Olá, gente. Decidi falar um pouco minha opinião sobre remakes de filmes que, muitas vezes, são clássicos, marcaram uma época e, talvez por isso, acabam sendo regravados seja preservando as características do original ou atualizando algumas coisas para a época atual.

Eu, particularmente, prefiro os originais, mas vez por outra um remake até consegue chegar perto da primeira gravação. O que acontece é que o remake não necessariamente será igual o roteiro original, pode acontecer de ser modificado ou simplesmente atualizado de acordo com a tecnologia presente, por exemplo.

Sempre que assisto um filme antigo e fico sabendo que existe uma regravação mais atual, procuro assistir para comparar o trabalho realizado, então vou apresentar alguns originais e remakes e falar sobre as diferenças e semelhanças que foram mantidas e o que achei sobre isso.

- O Clássico - Carrie, a estranha

Carrie é uma adaptação do livro de mesmo nome escrito pelo mestre do terror, Stephen King. Ainda não li o livro (apesar de ter muita vontade), mas assisti as três versões. A primeira, de 1976, tem bem aquela cara de terror antigo e conta até com a presença do ator John Travolta. O roteiro não muda muito entre os três, a garota isolada com uma mãe fanática religiosa para quem tudo é pecado. Um dia Carrie descobre possuir poderes sobrenaturais. Os personagens são fixos nos três filmes e mantém a mesma base: a garota popular, o namorado bad boy, a amiga da popular, o jogador de futebol que todas querem e, claro, Carrie, a estranha. O que mais difere é o "estilo" de cada filme, além do final do segundo, gravado em 2002, que é totalmente diferente dos outros dois e é o final que mais gosto. O terceiro não gostei muito, achei que perdeu um pouco do terror dos anteriores, parecendo que se foca muito mais na construção de uma histórinha adolescente americana. Mas, claro, que é como eu vi, com certeza terá quem prefira o mais atual.

- Americanizando - Deixe-me entrar/Deixa ela entrar


Dizem que a versão americana é apenas baseada no filme sueco, mas na verdade é um remake porque o roteiro é o mesmo, modificando apenas os nomes dos personagens, deixando o filme mais "americanizado". O filme também é uma adaptação de um livro de contos do escritor sueco John Ajvide Lindqvist. Talvez muitos conheçam a versão americana gravada em 2010, mas o filme original é sueco e foi gravado não muito antes, no ano de 2008. Como eu disse antes, os roteiros são bem parecidos e os personagens se mantém, porém achei o original mais denso e mais terror que o remake que tem sempre aquela cara hollyoodiana que poupa o público se necessário. É legal, mas não supera a versão sueca.

Outra coisa que não entendo muito bem nesses remakes de Hollyood é a necessidade de regravar filmes que são relativamente atuais, mas de outras nacionalidades. Uma vez me disseram que é por causa da falta de costume dos norte americanos de assistir filmes legendados e mesmo realizar dublagens, então eles simplesmente regravam filmes "internacionais" que consideram muito bons. O que é gastar alguns milhões só para não ler, não é? Não sei se é isso mesmo, mas, em geral, prefiro os filmes originais de seus países que a regravação, pois acabam "limpando" muito para vender mais.


Enfim, têm alguns outros, mas deixarei apenas esses dois e minha humilde opinião: acredito que Hollyood anda com problemas de falta de criatividade nos últimos anos, pois ou é remake ou continuações de filmes que fizeram grande sucesso ou adaptações de livros. Nós, fãs de literatura agradecemos por esse último, mas acho que não faria mal um pouco mais de originalidade.