Rei Gaius finalmente tem os três reinos de Mítica (Auranos, Paelsia e Limeros) na palma de sua mão, como sempre almejou e seu foco agora é outro: encontrar todas os cristais dos elementos que formam a Tétrade e que permitiria que seu possuidor pudesse trazer a magia perdida de volta e de quebra lhe conceder um poder incalculável. 

Para isso ele está disposto a usar sua filha adotiva Lucia, que está cada vez mais forte, e seguir os conselhos de uma imortal que aparece em seus sonhos e lhe instruiu a construir uma estrada ligando os três reinos. Porém ele não é o único atrás da Tétrade e terá de enfrentar um influente império vizinho para consegui-la.

Não vou me estender muito sobre a trama, pois não quero dar spoilers a ninguém, e além disso é tanta coisa acontecendo que eu não conseguiria descrever em apenas uma resenha - a não ser que quisesse escrever pelo menos algumas páginas aqui. Aliás, esse é um fato que amo nos livros dessa série e que está presente desde o primeiro volume: tem sempre alguma coisa acontecendo, seja uma cena de ação, sejam planos de batalha ou alianças estratégicas sendo formadas. O fato é que os livros - inclusive esse - possuem uma narrativa acelerada e com tantos acontecimentos e reviravoltas que deixa o leitor preso ao livro, sempre ávido por mais e sem fôlego quando finalmente chega o desfecho.

Considero esse livro o melhor da série até agora, pois conseguiu ser uma média entre os dois primeiros volumes: não é tão morno quanto o primeiro, nem tão sanguinário quanto o segundo. A autora acertou em cheio nesse, conseguindo colocar um pouco de cada coisa na medida certa aqui. 

Estou amando como a autora está desenvolvendo cada personagem. É sensacional o quanto eles evoluem e amadurecem com o passar da história. Meu apreço em especial é em relação a Magnus, meu antagonista favorito! Ele está mais determinado do que nunca depois das revelações que teve e está se mostrando um ótimo jogador. Lucia é outra que está se destacando. Cada vez mais poderosa, ela está perdendo um pouco da ingenuidade infantil que tinha no primeiro livro, e está amadurecendo demais, ficando desconfiada de todos a seu redor. 

Sobre a escrita, a autora ainda tem uma narrativa extremamente juvenil. Isso é algo que me agradou em todos os livros dela, mas que nem todo mundo vai gostar. Se compararmos a outros livros medievais, a escrita é meio pobre, mas por ser um livro juvenil eu a considero ideal pra essa história. É como eu digo sempre que menciono esses livros: é uma série ideal para iniciantes no gênero, pois não deixa a trama muito complexa apesar de ter inúmeros personagens e acontecimentos.

Como já mencionei antes, outra coisa que me agrada é o fato de a autora conseguir manter o leitor interessado e não cair na mesmice. Há sempre algo novo, e ela não fica naquela de remoer o mesmo mistério indefinidamente, pelo contrário, ela cria algumas reviravoltas que acabam com alguns segredos, mas cria outros segredos que nos matam de agonia. E já que mencionei as reviravoltas, elas são imprevisíveis. Algumas vezes podemos perceber de longe o que vai acontecer, em outras vezes não desconfiamos de nada e somos pegos de surpresa. Essa é uma mistura que tem funcionado até agora, e espero que continue assim. 

Inclusive o romance do livro é imprevisível do mesmo jeito, e o casal que eu shippo até hoje não se concretizou </3. Aliás esse é outro fato que me agrada (já viu que tudo me agrada nesse livro né?): a autora não torna o romance o foco principal da história, ele é mais um coadjuvante e sempre segue caminhos inesperados pra nós. Já adianto que nem adianta se apegar a ninguém aqui, pois a autora sempre surpreende nesse quesito.

De maneira geral, Ascensão das trevas é sensacional. Uma das melhores continuações que tive o prazer de ler. Aliás, se puderem, leiam a série toda, pois é muito boa! Uma mistura de guerras, magia, ação, conspiração, romance e intrigas que funciona muito bem! Mal posso esperar pelo quarto volume que lançou mês passado nos EUA!

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Beijos,