• Home
  • /
  • Sobre o blog
  • /
  • Colunas
  • /
  • Parceiros
  • /
  • Contato
  • Resenhas Novas

    Tudo em família: As batidas perdidas do coração


    Oi gente, tudo bem?

    Hoje decidi trazer pra vocês um pouco sobre a família da protagonista de um dos livros que mais amei de ter lido na vida e que se tornou um dos favoritos esse ano: As batidas perdidas do coração. Os personagens dele são tão bem construídos que mesmo os secundários nos cativam e nos faz querer saber mais sobre eles. Minha vontade é falar um pouco de cada, mas vou me ater a família principal, a da Viviane, explorando mais os aspectos de como eles são no cotexto da história, ok? Vamos lá!

    Viviane é a protagonista do livro. Tem apenas 18 anos e passa por um momento extremamente difícil: ela acaba de perder seu pai e não sabe como lidar com a dor (e quem sabe né?). Apesar de jovem ela teve que amadurecer antes de hora e tomar as rédeas da casa e da situação, pois sua mãe não estava em condições de cuidar de nada e ela acabou tomando todas as responsabilidades pra ela, o que acabou a sobrecarregando e fazendo com que sofresse uma mudança drástica em sua vida. Ela teve que deixar de ser a menininha do pai e se tornar uma mulher que decide por si própria, que sabe o quer, embora ela ainda esteja descobrindo como fazer isso. A questão o livro todo é essa, que Viviane ainda descobre quem ela é após perder seu pai. 

    Rodrigo é o irmão mais novo de Viviane (10 meses mais novo). É o tipo de cara que se dá bem com todo mundo e é super protetor com a irmã (não de um jeito ruim). Ele sofre com a mesma intensidade da irmã, mas tem um jeito diferente de lidar com isso: ele "foge". Ele fica cansado de todo mundo perguntando como ele está, "enchendo o saco" dele, sempre em cima, então sai todos os dias e só volta tarde, fugindo das pessoas ao redor, e só encontra paz ao lado do recém formado amigo Lucas, que está na mesma situação que ele e o compreende.

    A mãe de Vivi é uma mulher que, pelo que Vivi fala, podemos perceber que ama seus filhos e tem uma boa relação com eles, mas quando o amor de sua vida morre, algo morre dentro dela junto com ele. Ela não é mais a mesma e se fecha dentro de si, ignorando tudo ao redor, inclusive os filhos. Ela sofre com intensidade, o que mostra a extensão do amor por seu marido.

    O pai de Viviane é o ídolo dos filhos. Percebe-se pelo carinho com que eles falam dele que foi um ótimo pai, daqueles que se tornam amigos dos filhos e estão lá pra todas as horas. 

    Temos ainda o avô de Vivi, que pode parecer meio cruel, e é extremamente manipulador, mas que sabemos que faz tudo com a melhor das intensões. Ele é bem controlador, mas faz tudo no intuito de proteger os netos e cuidar deles, querendo sempre o melhor, embora o melhor pra ele não seja sempre o melhor que os netos querem. Confesso que tive raiva dele em algumas situações, mas no final o perdoei, por ter visto que fez tudo para ajudar. 

    A avó de Vivi é o contrapeso do avô. Enquanto um morde o outro assopra. Enquanto o avô dá o esporro, ela dá o colo. Ela que acalma as situações e o avô, e cuida para que ele não passe dos limites. Há ainda o Túlio, tio e padrinho de Viviane, que é bem parecido com o avô: faz de tudo para proteger Vivi, mesmo que sendo contra a vontade dela em alguns momentos. A filha dele, Branca, é uma das melhores amigas de Vivi, com um pavio curtíssimo, mas que defende Vivi a hora que for e está sempre do lado nela, nas horas boas e ruins. Seu irmão Bernardo também é um dos melhores amigos de Vivi, e mesmo longe (Londres) é ele quem ela procura pra desabafar, e buscar conselhos. 

    Ufa, acho que acabou! Essa família é uma das mais bonitas da literatura. Eles mostram sua força e sua união não só no momento da perda, mas em todos os outros. Procuram sempre se ajudar, mesmo que por maneiras não tão óbvias. Mas estão sempre ali, do lado, apoiando, pro que for preciso. Amei cada um deles e estou muitíssimo curiosa pra saber mais de cada um deles nos próximos livros!

    Beijos,