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    Outlander,a libélula no âmbar|Diana Gabaldon

    Quem éramos nós para alterar o curso da história, para mudar o curso dos acontecimentos, não para nós mesmos, mas para príncipes e camponeses, para toda a nação escocesa? 
    Vinte anos após sua viagem no tempo, Claire se encontra novamente em Inverness, dessa vez no ano de 1968 e acompanhada de sua filha Brianna para uma suposta pesquisa histórica sobre a revolução jacobita de tantos anos antes, da qual a filha nem desconfia a verdadeira razão, já que aparentemente ambas não tem nenhuma ligação com os escoceses que lutaram na guerra. Com a morte de Frank, Claire e Brianna se encontram sozinhas, somente na companhia de Roger, o filho do padre que ajudou Frank 20 anos antes com a pesquisa sobre seus antepassados e que agora as ajuda nessa pesquisa.

    Com o rumo dos acontecimentos, Claire acaba tendo que contar sobre seu passado um tanto inacreditável aos olhos de qualquer um que não o tenha vivenciado, um passado que começou exatamente ali, em Inverness, com Frank e sua pesquisa sobre seus antepassados. Logo, Claire se vê contando como ela e Jamie acabaram na França, sendo fugitivos da escócia e com Brianna ainda na barriga da mãe.

    Dessa vez o livro tem uma conotação muito mais histórica, embora fictícia, com um foco na conspiração jacobita e a participação dos escoceses nela. Jamie e Claire, já na França, farão de tudo a seu alcance para proteger o massacre escocês que está prestes a acontecer, isso inclui se tornar parte "provisória" da nobreza, fazer conexões e amizades importantes, interceptar cartas e principalmente entrar no jogo de poder tão fascinante da nobreza. 

    A libélula no âmbar trata exatamente dessa tentativa de Claire e Jamie de intervir no futuro de toda uma nação e seus conflitos com o 'até onde poder interferir'. O livro é um tanto quanto inesperado se considerarmos o final de Outlander, já que a autora opta por começar (e construir) a história de uma maneira totalmente diferente da esperada (que nos deixa com o coração na mão ao pensar nas nossas perspectivas a cerca do rumo que a história vai tomar nos próximos livros).

    Apesar desse surpreendente começo, a narrativa que tanto me encantou no primeiro livro, continua perfeita neste volume. Diana ainda tem aquele tom fluido, mas bem trabalhado, descritivo mas nunca cansativo de contar uma história. Além disso, a ambientação histórica, que foi outro dos fatores que me fez cair de amores por Outlander permanece em A libélula no âmbar, porém com um foco diferente: dessa vez a autora nos apresenta o cotidiano da realeza, que é um tanto quanto fascinante. 

    Ainda temos trechos de tensão intercalados com trechos de calmaria, mas a história como um todo ainda é muito intensa, de nos deixar sem fôlego no fim do livro (ainda que seja um livro de mais de 900 páginas). Os personagens estão cada vez melhores, sempre evoluindo e mostrando alguma faceta nova, e os que nos são apresentados são tão reais que nos fazem facilmente sentir amor ou ódio por eles. 

    Assim como no primeiro livro a construção da história é muito perfeita, tudo se encaixa, tudo tem um propósito, cada passo no desenvolvimento da história foi muito bem pensado pela autora pra levar onde exatamente ela queria. Se tem uma coisa que eu amo nesse livro é a construção da história e o modo como o livro é tão completo, desde os cenários históricos, os acontecimentos reais, os personagens, a narrativa, até a parte da ficção. 

    O que posso dizer desse livro é que ele me cativou tanto quanto (se não mais) que o primeiro, e que me deixou ainda mais de coração na mão, ansiosa pelo próximo volume e angustiada por querer saber qual o rumo que a história vai levar - acredito que muitas águas ainda irão rolar já que são pelo menos 8 livros de série.

    A libélula no âmbar é ainda melhor que seu primeiro volume e cumpre o que promete. Não decepciona em nada os leitores apaixonados de Outlander (e de Jamie <3), pelo contrário, surpreende e cativa muito mais!

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    Beijos,