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    A Guerra dos Mundos

    Em comemoração aos 150 anos do escritor britânico H. G. Wells, a Suma de Letras lançou em julho deste ano uma edição de luxo do clássico da literatura “Guerra dos Mundos”. Essa nova edição contém uma introdução por Brian Aldiss, prefácio de Bráulio Tavares, ilustrações feitas pelo artista brasileiro Henrique Alvim Corrêa, além da transcrição de uma entrevista de Wells e Orson Welles, roteirista, produtor e ator, sobre a transmissão de rádio feita por Orson, baseada em Guerra dos Mundos. 

    Além da transmissão de rádio, muito famosa por fazer com que muitos cidadãos acreditassem que estava acontecendo uma invasão alienígena, o livro ganhou duas adaptações cinematográficas. A primeira, dirigida por Byron Haskin, foi apresentada nas telinhas em 1953. A segunda, mais famosa, é de 2007 e foi dirigida por Steven Spielberg e estrelada por Tom Cruise.

    Publicado pela primeira vez em 1898, A Guerra dos Mundos nos leva até a Inglaterra do começo do século XX, que está sendo invadida por alienígenas, mais especificamente marcianos. Tudo começa quando várias cápsulas extraterrestres caem na Terra, dia após dia, até que algum tempo depois os marcianos saem delas e começam a travar uma guerra contra os seres humanos. Assim, acompanhamos todos os acontecimentos pelo ponto de vista de um narrador, que não é nomeado ao longo da história, e por seu irmão.

    Bem simples, não é? Mas vale lembrar que este livro é um dos primeiros livros do gênero.

    Em A Guerra dos mundos, H G Wells não vai se preocupar tanto em narrar cenas de muita ação e definir um herói. Ele vai se preocupar com o psicológico dos personagens, que vai desde o nosso narrador aos personagens secundários. Além de dar mais profundidade à história, esse ponto abre diversas discussões a respeito da comodidade e egoísmo dos seres humanos, que com a chegada dos marcianos, continuaram suas vidas normalmente como se a guerra já estivesse ganha.
    "- Seja homem! - disse eu. - Está enlouquecendo de medo! De que adianta a religião se ela desmorona diante da calamidade? Pense no que  terremotos, enchentes, guerras e vulcões já fizeram antes à humanidade! Achou que Deus havia isentado Weybridge? Ele não é um corretor de seguros, homem." P. 148
    O livro é carregado de críticas, em todos os momentos o autor vai te passar uma mensagem diferente. Essas críticas vão desde questões religiosas e valores à evolução humana. Isso só agrega valor à história e faz com que ela seja bem mais do que uma história de alienígenas versus humanos.
    "Talvez seja este o grande inimigo, já que o inimigo é a gente. O inimigo é tudo quanto nos faz esquecer que somos gente. Wells sabe que, se os marcianos, com seus intelectos "vastos, frios e insensíveis", ainda não são uma ameaça externa, nem por isso deixam de nos ameaçar de dentro de nós mesmos." - Prefácio
    Como em toda leitura de clássico, eu fiquei com um pouco de receio de ficar “boiando” com a escrita ou algo assim, mas foi muito tranquilo. Em contrapartida, a primeira parte do livro foi um pouco maçante para mim. Não consegui me prender e em alguns momentos o autor se utilizava de parágrafos e mais parágrafos para contar onde os extraterrestres se encontravam. Foram páginas gastas para contar algo que para mim não foi útil, já que eu não fazia ideia da onde ficava cada vilarejo.

    Sobre a edição da Suma de Letras, eu só tenho elogios. Com capa dura, artes incríveis, prefácio e introdução que trouxeram informações muito importantes e legais a respeito da história e do autor, e com a entrevista de Wells e Wellse que citei a princípio, essa edição ganhou meu coração. Desde que a editora anunciou seu lançamento eu fiquei louca para tê-lo em mãos.
    No geral, eu gostei bastante do livro. Se eu pudesse destacar o ponto que mais gostei,  com certeza foi conhecer as ideias que o autor tinha a respeito da sociedade. H G Wells que me aguarde, pois logo estarei lendo mais algumas de suas obras.

    Classificação:




    Beijos e até a próxima!