Eu sou fã da youtuber Jout Jout desde que assisti o seu vídeo somais famoso, “ Não tire o batom vermelho” por isso sou suspeita para falar sobre o livro, mas mesmo se não fosse, eu gostaria do conteúdo do mesmo jeito. Jout Jout encontrou uma forma de saciar a curiosidade dos leitores sobre fatos da sua vida através de capítulos divididos por crises que ela já enfrentou. Desta forma o livro ficou diferente dos outros livros de Youtubers que encontramos no mercado literário, pois Julia promove uma grande reflexão em torno das suas histórias, além de dar ótimos conselhos mesmo em momentos de muita angústia em determinadas crises. 

Uma das reflexões que mais gostei faz parte do capítulo “Crise da aversão a estética”. Jout Jout nos conta que tinha vergonha de fazer uma cirurgia plástica importante no queixo por medo das pessoas a julgarem como fútil. Ela acaba entendendo que ninguém tem que achar nada do seu corpo e que ninguém decide o que ela pode ou não fazer com ele. 
O que é noção de ridículo? Eu nunca soube. Quem define esse ridículo? Como os seres humanos todos podem ter a mesma noção do que é ridículo e do que não é? Ninguém pode definir o que é fútil para mim, ninguém decide o que posso ou não fazer.

Em cada capítulo ela nos presenteia com uma crise mais intensa do que a outra e você chega ao final querendo mais texto, querendo pensar mais, querendo se expressar e querendo dar um abraço nessa pessoa maravilhosa que sabe se comunicar como ninguém tanto nos vídeos como na escrita. Ela é muito articulada e escreve de uma forma cativante e séria. Afinal, muitas das questões abordadas no livro são problemas vividos por muita gente, apesar do tom leve e de algumas brincadeiras Jout Jout acalenta os corações dos leitores nos mostrando que todos nós temos crises e que muitas delas são parecidas. 

Eu me identifiquei com várias crises, mas a minha preferida foi a do medo da possibilidade de um estupro. Ela conta que foi fazer um curso de Redação Publicitária no centro do Rio de Janeiro e morria de medo de ser encurralada em um beco escura e ser estuprada. Eu tenho este medo até hoje e já estudei lá a noite. Então, sei muito bem como é se sentir desprotegida e imaginar coisas que podem acontecer com você.
Desde que me lembro, meu maior medo na vida é ser estuprada. Se somarmos ao tempo que já me dediquei a pensar nisso poderemos concluir que já perdi algumas semanas da minha vida para nada.
Eu recomendo muito a leitura e posso dizer com toda certeza que foi um dos livros mais singelos e intensos que já li na vida. Virou o meu livro de cabeceira e eu tenho certeza que vai agradar muita gente. Para terminar, deixo uma reflexão que mexeu muito comigo e me fez pensar sobre os papos que eu ouço nas academias de ginástica da vida....
Ao que podemos concluir que: o sexo, que era para ser uma coisinha gostosa e mais uma expressão de amor e desejo, vai virando uma obrigação para você provar sei lá quem que o seu relacionamento está saudável.
Sim, eu tenho o livro autografado! :D


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Beijos,