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    Quando os meninos crescem - Rebbeca Raven

    "Nunca fui seu"
    Quando os meninos crescem é uma história policial onde o protagonista é Andreas, um homem que tem uma vida nada extraordinária, trabalhando como fotógrafo em uma revista pornográfica e um belo dia encontra uma foto de um dedo feminino cortado num ônibus vazio, no qual consta um número de telefone, uma data e um horário.

    Sem conseguir resistir à curiosidade e, acredito eu, à promessa de alguma emoção, Andreas liga para o número e descobre se tratar de uma academia, onde encontra o pano de fundo da foto. Logo depois, descobre que o dedo fotografado pertencia à uma das meninas da revista, da qual ele era conhecido.

    Até aí, o fato de ele ter encontrado a foto parece ser aleatório. Apesar de ter deixado Andreas cheio de dúvidas e com anseio em saber os "porques" e "comos" da história, o fato da foto e da menina assassinada não parecia estar ligado diretamente a ele. Isso até ele acordar desnorteado, sem se lembrar da noite anterior e com uma foto de uma orelha decepada em sua mão. 

    A partir daí, Andreas se vê mais que envolvido em um caso de serial killer, que parece ter um fetiche por fotos de partes de corpos humanos femininos decepados e que quer, sem aparente razão pra isso, incriminá-lo por seus crimes. 

    Ao longo da história vamos acompanhando Andreas em sua agonia para tentar entender o porque de ele estar envolvido com assassinatos, e o qual a verdadeira razão para o assassino matar aquelas mulheres e se ligar tanto à ele. 

    A autora é bem objetiva na história: não dá informações desnecessárias, nem tenta nos enrolar com falsos suspeitos. Ela apenas nos dá os fatos concretos, jogando-os no nosso colo e deixando a nossa escolha como interpretá-los, o que deixa a história rápida e mesmo parecendo que não, consegue ainda assim nos surpreender.

    Apesar de não ser um dos melhores policiais que eu já li, o livro consegue surpreender o leitor o suficiente para deixá-lo extasiado com a leitura, e o envolve o bastante para deixá-lo animado o tempo todo e curioso para acompanhar o desenrolar dos fatos. 

    Enfrentamos o mesmo dilema de Andreas, queremos entender o motivo do crime, o que ele tem a ver com isso e o mais importante: quem realmente é o assassino. A narrativa da autora, apesar de muito objetiva, é muito fluida e desperta no leitor essa vontade de continuar, de querer saber logo o que aconteceu e qual será o desfecho da história.

    O livro em si não tem tanta profundidade nos personagens, nem a trama é das mais elaboradas, mas a simplicidade do enredo é bem convincente e o fato de conseguir nos deixar curiosos e surpresos é um ponto a favor do romance policial. É o tipo de livro pra quem curte o suspense da história e está a procura de um livro rápido e direto, sem enrolação. 

    PS: Tenho que ressaltar que amei essa capa, ficou linda demais, o trabalho da editora está de parabéns!

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    Beijos,