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    Quem é você, Alasca? – John Green


    Vamos pular a apresentação do John Green, que até quem não está envolvido no mundo dos livros deve conhecer, e ir direto para o que tenho a escrever sobre o seu primeiro romance.

    Miles Halter vive na Flórida, tem poucos amigos (talvez nenhum) e é viciado em ler biografias de personalidades para então decorar suas últimas palavras. O poeta François Rebelais disse em seu leito de morte "saio em busca de um grande talvez", mas Miles não quer esperar a morte vir ao seu encontro para começar a busca. Então ele decide cursar o ensino médio em um internato no Alabama, no mesmo colégio onde o pai estudou. Mal sabe Miles que Culver Creek (o internato) vai ser aonde ele finalmente vai se sentir vivo.

    Descrever a genialidade da escrita de Green em “Quem é você, Alasca?” é praticamente impossível.
    Dou-me a liberdade de afirmar que seu primeiro romance já é sua obra prima.




    Organizado não em capítulos, mas em dias passados antes e depois de um fato, acompanhamos Miles em sua adaptação na nova escola, a conquista das primeiras amizades verdadeiras e a divisão de seu tempo entre diversão e os estudos. A construção diferenciada de “Quem é você, Alasca?” imprime agilidade a narrativa, que flui de tal maneira que você acaba imergindo nas páginas e quase sendo capaz de andar com Miles e seus amigos pelos corredores de Culver Creek, suando no calor pegajoso do Alabama enquanto come bufritos no refeitório da escola.


    “Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.” Pág. 56
    Green tem o dom de construir personagens ao mesmo tempo icônicos, mas também gente extremamente real. O auge do seu talento se dá na construção da personagem Alasca Young. A garota que um dia é sol e no outro furacão arrebata Miles, que não para nem por um minuto de tentar desvendá-la.

    Ao longo das 226 páginas vamos descobrindo que na verdade o “Grande Talvez” é aquilo que todo mundo busca. As realizações dos nossos sonhos, os amigos que fazemos e os momentos inesquecíveis que passamos são o que fazem a vida ter sentido. E encontrar o “Grande Talvez” não se trata de um ponto de chegada em específico, mas sim daquilo que (e de quem) você encontra durante a caminhada.



    Eu acredito que não exista uma única interpretação para a história de “Quem é você, Alasca?” e do meu ponto de vista isso faz o livro ainda mais genial.

    “Mas quê diabos significa “instantâneo”? Nada é instantâneo. Arroz instantâneo leva cinco minutos, pudim instantâneo uma hora. Duvido que um instante de dor intensa pareça instantâneo.” Pág. 150

    Ainda que existam milhares de edições, essa da Martins Fontes é a minha favorita. Amo essa capa e acho que nenhuma outra consegue expressar tão profundamente o clima do livro quanto essa. Sabe aquela dica de “menos é mais”? A editora seguiu esse ditado e deixou que o enredo tivesse muito mais voz do que qualquer detalhe gráfico, o que foi extremamente positivo.

    “Quem é você, Alasca?” arrebatou meu coração de todas as formas possíveis ❤

    Agora quero saber a sua opinião, tem vontade de ler/já leu/não pode nem ouvir falar em John Green? Conta tudo aí nos comentários :D


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    Beijocas :*

    Lola