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    Tudo em família: OS Fitzgerald

    Oi, gente, tudo bem?
    Hoje eu resolvi trazer a família de um dos meus livros preferidos: A guardiã da minha irmã. Para quem não sabe, esse livro inspirou o filme Uma Prova de Amor, porém, aconselho para quem assistiu também ler o livro, pois o final é totalmente diferente.
    Achei interessante falar da família Fitzgerald porque é uma história que traz muitos conflitos familiares, cumplicidade, amor e desavenças dramáticas entre seus membros já que tudo costuma girar em volta de Kate, a filha do meio que está doente, inclusive o nascimento de Anna. Então vamos conhecer um pouco mais esses personagens?


    Sara é mãe de Jesse, Kate e Anna. Quando sua filha Kate ficou doente aos cinco anos, Sara deixou a carreira de advogada para se dedicar somente à filha, é capaz de tudo por ela, inclusive aceitar uma inseminação artificial com o objetivo de ter um filho 100% compatível para realizar doações que Kate precisar, é assim que tem sua filha mais nova, Ana. Apesar de ser uma mãe amorosa e dedicada, Sara se entrega quase que por inteiro para a filha doente e deixa os outros filhos de lado, no fundo não faz por mal, apenas acredita que os outros não precisam tanto dela quanto Kate.

    Brian marido de Sara e pai dos três adolescentes, não gosta do cuidado excessivo que sua mulher dedica à Kate e muitas vezes se questiona se está fazendo o certo para os filhos. Se preocupa muito com Anna ao perceber que talvez não tenha sido justo com ela desde o nascimento. Quando Anna se nega a continuar ajudando Kate, ele passa a acreditar que não está fazendo o suficiente pelos dois filhos e passa a enfrentar a esposa.

    Jesse é o filho mais velho. Desde que Kate ficou doente ele é deixado de lado pelos pais que não percebem todos os problemas que o filho tem. Jesse acaba se acostumando a ser quase que invisível na família e se utiliza disso para viver sua vida independente dos pais já que estes mal notam quando ele sai, mas ainda há muita mágoa com relação a eles.

    Kate é a filha do meio. Passa a maior parte da sua vida em hospitais, mas, como qualquer adolescente, vive suas crises típicas da adolescência com o agravante que é impossibilitada de ter uma vida como uma garota saudável de sua idade e isso deixa-a cada vez mais revoltada e infeliz, porém tenta não demonstrar seu cansaço por causa da família.

    Anna é a filha mais nova, nasceu para salvar Kate e sabe disso. Anna é uma criança atenciosa e madura por conta de tudo que teve que fazer para ajudar a irmã, porém nunca reclamou porque acredita que talvez seja esse seu papel no mundo e por amá-la muito não vê isso como algo ruim até o dia em que misteriosamente decide processar os pais para ter direito de decidir pelo próprio corpo e parar de ajudar Kate. Anna se mostra madura e forte ao enfrentar a mãe que é muito dura, mas também mostra um lado infantil que precisa de um pai e uma mãe para cuidá-la.

    Como deu pra ver, é um livro com muito drama, então para quem gosta de romances nesse estilo e gostou de conhecer um pouco dos personagens é só procurar na livraria porque vale a pena. Além desses personagens tem alguns outros muito interessantes.
    Espero que tenham gostado.
    "Há coisas demais para explicar - meu sangue indo parar nas veias da minha irmã, as enfermeiras me segurando para retirar glóbulos brancos para dar a Kate, o médico dizendo que precisam de mais. Os hematomas, a dor forte nos ossos depois que doei a medula; as injeções que faziam nascer mais células-tronco em mim, para que o excesso pudesse ser entregue à minha irmã. O fato de eu não estar doente, mas viver como se estivesse. O fato de eu só ter nascido para que Kate pudesse pegar partes de mim. O fato de que, nesse exato momento, uma decisão importante sobre mim está sendo tomada, e ninguém se deu ao trabalho de perguntar a opinião da pessoa que mais merece expressá-la." - Anna