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    Movie Day: Insurgente


    ATENÇÃO: CONTÉM SPOILER

    Hey, pessoal!

    Eu sei que muitos estão ansiosos para ver o filme e outros chateados com a falta de fidelidade da adaptação. Fui assistir na pré-estreia (porque odeio spoilers sem aviso prévio) e, apesar da revolta generalizada dos fãs da série, posso dizer que gostei bastante do filme. Sim, eu li, sou fã, mas compreendo o ponto de vista dos produtores e roteiristas.

    Insurgente para mim é o melhor livro da série, por isso tinha grande expectativa quanto ao que veria. Sobre a fidelidade, não esperava nem mais e nem menos, simplesmente aprendi a aceitar o que nos é apresentado, visto que poderíamos nem ter um filme para assistir, assim como muitas outras sagas que não ganham adaptações. De qualquer forma, me surpreendi bastante. O filme ganhou muita ação e vi Tris como gostaria que fosse no livro: cheia de atitude, marrenta e a bad ass que sempre imaginei. Toda aquela choradeira por ter matado Will, não usar armas e se sentir a mosca no cocô do cavalo do bandido não existe no filme. Amém! Caleb continuou sendo Caleb e, por odiá-lo, não direi mais nada sobre ele. Hahahaha

    Assim como em Divergente, Marcos e Tori não tiveram destaque. Uma pena apenas por Tori, pois gosto dela. Uriah, Lynn e Marlene também não foram explorados, mas acredito que em Convergente ganharão mais destaque, já que não terão tantos personagens fora dos muros (exceto Marlene, que morre nesse livro). Sobre a morte de Jeanine... ODIEI. Não a morte, mas quem a matou. Tori merecia esse crédito. O romance de Tris e Quatro foi na medida certa, com direito a cenas fofas e os “finalmente” faz dancinha que tanto esperei nos livros e nada. Uhuuuu! Mas não se anime, porque foi super rápido. Hahahaha

    O que me ganhou foi a inovação da “caixa de pandora”, objeto que não existe nos livros, mas que foi o ponto chave do filme. Essa caixa guarda o segredo de Judith Prior, ou seja, aquele vídeo sobre a revelação do experimento e tal. Para ser aberta, um Divergente precisa passar pela simulação de teste de todas as fações e, logicamente, nossa heroína é a única que consegue. Os efeitos especiais ficaram incríveis e deram muito mais dinamismo às cenas de ação. E a Shay... Perfeita na atuação. Aquele ar de menina bobinha e temerosa já era.

    Tanto a cena da invasão na sede da Franqueza quanto a do Soro da Verdade foram modificadas, mas achei que não fez muita diferença. E olha... Chorei com a Tris revelando a morte do Will. De verdade. Sim, eu sou muito emotiva, choro facilmente, mas foi tão dolorido que suei pelos olhos. Hahahaha Me divirto com essa expressão. Só ficou estranho a reação de Cristina, já que em Divergente não foi evidenciado o envolvimento amoroso dos dois e quem não leu os livros não entende exatamente o porquê da raiva dela (a exemplo do meu esposo que me acompanhou na sessão e me perguntou sobre a cena).

    Achei que os sem facção não foram muito explorados e a mãe do Quatro ficou bem estranha. Não sei... Acho que a caracterização da atriz deveria tê-la deixado mais velha. Ela parecia mais irmã do que mãe. Enfim, a cena final dela foi bem macabra. Hahahaha Tô exagerando. No geral, eu realmente gostei MUITO do filme e verei tantas vezes quantas me forem possíveis. Não no cinema, claro, mas logo ele chega no Telecine e em DVD.

    Tentem ver as mudanças de forma positiva. Não tem como colocar tudo em apenas 2h de filme. Além disso, o livro é contato pelo ponto de vista de Tris, o que nos dá uma visão limitada dos acontecimentos no livro e, no filme, ela teria que estar em todas as cenas para que fossem explicadas. Com as alterações, a perspectiva muda, abrindo um leque de possibilidades para a produção. Incluindo a inserção de cenas complementares e a diminuição da "importância" de certas personagens. No filme, ficaria estranho mostrar a relação de Tris com Uriah e os demais amigos sem que houvesse uma cena específica para explicar. Conseguem compreender meu raciocínio?

    Eu sei que é difícil, mas abram suas mentes e fiquem felizes por termos um filme para assistir e comparar. O livro sempre será melhor, né? Não importa se é Harry Potter, Percy Jackson ou Simplesmente Acontece. O que importa é que através dos filmes a série ganha muito mais fãs e seguidores, pois muitos só se interessam pelos livros depois que veem os filmes. Inclusive, as mudanças servem para que o filme se faça entender também por essas pessoas que não leram. Então dê um sorriso e vamos à batalha, Insurgentes.


    Super beijo,