AlôuAlôu, quem aí está animadíssime para o feriado? A partir de amanhã é o momento de colocar os trabalhos da escola/faculdade em dia, faxinar a casa, lavar as roupas acumuladas, limpar a estante, ler aquele livro que nunca dá tempo, e principalmente, tirar um momento para ficar de pernas para o ar curtindo um descanso merecido.

Eu adoro assistir a filmes, apesar de não fazer isso com a frequência que eu gostaria, então para esse feriado vou separar algumas horas por dia para curtir produções cujo roteiro foi inspirado em um livro. A lista vai de drama a comédia, passando por clássicos e fantasia. Espero que algum deles também seja a sua escolha para relaxar no seu momento de folga :D


1) Diário de uma paixão (2004), duração: 2h 01 min.


“Em uma clínica geriátrica, Duke, um dos internos que relativamente está bem, lê para uma interna (com um quadro mais grave) a história de Allie Hamilton (Rachel McAdams) e Noah Calhoun (Ryan Gosling), dois jovens enamorados que em 1940 se conheceram num parque de diversões. Eles foram separados pelos pais dela, que nunca aprovaram o namoro, pois Noah era um trabalhador braçal e oriundo de uma família sem recursos financeiros. Para evitar qualquer aproximação, os pais de Alie a mandam para longe. Por um ano Noah escreveu para Allie todos os dias, mas não obteve resposta, pois a mãe (Joan Allen) dela interceptava as cartas de Noah para a filha. Crendo que Allie não estava mais interessada nele, Noah escreveu uma carta de despedida e tentou se conformar. Alie esperava notícias de Noah, mas após 7 anos desistiu de esperar ao conhecer um charmoso oficial, Lon Hammond Jr. (James Marsden), que serviu na 2ª Grande Guerra (assim como Noah) e pertencia a uma família muito rica. Ele pede a mão de Allie, que aceita, mas o destino a faria se reencontrar com Noah. Como seu amor por ele ainda existia e era recíproco, ela precisa escolher entre o noivo e seu primeiro amor.” Fonte: Adoro Cinema
 Não consigo resumir a carga emocional desse filme, é difícil colocar em palavras o quanto as atuações do Ryan Gosling e da Rachel McAdams estão impecáveis, o quanto o filme transmite paixão, calor e uma magia sem fim, do tipo que a gente só encontra nessas histórias tão parecidas com a realidade que é difícil de acreditar que são fictícias.
Ele é baseado no livro do Nicholas Sparks, e é um dos dele que eu tive que bater palmas quando acabei de ler.


2) Razão e Sensibilidade (1996), duração: 2h 15 min. 


“Em virtude da morte do marido, uma viúva e as três filhas passam a enfrentar dificuldades financeiras, pois praticamente toda a herança foi para um filho do primeiro casamento, que ignora a promessa feita no leito de morte de seu pai que ampararia as meias-irmãs. Neste contexto, enquanto uma irmã prática (Emma Thompson), usando a razão como principal forma de conduzir as situações, a outra (Kate Winslet) se mostra emotiva, sem se reprimir nunca com uma sensibilidade flor da pele.” – fonte: Adoro Cinema

Jane Austen foi uma das primeiras autoras clássicas que conheci, e fiquei maravilhada com a capacidade dela de retratar a sociedade sem utilizar aquela linguagem difícil de ler. O filme de 1996 tem personificado em cada uma das irmãs um lado: aquela que sempre se guia pela razão, e a outra que reage a tudo e segue a emoção. É um filme bonito e agradável, e tem aquela carinha de velho que eu adoro. Sei que a alta definição dos filmes atuais é necessária, mas filmes antigos tem uma atmosfera muito acolhedora para mim. (Você concorda?)

3) O lado bom da vida (2012), duração: 2h 02 min. 


“Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.” – fonte: Adoro Cinema

Tá aí um dos exemplos em que o filme é melhor do que o livro. Pat está muito bem interpretado pelo Bradley, e Jennifer Lawrence encarnou completamente a viúva Tiffani, problemática e misteriosa. O filme me deixou animadíssima para ler o livro, mas ele é mediano em comparação com o filme.


4) Um Dia (2011), duração: 1h 48 min. 


No filme inspirado no livro de David Nichols (e com roteiro escrito pelo próprio autor), temos Anne Hathaway roubando a cena ao interpretar Emma Morley, e Jim Sturgess sendo extremamente fiel ao dar vida a Dexter Mayhew.

Em 15 de julho de 1988 eles experimentam um momento juntos que os conecta, e pelos próximos 20 anos essa data serve como marco para apresentar a vida deles. Acompanhamos as dificuldades de Emma de viver da sua paixão, a escrita, e a facilidade de Dexter em alcançar o sucesso (no trabalho e com as mulheres).

Ainda que cada um viva vidas independentes, de um jeito ou de outro a ligação entre eles nunca se perde, nunca se rompe.

