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    Maze Runner – Correr ou Morrer, volume I – James Dashner


    "Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.
    Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.
    Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito. " – skoob

    Ler e-books anda mudando minha vida. “Maze Runner – Correr ou Morrer” é mais uma prova da praticidade e facilidade que a Amazon e o aplicativo do Kindle trouxeram para a minha vida (e não estou sendo paga para dizer isso).
     
    Graças a uma promoção, adquiri o e-book de “Maze Runner – Correr ou Morrer” por R$ 7,65. Considerando que os livros da série custam uma fortuna e o livro físico correspondente ao volume I está custando mais de R$ 30 reais, achei que era um ótimo preço.

    Ao finalizar a leitura fiquei pensando lá no ano de 2014, época de lançamento do primeiro filme, e no quanto eu quis o box da trilogia em função da grande carga de comentários positivos que circulavam na internet.

    Sou o tipo de pessoa que basicamente compra os livros somente quanto eles estão com o preço mais em conta, mas nunca encontrei a trilogia em promoção. Os meses se passaram e meu interesse foi diminuindo.

    E isso só pode ter sido um sinal porque se eu tivesse investido mais de 100 reais no box para então ler o volume I e não ver sentido nenhum na história, seria uma decepção sem precedentes.

    Através de um narrador-observador começamos a leitura conhecendo Thomas, um adolescente que não faz a menor ideia de quem é e apenas sabe o seu nome. Ele se encontra em uma caixa de metal em movimento, similar a um elevador. O clima é de claustrofobia, de medo, de confusão.

    Quando a caixa de metal se abre ele é içado até se ver em meio a um grande grupo de garotos que falam usando gírias estranhas e se apresentam como “clareanos”. Eles são os habitantes da grande Clareira onde Thomas acaba de “desembarcar” (ou seria desencaixar?).

    É claro que ele tem milhares de perguntas e obviamente nenhum dos garotos da Clareira está disposto a esclarecer nenhuma delas. Alby dá “boas vindas” a Thomas e parece ser o líder do lugar, o que dá ao garoto a esperança de que suas perguntas serão respondidas. Só que o recém-chegado precisará de um pouco mais de paciência.

    “– Vou conversar com você amanhã, no Passeio.” Alby em diálogo com Thomas, logo após sua chegada.*

    *e-books no formato e-PUB permitem a alteração no tamanho da letra, tornando inviável usar paginação, pois dependendo do tamanho escolhido há alteração no número da página onde se encontra o trecho mencionado.

    Enquanto se acostuma com o novo “lar”, Thomas também fica sabendo que a Clareira é protegida por um muro que se fecha automaticamente todas as noites, para protegê-los dos monstros que circulam pelo Labirinto, a estrutura gigante e perigosa que fica além do terreno da Clareira.

    A sociedade formada pelos garotos é dividida em grupos responsáveis por tarefas que mantêm a Clareira em ordem. Cada um desempenha suas tarefas sob a coordenação de um Encarregado, que juntos formam um Conselho que administra o lugar.

    Thomas parece guardar algumas diferenças para os outros Clareanos, já que ele tem muito forte em si a vontade de ser um Corredor, mesmo não sabendo de onde essa certeza vem. Ser um Corredor é muito mais do que uma escolha, é preciso mostrar que se é forte o suficiente para suportar o peso dessa responsabilidade, de mapear o Labirinto em busca de uma saída.

    O livro tem muitos personagens masculinos e a única garota desempenha o papel de “responsável pela decadência da Clareira”. É uma história de homens, fazendo coisas que homens fazem, sendo corajosos e morrendo pelo bem comum. E que tem uma garota que não desempenha papel nenhum a não ser o de “samambaia” (vulgo enfeite). Em dado momento da história outra mulher aparece, desempenhando um papel negativo. Essas coisas me incomodaram, somando-se ao fato de que não consegui me conectar com o enredo. Em nenhum momento mergulhei na história a ponto de esquecer que era ficção.

    As descrições dos monstros e do Labirinto não funcionaram para me fazer imaginar o cenário. Permaneço com um vazio com relação a isso, já que tudo parecia muito abstrato, ainda que houvesse descrições detalhadas, mas tão detalhadas que pesava demais a narrativa. É difícil de explicar, mas posso resumir dizendo que o enredo não conseguiu ativar a minha imaginação.

    Eu só lembro-me de um livro o qual me causou a mesma dificuldade de conexão com a história, que foi Jogos Vorazes. Eu não consegui me conectar com a Katniss, mas não tive problemas para imaginar os cenários da história.
    Ou seja, nem dá para dizer que a culpa é do gênero distopia, pois já li alguns e posso citar “Puros” da Juliana Baggott, que exige MUITA imaginação e foi um dos melhores “primeiro volume” de distopias que eu já li.

    Em resumo, Thomas, Teresa (a samambaia-enfeite), Minho, Alby, Newt e até o pequeno Chuck poderiam ser um personagem só, de tanto que eles parecem iguais. Ou melhor, o autor não insere profundidade, trejeitos ou personalidades distintas a cada um. Talvez isso seja um efeito do contexto em que eles estão inseridos e o resultado da falta de lembranças. Contudo, mesmo pensando nessas questões, ainda acho que a construção deles foi muito rasa. Gally, o cara que não simpatiza com Thomas é o “único” (pelo menos dos personagens que possuem um nome) que destoa dos outros, com uma personalidade explosiva e assustadora.

    A decepção inicial não me animou a seguir a leitura da trilogia, que conta ainda com “Prova de Fogo” e “A Cura Mortal”, entretanto fiquei curiosa para assistir aos filmes (Correr ou Morrer e Prova de Fogo já estão disponíveis.) e preencher com imagens as lacunas que ficaram onde a minha imaginação não funcionou.


    Como a minha opinião não é absoluta quero saber o que você achou do livro, caso já o tenha lido, ou se você o tem na lista de futuras leituras, e quais as suas expectativas para a história.

    Caso você tenha amado de paixão a série de James Dashner, por favor, não se sinta atacado (a) pelas minhas palavras. Escreve aqui nos comentários as razões pelas quais você gosta do enredo e quem sabe elas me façam entender melhor as motivações do autor.


    P.S: Animados para o feriado de quinta-feira? Eu estou animadíssima já que participarei do meu primeiro congresso (Curitiba sua linda, mal te conheço e já te considero muito! haha).

    Beijocas!