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    SETE DIAS SEM FIM - JONATHAN TROPPER

    Meu casamento acabou da mesma forma como acabam todos os outros: com paramédicos e cheesecake.
    A resenha de hoje não é de um daqueles livros que eu queria muito e fui atrás, na verdade, é de um livro que eu vi e comprei muito por acaso. Estava em promoção e parecia interessante então levei. Talvez por não ir com muita expectativa acabei me surpreendendo com esse livro incrível.
    Judd é casado há dez anos com uma mulher linda e jovem de quem costumava ter orgulho, até descobrir que ela está tendo um caso há um bom tempo com o boçal do seu chefe. A partir desse dia sua vida vira de cabeça para baixo. Não se sentindo disposto a ter que  olhar para a cara do amante da mulher todo dia, Judd Foxman pede demissão e sai de casa indo morar de aluguel no subsolo de uma casa velha. Durante toda a bagunça recebe a notícia que seu pai morreu.
    Judd nunca fora muito próximo do pai, ao contrário de seu irmão, Paul, que sempre trabalhou na loja da família.
    Por conta do falecimento, Judd e seus três irmãos vão todos para a casa da mãe para o enterro. O que nenhum deles esperava é que a mãe, uma psicóloga que escreveu diversos livros de como criar os filhos, está decidida a realizar a shivá, um luto de sete dias de costume judaico.


    A partir daí, Judd se vê novamente preso em casa com a família: a irmã Wendy, uma mãe de família e dona de casa mandona que está sempre irritada com o marido que troca constantemente a família pelo trabalho e cansada por tentar controlar seus três filhos pequenos. O irmão Paul com quem tem problemas não resolvidos, incluindo a mulher Paul, Alice, com quem Judd namorou no passado. Phillip, o irmão caçula muito mais novo que todos, sempre foi extremamente problemático, teve envolvimento om drogas e não é incomum o encontrarem preso em alguma cidade aleatória. Sem contar ainda a mãe que, apesar de senhora, veste roupas que chamam a atenção dos homens de sua idade, isso porque é moderna e liberal até demais para o gosto dos filhos. Para completar há também Linda e seu filho Horry que, apesar de vizinhos, praticamente moram na casa dos Foxman.
    É nesse cenário então que se desenrolam as mais bizarras situações com Judd em meio a uma confusão emocional.
    Apesar dos acontecimentos dramáticos, Sete Dias Sem Fim é um livro que nos desperta reflexões e nos tira boas gargalhadas, pois Judd vê certas coisas com um humor ácido por vezes e, o que começa de forma triste, acaba se tornando engraçado ao final.
    Ao procurar a imagem da capa, descobri que tem também o filme, porém, recomendo a leitura do livro porque tem muitos detalhes que fazem a diferença e, por mais que o filme seja bom, não é a mesma coisa, se perde muito na adaptação.
    Quem procurar para ler não vai se arrepender.

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