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    Ladrão de Almas - Alma Katsu

    Olá, gente. A resenha de hoje é do livro Ladrão de Almas, da autora Alma Katsu, que está na minha estante esperando há tempos, mas só peguei para ler faz algumas semanas e adorei tudo nesse livro. Desde a narração até o desenvolvimento para o "final". Além do trabalho realizado na capa que sempre me chamou muito a atenção.

    O história se inicia nos dias atuais com o médico, recém-divorciado, Luke que mora na pequena cidade de St. Andrew, lugar desses que todo mundo se conhece e onde costuma nevar muito e com frequência. A vida tem sido monótona para o médico até que, em um dia que parecia só mais um, recebe no hospital uma jovem prisioneira levada até lá pela polícia para ser examinada após ser encontrada junto de um corpo. Luke fica surpreso, pois a garota parece muito jovem e é difícil acreditar ao olhar uma beleza quase angelical, que ela pudesse matar alguém, ainda mais sendo tão pequena.

    Ao ficar sozinho para examinar a paciente, Luke acaba se deixando levar pela jovem que se apresenta como Lanore e lhe conta que o homem que matara é Jonatha St. Andrew, que pertence à família que deu nome à cidade. Mas isso não parece ser nada comparado ao que Lanore mostra em seguida para o médico, fazendo-o perceber que Lanore não é uma pessoa comum: ela não pode se ferir, muito menos morrer.
    Obviamente que, se a beleza da garota já o deixara intrigado, imagina a ideia de que acaba de conhecer uma pessoa imortal.

    Indo contra toda sua razão, Luke ajuda a prisioneira a fugir com a condição que ela lhe conte sobre sua história. A partir de então, a história é intercalada. No tempo presente, acompanhamos a fuga de Luke e Lanore sendo narrada em terceira pessoa e, enquanto ela conta sua história, acompanhamos no ano de 1809 em primeira pessoa a trajetória de Lanore até se tornar imortal.

    Ela conta desde a infância quando já era apaixonada por Jonathan, filho do dono da cidade a quem todos os homens odiavam, pois Jonathan era brilhantemente lindo e encantava todas as mulheres da cidade, mesmo as mais velhas. Isso fez dele um mulherengo que sempre estava envolvido com mulheres casadas ou não, coisa que magoava Lanore que nunca deixava de amá-lo.

    Quando finalmente Lanore consegue o que sempre desejara as coisas para ela voltam a desandar e precisa ir embora de St. Andrew, partindo em uma viagem de três dias até Boston onde desvia seu caminho ordenado pelo pai e segue sem rumo pela cidade. É nesse momento que a garota de cidade pequena cruza com um destino bem cruel nas mãos de Adair, que virá a torná-la o que é, sem dar-lhe a chance de escolher.

    Primeiramente, não é um livro sobre vampiros como pode parecer inicialmente. Ninguém morde ninguém e muito menos vivem do sangue. Está mais para um feitiço, porém não falarei muito sobre para não dar spoiler. Os seres que recebem esse "feitiço" dormem, comem normalmente, mas não podem se ferir ou morrer, há apenas um jeito para que isso aconteça.

    Para quem não gosta de coisas muito pesadas pode se incomodar com algumas partes do livro, pois tem passagens de violência, mas não chegam a ser explícitas, o que acontece é que a narração induz bastante a imaginação para o que está acontecendo.

    A única coisa que achei super chata da parte de Lanore é o amor obsessivo dela por Jonathan. Não achei esse amor nada romântico, mas bem doentio. Ela o coloca em um altar como um ser perfeito e que nunca quer magoá-la, quando, na verdade, achei ele bem egoísta e egocêntrico. Jonathan não se importa com ninguém além de si.

    Adair é o personagem mais tenebroso que existe nesse livro, só uma dica: o livro tem esse nome por causa dele. A história dele também é contada em determinado momento e acabei me perdendo um pouco das demais narrações, porém era bem necessário explicar do passado de Adair.

    O final tem uma pequena coisa que me deixou desconfiada da continuação que só depois descobri que tem.

    Gostei bastante e recomendo, apesar de ter apenas 400 e poucas páginas as letras são relativamente pequenas então o livro é um pouco grande, mas vale a penas porque a leitura flui muito bem.

    Classificação


    Beijos,