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    Quotes Cativantes - Série Divergente


    Olá, pessoal! Como estão? Fim de semana chegou e com ele trago para vocês (para quem ainda não conhece a série, mas já ouviu falar ou viu os filmes / e também para os que já são fãs) algumas quotes da série Divergente. Vamos lá?

    DIVERGENTE

    Tanto o fogo da Audácia quanto as pedras da Abnegação estão à minha esquerda, um recipiente em frente ao meu ombro e o outro atrás dele. Seguro a faca com a mão direita e encosto a lâmina sobre minha pele. Arde um pouco, mas quase não reparo na dor. Levo minhas duas mãos ao peito e respiro com dificuldade. Abro os olhos e lanço meu braço para a esquerda. O sangue pinga no carpete, entre os dois recipientes. Depois, com um suspiro que não consigo conter, lanço meu braço para a frente, e meu sangue faz as brasas chiarem.

    Sou egoísta. Sou corajosa.

    — Isso está assustando você, Tris?
    — Não muito. Só estou... com medo do que quero.
    — E o que você quer? Você me quer?
    Eu faço que sim lentamente com a cabeça.
    — Um dia — diz ele —, se você ainda me quiser, nós podemos... — ele para de falar e limpa a garganta. — Nós podemos...
    — Você também tem medo de mim, Tobias?
    — Tenho pavor — responde ele, sorrindo.
    — Talvez você não continue na minha paisagem do medo.
    — Aí, todos poderão chamar você de Seis.
    — Quatro e Seis — digo.
    Beijamo-nos outra vez e, desta vez, a sensação parece natural. Nós já memorizamos um ao outro.

    INSURGENTE

    Li em algum lugar, não sei quando, que não há explicação científica para o choro. O único propósito das lágrimas é lubrificar os olhos. Não há um motivo real para as glândulas lacrimais produzirem um excesso de lágrimas poe causa de emoções. Acho que choramos para liberar nosso lado animal, sem perder a humanidade. Porque, dentro de mim, há uma fera que rosna, ruge e luta por liberdade, por Tobias e, acima de tudo, pela vida. Por mais que eu tente, não consigo matar essa fera. Por isso, apenas soluço, chorando e cobrindo o rosto com as mãos.

    — A dor não me fará revelar nada. O soro da verdade não me fará revelar nada. As simulações não me farão revelar nada. Sou imune aos três. Você falhou. Você não é capaz de me controlar! — grito, tão alto que minha garganta dói. Paro de tentar me soltar. — Você nunca será capaz de me controlar — solto uma risada sem alegria, uma risada louca. Saboreio sua expressão irada e o ódio em seus olhos. Ela era como uma máquina, fria e sem emoção, movida unicamente pela lógica. E eu a quebrei. Eu a quebrei.

    CONVERGENTE

    Quando o corpo dela atingiu a rede pela primeira vez, tudo o que vi foi um borrão cinza. Eu a puxei pela rede, e sua mão era pequena, mas morna. E então ela ficou de pé diante de mim, pequena, magra, simples e comum em todos os sentidos, exceto pelo fato de que havia pulado primeiro. A Careta havia pulado primeiro. Nem eu pulei primeiro. Os olhos dela eram tão firmes, tão insistentes. Lindos.

    Mas aquela não foi a primeira vez que a vi. Eu a vira nos corredores da escola, no falso funeral da minha mãe e caminhando pelas calçadas do setor da Abnegação. Eu a via, mas não a enxergara: ninguém a enxergava como ela era de fato, até que ela pulou. Imagino que uma chama que queime com tanta intensidade não seja feita para durar.

    QUATRO
    Quero que minha escolha seja uma faca atravessando o coração do meu pai, apunhalando-o, causando o máximo de dor, vergonha e decepção possível. Apenas uma escolha tem esse poder. Olho para ele, vejo-o assentir com a cabeça e abro um corte fundo na minha mão, tão fundo que meus olhos lacrimejam de dor. Afasto as lágrimas, piscando, e fecho a mão em punho, para permitir que o sangue se acumule. Minhas costas latejam e doem, a camisa de colarinho arranha a minha pele ferida, a pele que ele marcou com o cinto. Abro a mão sobre os carvões. Parece que eles queimaram o meu estômago, enchendo-me até a borda com fogo e fumaça. Estou livre.

    E aí? Gostaram? Deu saudade? Incentivou a querer pegar a leitura?
    Espero que a resposta seja sim para todos.

    Beijão,