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    A vida como ela era - Susan Beth Pfeffer

    “Acho que sempre pensei que, mesmo que o mundo acabasse, o McDonald’s continuaria funcionando.”

    Vocês já pararam para pensar o que fariam se o mundo acabasse de uma hora para a outra? Um dia você está na varanda da sua casa admirando a Lua e no momento seguinte você vê um asteroide enorme colidir com o astro e mudar a sua vida para sempre. “A vida como ela era” é narrado por uma garota de 16 anos que relata em seu diário tudo que aconteceu em sua cidade depois que um grande asteroide tirou a lua de órbita e causou transformações drásticas na natureza. 

    Miranda é uma adolescente como outra qualquer, mas ao longo da narrativa podemos perceber o seu amadurecimento e o jeito como ela lida com situações de extremo limite. Creio que se eu estivesse no lugar dela já teria surtado, pois as principais cidades dos EUA foram destruídas e muitas pessoas morreram. A garota fica triste, mas segue em frente na luta pela sobrevivência ao caos junto com sua mãe e seus dois irmão na Pensilvânia que não sofreu diretamente com a enchentes, tsunamis e vulcões, mas teve vários problemas, como a falta de agua, de comida e de energia elétrica. 

    A mãe de Miranda foi inteligente ao perceber que as coisas iam piorar e comprou muita comida e racionou luz e água para tentar chegar até o inverno com vida. A família vai passando por sufocos e doenças, mas Miranda mantém a esperança de tudo vai voltar ao normal mesmo sabendo que isso seria praticamente impossível. O mundo está acabando e eles continuam lutando.

    O que mais me chamou a atenção foi o tom calmo e até com certa frieza que a autora conduziu a história. Isso fez com que eu encarasse os fatos com outros olhos e não com angustia e ansiedade que esse tipo de leitura costuma provocar nos leitores. A intenção da autora era mostrar a luta pela sobrevivência de uma família com uma mãe no comando e três jovens, ou seja uma família simples que mesmo com limitações fez de tudo para manter a calma e conduzir a situação sem desespero. Eu achei os moradores da cidade civilizados também, pois já li historias em que a população luta e mata por comida nessas situações e no livro não teve isso.Pelo menos não explicitamente, aconteceram saques, mas guerra não. 

    Já li outros livros com o mesmo tema, mas confesso que A vida como ela era me surpreendeu de uma forma muito positiva. Gostei da narrativa, dos personagens e do foco da autora que podia ter explorado vários outros aspectos, mas optou pelos olhos de Miranda e nos trouxe questões muito interessantes de amor, vida, sofrimento e realidade. 

    O livro faz parte da série de 4 volumes “Os Últimos sobreviventes” que já foi lançada nos EUA e será lançada por completo pela Betrand Editora no Brasil. Na quarta capa temos as imagens das capas dos outros livros e eu estou muito ansiosa para continuar a história e acompanhar de perto o recomeço da família de Miranda. 

    Recomendo muito a leitura, comprem para dar de presente de Natal porque o livro é muito interessante e vale a pena ser lido por muitas pessoas. Por último queria dizer que no próximo eclipse da Lua estarei na dispensa estocando a minha comida enlatada para o caso do mundo acabar. Hahahaha 

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    Beijos,