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    A Primavera Rebelde - Morgan Rhodes

    Essa resenha contém spoilers do primeiro livro!
    Após os eventos de A queda dos reinos, o Rei Gaius acabou de ocupar o castelo do reino vizinho, Auranos, e está com mais sede de sangue do que nunca agora que possui o controle sobre todo o reino de Mítica. Cada vez mais cruel, ele não pensa duas vezes antes de matar qualquer um que se intrometa em seus planos de construir uma estrada entre os três reinos - estrada que secretamente permitirá que ele encontre a magia e consolide seu poder.

    Enquanto isso, Lucia, a filha adotiva de Gaius, portadora da magia há muito desaparecida, ainda está desacordada e lutando por sua vida. Cleo, herdeira de Auranos, se vê agora nas mãos do sanguinário Rei Gaius, e como refém dele é obrigada a casar com Magnus, seu filho, quem está tentando ganhar sua confiança de qualquer maneira, mesmo tendo de lutar contra sua consciência que grita que a maneira cruel com que o pai exerce seu domínio é errada. Temos ainda Jonas, que mesmo sabendo da falta de misericórdia do Rei, ainda recruta pessoas para integrar seu grupo de de resistência rebelde.

    É nesse clima de ação e jogos políticos que começamos A primavera rebelde. Aliás, isso foi algo que me chamou a atenção: a autora não teve aquelas 100 páginas usuais que são mais devagar antes de entrar num ritmo mais acelerado. Pelo contrário, ela já começa em ritmo total, com sempre algo acontecendo, seja uma reviravolta, alguma revelação chocante, alguma conspiração ou matança. Esse modo de narrar e construir o enredo da autora é o que torna o livro tão viciante e tão rápido de ler. Mesmo que existam mil coisas acontecendo, ela faz de um modo que não confunde nossa mente e só faz nos deixar mais envolvidos na história.

    Faremos o que for preciso para conseguir o que desejamos, e acabaremos com quem entrar em nosso caminho, seja quem for. Sem consciência nem remorso.

    Há uma evolução do primeiro livro para esse que é relacionada aos personagens. Aqui eles já estão bem mais amadurecidos, já tem uma noção do que está realmente acontecendo e do seu papel nisso tudo. Cleo, por exemplo, já não é mais uma menina tão mimada e arrogante, ela começa a perceber que a situação tá feia e que ela vai ter que lutar pra mudar isso. Lúcia também começa a perceber a dimensão - e o perigo - que tem seus poderes mágicos.

    Há ainda a inserção de novos personagens Lysandra e Brion, que se juntam a Jonas no movimento rebelde contra o Rei Gaius. E também Ioannes e Melenia, seres imortais, que interagem com os humanos, ajudando-os em seus objetivos. 


    O livro, assim como o primeiro volume, é regado a magia, conspirações políticas, derramamento de sangue, reviravoltas e uma pitada de romance, ou seja: todos os ingredientes perfeitos para uma fantasia de tirar o fôlego. Com uma narrativa pra lá de eletrizante A primavera rebelde se torna ainda melhor. Aliás, gostei mais desse livro do que do primeiro, o que é uma surpresa, pois geralmente a tendência é a qualidade se perder. Porém, nesse a autora conseguiu manter tudo que gostei no primeiro livro e ainda melhorar. Recomendo muitíssimo para os amantes do gênero, mas vale lembrar que apesar de parecer um Game of thrones da vida (e realmente lembrar alguns detalhes) a série tem uma pegada bem mais juvenil!

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    Beijos,