É um filme que não retrata o “amor nos tempos do felizes para sempre”. Emm ama Dex, que ama o mundo. Um dia ele descobre que o que o faz feliz é o anonimato de um amor antigo. Porém a graça do filme é mostrar que às vezes demoramos tanto tempo para nos darmos conta de algo, que quando acontece, pode ser muito tarde.

É sobre a fragilidade da vida, sobre como vivemos fugindo do que nos faz feliz por medo de encarar e escancarar os sentimentos. É o retrato de um amor que um dia teria tudo para ser eterno, mas cujo tempo cobra seu preço pela demora.

5) O menino do pijama listrado (2008), duração: 1h 30 min. 

 
“Alemanha, Segunda Guerra Mundial. O menino Bruno (Asa Butterfield), de 8 anos, é filho de um oficial nazista (David Tewlis) que assume um cargo importante em um campo de concentração. Sem saber realmente o que seu pai faz, ele deixa Berlim e se muda com ele e a mãe (Vera Farmiga) para uma área isolada, onde não há muito o que fazer para uma criança com a idade dele. Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba conhecendo Shmuel (Jack Scanlon), um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama listrado e está sempre do outro lado de uma cerca eletrificada. A amizade cresce entre os dois e Bruno passa, cada vez mais, a visitá-lo, tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginam.” – fonte: Adoro Cinema 
Se você estiver procurando um filme que toque sua alma, se joga nesse. Comecei a assistir inocentemente torcendo para que tudo acabasse bem e tomei um soco na boca do estômago com o final. Serve para que a gente tenha uma noção clara de que tudo isso aconteceu durante o holocausto e que não devemos esquecer nunca desse período, nem deixar que ninguém nos convença de que perseguir grupos em função da sua posição política, religião, etnia ou sexual é algo válido em função de um “bem maior”.


6) Marley & Eu, (2008), duração: 1h 40 min. 


“John (Owen Wilson) e Jennifer Grogan (Jennifer Aniston) casaram-se recentemente e decidiram começar nova vida em West Palm Beach, na Flórida. Lá, eles trabalham em jornais concorrentes, compram um imóvel e enfrentam os desafios de uma vida de casal. Indeciso sobre sua capacidade em ser pai, John busca o conselho de seu colega Sebastian (Eric Dane), que sugere que compre um cachorro para a esposa. John aceita a sugestão e adota Marley, um labrador de 5 kg que logo se transforma em um grande cachorro de 45 kg, o que torna a casa deles um caos." – fonte: Adoro Cinema
Sou a louca dos filmes com animais, e me derreti completamente assistindo Marley. É uma aventura acompanhar o crescimento dele, a construção da família de John e Jennifer, os problemas que surgem e como eles lidam com isso. Me emocionei com o final e apesar de triste, é um belo retrato de como o tempo passa e é impossível lutar contra. É por isso que precisamos dar ao hoje toda a atenção possível, para não chegar ao final e se arrepender do que não viveu.


7) Jogos Vorazes (todos os 4 filmes), duração média: 2h 20 min. 


“Num futuro distante, boa parte da população é controlada por um regime totalitário, que relembra esse domínio realizando um evento anual - e mortal - entre os 12 distritos sob sua tutela. Para salvar sua irmã caçula, a jovem Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se oferece como voluntária para representar seu distrito na competição e acaba contando com a companhia de Peeta Melark (Josh Hutcherson), desafiando não só o sistema dominante, mas também a força dos outros oponentes.” – fonte: Adoro Cinema
Li Jogos Vorazes há um bom tempo e detestei o livro. Em função disso, sempre tive resistência aos filmes. Ano passado por acaso sentei para assistir Jogos Vorazes e emendei um filme atrás do outro pois simplesmente não conseguia parar sem saber o que ia acontecer no próximo.

Assisti A Esperança - Parte II no cinema e fiquei ma-lu-ca com os efeitos. Tomei muito susto, torci pelo Peeta e achei todos os filmes realmente dignos de nada menos do que incríveis.

8) Preciosa – Uma história de esperança (2010), duração: 1h 49 min. 


“1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo'Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de "Mongo", por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.” – fonte: Adoro Cinema

Um baita filme. Apenas isso. 

9) O diabo veste Prada (2006), duração: 1h 50 min. 


“Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma jovem que conseguiu um emprego na Runaway Magazine, a mais importante revista de moda de Nova York. Ela passa a trabalhar como assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), principal executiva da revista. Apesar da chance que muitos sonhariam em conseguir, logo Andrea nota que trabalhar com Miranda não é tão simples assim.” – fonte: Adoro Cinema
Divertido, engraçado e mais uma ótima atuação da Anne Hathaway. Um filme leve, perfeito para um final de tarde preguiçoso.

10) Comer, Rezar, Amar (2010), duração: 2h 20 min. 



