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    Era uma vez no outono - Lisa Kleypas

    Lillian é a herdeira de uma grande empresa americana de saboaria - e fragrâncias em geral -, mas apesar de todo o dinheiro que sua família possui em decorrência desse ramo, eles ainda não pertencem a uma classe social elevada, como é de desejo de sua família. Só um casamento entre Lillian ou sua irmã e um aristocrata é que poderiam mudar esse status. Por isso, ao perceberem que as chances de isso acontecer em Nova York são quase nulas, a família parte para Inglaterra a fim de começar a caça aos maridos. Porém a caça não está sendo bem sucedida, e após temporadas de se sentarem pelos cantos nos bailes, a jovem e sua irmã se juntam a outras solteironas para formar o grupo das Flores Secas - grupo que conseguiu um bom casamento na temporada passada e que agora se dedica a ajudar Lillian a encontrar um bom partido.

    Marcus é um dos aristocratas mais cobiçados de Londres, mas que não tem a menor pressa em se casar. Criado por seu pai com mãos de ferro, ele aprendeu que um conde não pode ceder as emoções e que um cassamento é um simples acordo que tem que beneficiar as duas partes. Ele não aceita, ou melhor, não compreende a afeição existente entre casais como do seu melhor amigo e a mulher. Por isso, o fato de não conseguir tirar a imagem de Lillian - a insuportável garota atrevida - de sua mente, o deixa mais que confuso. Porém, o fato é que, mesmo não entendendo, ele não consegue ficar longe dela, ainda que seja apenas para discutir.

    Como sempre - ou pelo menos em todos que pude avaliar - os romances de Lisa Kleypas são simplesmente deliciosos. Mais que isso, eles trazem uma crítica social pertinente a época que é o diferencial que eu mais admiro em suas obras. O preconceito social, tão existente na época (e de certa forma, até hoje) é amplamente abordado pela autora ao criar um casal que vai contra todas as regras sociais da pomposa aristocracia inglesa. Um nobre como Marcus não deveria jamais se casar com alguém como Lillian, apesar de todo o dinheiro que ela tem. Esse enlace entre os dois expõe a nobreza como a mesquinha que é. 


    O casal do livro não poderia ter sido melhor escolhido. Desde o começo percebemos a previsibilidade do que está para acontecer - Era uma vez no outono é um típico romance de gato e rato, onde os protagonistas não param de se alfinetar e se odiar até perceberem que o que realmente os une é algo mais profundo do que sequer cogitam imaginar. Mesmo assim, é uma delícia companhar o desenlace de tudo, como essa aversão que sentem um pelo outro vai se transformando. Além disso, amo a forma como eles interagem, com mais que apenas paixão, como são firmes em seus princípios e lutam por eles. O único porém que posso ter a falar é que no início eu não fui muito convencida por essa transformação nos sentimentos deles - sensação que algumas páginas depois deixou de existir. 

    Além disso, como não poderia deixar de ser com uma personagem tão atrevida, espontânea e indomável, o romance é bem divertido. Adoro que Lillian não meça suas palavras e fale exatamente o que pensa, mesmo que seja considerado falta de decoro em certas ocasiões. Adoro também que a autora não foque exclusivamente no casal, mas nos mostre também a relação de companheirismo da protagonista com a irmã, e da amizade que mantém com as Flores Secas. 

    De maneira geral, o romance é doce, divertido e delicioso de acompanhar. Com personagens cativantes, de personalidade forte que conquistaram meu coração. Além disso, o pano de fundo social e o leve traço de ação que temos no final dá um diferencial muito agradável ao livro. Confesso porém, que gostei mais do primeiro volume dessa série que desse, que por algum motivo o casal demorou mais a me convencer, apesar de depois ter percebido que eles são perfeitos um pro outro. Mesmo assim, o livro é muito bom, envolvente, com uma narrativa fluida e divertido. Para os fãs do gênero, é uma ótima pedida!

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    Beijos,