota tem a ver com o objeto roubado? Quem é o verdadeiro dono do objeto? Quem é o ladrão?

    O interessante do livro está exatamente nessas perguntas erradas que fazemos o tempo todo. Conforme acompanhamos o mistério vamos fazendo nossas próprias perguntas que esperamos ser respondidas, porém logo o autor nos fala que são as perguntas erradas, e que elas nada tem de relevante para a história. Ou seja, quando achamos que sabemos o real mistério, não sabemos de nada, e isso mais do que aguça nossa curiosidade e entusiasmo de ler o livro. 

    Quem poderá ser a uma hora dessas? tem uma narrativa bem fácil, voltada mesmo para o público mais jovem, porém ainda assim é uma narrativa inteligente, que nos faz fazer parte da história e nos vemos envolvidos pelo mistério tanto quanto Snicket está. Os personagens também são muito interessantes. A tutora de Snicket é meio louca de uma maneira engraçada e Lemony, mesmo com apenas 13 anos mostra uma inteligência e uma sagacidade enorme. Ele sabe quando deve expor suas opiniões ou quando ficar calado, e é ao mesmo tempo muito discreto. 

    Me surpreendi bastante durante a leitura e caí de amores por Lemony. Ele soube conduzir muito bem o desenvolvimento do mistério e nos deixar com a pulga atrás da orelha o tempo todo. Este é um livro que me instigou bastante e mal posso esperar pra ler os próximos volumes e fazer mais tantas outras perguntas erradas.

    Ah, vale dizer também que a diagramação está linda! A capa é de uma textura diferente, muito bonita, e o livro é repleto de imagens que dão um charme ao livro. Muito bonito mesmo, só é uma pena que o meu exemplar veio com problemas de impressão, e pulava as páginas, voltando só lá na frente pra página que eu queria :/. Porém eu consegui ler o livro todo e já mandei um e-mail à editora, espero que eles resolvam!

    Beijos,
    Lari Gaigher