Elizabeth (Julia Roberts) descobre que sempre teve problemas nos seus relacionamentos amorosos. Um dia, ela larga tudo, marido, trabalho, amigos, decidida a viver novas experiências em lugares diferentes por um ano inteiro. E parte para a Índia, Itália e Bali, para se reencontrar numa grande viagem de auto conhecimento.” – fonte: Adoro Cinema

Sabe quando você está em um momento da vida que parece que cada dia é uma evolução? Quando você lê um livro e sente que está crescendo junto com a personagem é uma sensação maravilhosa. Foi assim que me senti com “Comer, Rezar, Amar”, e fiquei empolgadíssima para assistir ao filme.

Visualmente, ele é maravilhoso. Dá para sentir a atmosfera de cada lugar que Liz visita, mas se você gosta de imaginar as cenas por você mesmo, aconselho a correr para ler o livro.

Sei que muita gente tem preconceito com ele, por parecer de autoajuda, mas posso garantir que é só uma mulher contando como ela se encontrou, de como saiu de um casamento que sugava a energia vital dela e entrou em um relacionamento sério com ela mesma. Gostei tanto do livro que usei o que aprendi para escrever minha redação do vestibular e tirei nota 9ealgumacoisa. É um bom indício, não é mesmo?

O filme demonstra que quando a gente está perdida, nada melhor do que mergulhar em si mesmo para se encontrar, e se possível, viajar para conhecer realidades diferentes e aprender a conviver melhor com o que não se assemelha a nós mesmos. 

11) P.S: Eu te amo (2008), duração: 2h06 min. 


Ai gente, só de pensar no filme (e no livro) meu coração já derrete. A Cecelia escreveu o livro quando tinha a-p-e-n-a-s 21 anos. Se eu morri de inveja? Certamente. Mas não vem ao caso.

O fato é que o filme, protagonizado por Hilary Swank e Gerard Butler *suspiro*, interpretando Holly e Gerry, namorados apaixonados mesmo depois de tanto tempo juntos, e que faziam planos de ficar juntos para sempre. Quando Gerry recebe um diagnóstico fatal, Holly fica devastada. Após a morte dele ela perde a direção e entra em um modo de torpor, deixando-se viver em uma casa bagunçada, esquecendo-se de tomar banho e de atender ao telefone.

Seus amigos e sua família se unem para ajudar Holly a passar por essa fase, e próximo ao aniversário de 30 anos ela descobre que Gerry deixou cartas para ela, com instruções que vão ajuda-la a seguir em frente.

Esse filme é para chorar MUITO, então prepara os lenços, a fronha de travesseiro ou aquela toalha de banho para servir de aparador de lágrimas. Ainda assim, o filme ajuda a pensar que mesmo que a gente ame alguém com todo o coração, nunca vamos poder interferir no futuro dessa pessoa. É por isso que a gente precisa aproveitar o hoje e não viver pensando só em ser feliz amanhã. Deixa para trás o que não te faz bem e seja feliz hoje, com as pessoas que você ama. 

12) Jurassic Park (1993), duração: 2h 02 min. 


Vocês devem saber que uma nova versão do filme foi lançada ano passado, tendo Chris Pratt e Bryce Dallas Howard como protagonistas. Eu gostei bastante do ritmo ágil da nova versão, mas hoje minha indicação fica com o filme “original”.

“Um parque construído por um milionário (Richard Attenborough) tem como habitantes dinossauros diversos, extintos a sessenta e cinco milhões de anos. Isto é possível por ter sido encontrado um inseto fossilizado, que tinha sugado sangue destes dinossauros, de onde se pôde isolar o DNA, o código químico da vida, e, a partir deste ponto, recriá-los em laboratório. Mas, o que parecia ser um sonho se torna um pesadelo, quando a experiência sai do controle de seus criadores.” – fonte: Adoro Cinema

P.S: Para quem gosta da mistura entre biologia, arqueologia, bioética e muita física, se joga na leitura do livro. A edição da Aleph além de maravilhosamente diagramada está impecável na revisão.

13) E se fosse verdade (2005), duração: 1h 35 min. 


Protagonizado por Mark Ruffalo e Reese Whiterspoon é um dos meus filmes favoritos, e é uma ótima pedida para tornar mais leves aqueles dias pesados.

Baseado no livro homônimo do Marc Levy (que é muito bom!) temos o fofo do Marc Ruffalo interpretando David Abbott, um cara pacato que acabou de alugar um ótimo apartamento em San Francisco. O problema é que em certa noite ele é surpreendido por uma jovem chamada Elizabeth (Reese Whiterspoon), e ela insiste em dizer que é a dona do apartamento. Ela aparece e some como se fosse um passe de mágica, e então David chega a conclusão de que ela é um fantasma que precisa de ajuda para passar para o outro lado. Enquanto os dois tentam descobrir o que aconteceu com Elizabeth, conversas fazem com que eles se conheçam melhor. Quando David descobre que Elizabeth está com os dias contados ele resolve lutar pela vida dela, custe o que custar.

O filme é doce e envolvente, do tipo que renova sua esperança de que o destino sempre é capaz de nos surpreender (positivamente).


Tem algum filme da lista que você já assistiu ou ficou curioso(a) para ver? Aproveita e me sugere mais filmes aí nos comentários :D

Beijocas :*