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    O risco - Rachel Van Dyken

    Beth é uma química de 30 anos muito insegura sobre si mesma, consequência de seus anos na escola, quando era conhecida como "a nerd". Desde seu traumatizante baile de formatura, Beth nunca se arriscou em nada, muito menos no amor e, por muitos anos sua vida se resumiu basicamente em estudar e trabalhar. Até que ela reencontra Jace. Em um quarto de hotel. Sem se lembrar de como foi parar lá. 

    Jace é um senador pra lá de sexy que está com sua carreira em risco. Depois de reencontrar Beth nessa situação constrangedora, a imprensa fez a festa com a notícia do caso de uma noite dele com uma prostituta - no caso Beth. Isso gerou uma repercussão muito grande e Jace precisava de um plano pra amenizar as coisas. Logo vovó Nadine vem com um infalível: passar sete dias no Havaí com Beth pra tirar umas "férias" ( e esperar a mídia se acalmar. 

    Esse reencontro dos dois abalou as estruturas de ambos e trouxe à tona lembranças que os marcaram a vida toda. Lembranças sobre a formatura de Beth, quando ela estava tendo um péssimo baile e Jace a salvou, dando a ela um dos melhores momentos de sua vida, ao menos até ele fugir correndo de lá. É em meio a essas lembranças que os dois embarcam para o Havaí com a promessa de Jace de dar a Beth 7 dias de contos de fadas. 

    Intercalando a narrativa entre passado e presente, nos pontos de vista tanto de Jace quanto de Beth, Rahcel mais uma vez nos leva por uma divertidíssima história que enche nossos olhos de lágrimas e faz o abdome doer de tanto rir. 

    Como nos dois primeiros livros, a história romântica dos protagonistas não é nada original. Na verdade, é bem clichê, afinal é bem comum vermos em romances uma mocinha nerd, tímida, sem autoconfiança, com autoestima lá em baixo, que não se acha bonita se relacionar com um homem lindo, maravilhoso, inteligente, sexy, mas que não quer saber de relacionamentos amorosos. Basicamente, esse é o enredo principal. Porém há um diferencial que faz esse livro ser sensacional: vovó Nadine. 

    Mas uma vez Vovó entra em campo com seus planos infalíveis, dignos de CSI, pra ajeitar as coisas. Essa mulher, quando sisma com alguma coisa não há quem a faça mudar de ideia, ou que conseiga atrapalhar seus planos. Ela é sensacional. É o brilho de todos os três livros com sua boca suja, suas conversas inapropriadas, com as situações constrangedoras que arma para os netos, com as manipulações que faz pra encaminhar a vida amorosa deles. Ela é incrível, definitivamente minha personagem favorita dessa trilogia.

    Um outro diferencial da autora foi que senti um amadurecimento nos personagens durante a história. Beth vai, aos poucos, ganhando confiança, percebendo que é sim bonita e que deve se amar também. E Jace vai se abrindo para as possibilidades, se abrindo para Beth e o amor que sente por ela desde seus 16 anos, mas que estava adormecido.

    Com uma narrativa fluida e envolvente, Rachel nos leva por essa história fofa e muito bem humorada. Por mim ela poderia escrever mais 10 livros como esse que eu iria ler todos! Essa é uma daquelas trilogias pra ler em qualquer hora, em qualquer momento. São histórias que nos divertem, nos deixam mais leves e de bem com a vida, que nos fazem suspirar e nos apaixonar pelos personagens. É o tipo de livro que não importa quantas vezes eu leia vou sempre me surpreender e achar hilário todas as presepadas de Vovó Nadine. 

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    Beijos,