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    No Escuro - Elizabeth Haynes

    Cathy é uma mulher bem sucedida e independente que ama festas, bebidas e rapazes. Uma jovem muito comum que costuma curtir a vida ao lado das amigas, porém sua vida vira de cabeça para baixo quando conhece Lee, um homem que poderia ser o sonho de muitas mulheres a primeira vista, inclusivo para Cathy.

    A história é intercalada entre o presente (ano de 2007) e passado, dessa forma é possível para o leitor ir acompanhando como os acontecimentos do passado transformaram Catherine em uma mulher constantemente com medo e que, por conta desse medo, desenvolveu um sério caso de TOC. Todas as manhãs Cathy precisa conferir cada pedaço da casa, confirmar que tudo está no lugar, checar as fechaduras das janelas e porta para ter certeza que pode voltar para casa depois do trabalho. Ao chegar começa outra sequência de verificações e incertezas, se algo sair errado é preciso começar tudo de novo e esse processo pode durar até mesmo a noite inteira de acordo com seu sentimento de insegurança.

    A escritora narra muitos detalhes do cotidiano da personagem o que nos causa uma sensação de angústia e parece que aquele ritual nunca vai acabar e, quando acabar, não vai servir de nada, a insegurança ainda estará lá e nada fará com que a sensação de medo passe.

    Como disse anteriormente há uma narração no presente que se passa no ano de 2007 e outra no passado, desde 2003 que é quando ela conhece Lee. Pelos pensamentos de medo da protagonista já é possível perceber que sua doença se desenvolveu por causa de uma relação conturbada que viveu com esse homem, porém só conhecemos toda a história no decorrer das páginas e em alguns pontos aparecem muitas incertezas sobre o que realmente pode ter acontecido. As próprias antigas amigas de Cathy, por exemplo, não acreditaram nela quando contou sobre quem era seu namorado. Aos olhos de todos ele era o homem perfeito, o problema estava em Catherine que todos acreditavam não estar psicologicamente bem. 

    Preciso deixar as cortinas das salas de estar e de jantar ao lado da varanda abertas exatamente no mesmo ponto todos os dias, caso contrário não poderei voltar para casa. As persiana são formadas por dezesseis lâminas e estão em cada uma das portas que dão para o pátio; tenho que deixá-las abertas de forma que eu veja somente oito lâminas de cada lado ao olhar de fora, dos fundos do prédio. Se eu enxergar uma lasquinha que seja da sala de jantar por entre as lâminas da persiana, ou se as cortinhas não estiverem retas, então tenho que voltar e começar tudo novamente.

    Mesmo após anos Catherine tem certeza que há algo de errado, algo lhe diz que Lee está a sua procura e seu desespero é tanto que mesmo o leitor acredita que tem algo fora do lugar, a narração tem um foco tão grande na agonia de Cathy que quem acompanha tamanho sofrimento acaba sofrendo junto porque não há nenhuma certeza de nada a cada página, só que nunca nada parece certo.

    As coisas amenizam um pouco quando aparece Stuart, seu novo vizinho e psicólogo que tenta se aproximar tanto para ajudar quanto para ter um companhia. Apesar de não confiar em ninguém, muito menos nos homens, Cathy aos poucos baixa a guarda e se deixa atrair pela agradável companhia de Stuart que parece ser o único a entendê-la.

    No escuro foi um livro que demorei um pouco para ler por conta da narração que me deixava nervosa principalmente com as manias constantes apresentadas pela personagem, porém, acredito que foi um meio essencial para que o leitor possa entender sentir o que Cathy sente, depois de algumas páginas consegui pegar o ritmo mais facilmente e me entreter bastante com os acontecimentos. Criei diversas suposições e me surpreendi em alguns momentos. Recomendo principalmente para quem gosta de suspenses psicológicos que mexem tanto com a cabeça do personagem quanto com a do leitor.

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    Beijos,