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    Resenha Tripla: As Crônicas do Matador Rei

    Oi pessoal, hoje eu vim trazer pra vocês uma resenha dos livros de fantasia mais épicos que li até hoje: As Crônicas do Matador Rei. Falarei no geral sobre os três livros, pra não dar spoiler pra ninguém, e focarei apenas nas minhas opiniões sobre eles, ok? A história mesmo acredito que será bem melhor se vocês forem ler sem saber exatamente o que esperar, será uma experiência bem mais prazerosa assim. Então, vamos lá?


    Em O nome do Vento conhecemos Kvothe, um homem misterioso e enigmático, que ninguém o conhece realmente. O que as pessoas sabem sobre ele é que é o dono da hospedaria Marco do Percurso, chamado Kote. Quando coisas estranhas começam a aparecer pela redondeza e um cronista aparece suspeitando que Kote seja na verdade o protagonista de tantas das incríveis histórias que se contam na região, Kote decide abrir o jogo e contar a história de sua vida ao cronista, exigindo para isso três dias (que são os três livros).

    Tudo começa na trupe itinerante da qual Kvothe fazia parte: os Edena Ruh. Numa noite fatídica, Kvothe perde a família e toda a trupe, que é cruelmente assassinada pelo Chandriano, grupo pelo qual Kvothe fica obcecado após o acontecimento. Em seguida a isso, Kvothe se vê abandonado nas ruas de Tarbean, passando fome e chafurdado em sua própria dor e raiva. Em suas narrativas para o cronista, ele nos conta também como foi ingressar na Universidade com o propósito de aprender a nomear as coisas e saber mais sobre o Chandriano. Ele nos conta sobre todos os cursos e percursos de sua vida, todos que passaram por ele e que de alguma forma deixaram sua marca.


    Em O Temor do Sábio Kvothe dá continuidade a sua história do ponto onde parou em O nome do vento. Aqui Kvothe está bem mais desenvolvido em suas habilidades, e em suas férias forçadas da Universidade ele decide viajar, e passa pelas mais diversas aventuras, dentre elas salvar o Rei, aprender uma das artes marciais mais eficazes e reclusas e se tornar amante de uma criatura mitológica bem perigosa: Feluriana. Mais uma vez acompanhamos o crescimento de Kvothe e algumas das histórias pelas quais ficou conhecido pelo mundo, o que torna o livro um pouco mais eletrizante e dinâmico.

    Já em A música do Silêncio, que é uma novela "fora" da trilogia, Rothfuss nos traz a breve história de uma de suas personagens: Auri. Não há como falar muito da história sem soltar spoilers, mas tentarei falar no geral sobre ele. Auri é uma amiga de Kvothe, que mora no subterrâneo da Universidade e que tem uma personalidade um tanto peculiar. Por não ter acesso ao mundo exterior - a não ser pelas visitas de Kvtothe - Auri estabelece relações com as coisas que a cercam, portanto cada coisa tem seu nome e é muito importante para ela que as mesmas permaneçam em seus devidos lugares.

    É, de certa maneira, uma história estranho, por não ter um enredo propriamente dito - é um "recorte" de uma semana da vida dela antes de uma das visitas de Kvothe -, e a única personagem ser a própria Auri. A novela é bem diferente do que encontramos nos dois primeiros livros da trilogia, mas não deixa de ter seu encanto e nos deixa ainda mais curiosos sobre a vida de Auri, já que não menciona os "porquês" da história.

    No geral os livros são sensacionais! Ao longo da narrativa de Kote para o cronista passamos a conhecer o Kvothe. Ele é um personagem sensacional, muito bem construído, cheio de facetas e muito complexo. É extremamente inteligente - tanto que entrou na Universidade com pouquíssima idade - audacioso, orgulhoso, ele é humano, chega a ser real. Tudo por que passou simplesmente o fez se tornar mais forte, amadurecer, mesmo que tão novo. E é de partir o coração como ele fica após tudo que passa.

    Todo o universo criado pelo autor é fantástico! A imaginação desse cara é incrível, o conceito de magia, todos os novos termos, os costumes, a sociedade, foi tudo tão bem pensado e estruturado que chega a ser inconcebível que não seja real. Ele não deixou nenhuma ponta solta, pelo contrário, percebe-se que teve uma profunda pesquisa para ambientar toda essa magnífica história.

    Os livros chegam a ter uma sensação de lenda, com todos os feitos inacreditáveis de Kvothe e tudo o que ele passa. Cada pessoa que passar por sua vida o ensina alguma coisa, deixa sua marca nela e de alguma maneira o ajuda a ser o que é hoje, na hospedaria Marco do Percurso. Os livro são, por vezes, muito profundos em seus diálogos autênticos, e extremamente envolvente, apesar de suas mais de 500 páginas cada.

    O autor é simplesmente épico, criou uma das mais completas e maravilhosas histórias fantásticas que já li. Ele sabe desenvolver tudo na medida certa, com personagens singulares, um enredo fascinante e uma narrativa pra lá de fluida. Pra quem curte o gênero, essa é uma das obras mais maduras e mais sensacionais que se pode haver, e é uma leitura obrigatória!

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    Beijos,