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    Capitolina - O poder das garotas


    O livro Capitolina surgiu da revista on-line de mesmo nome, criada em 2014 com a proposta de apresentar conteúdo para garotas adolescentes. A ideia era ter um espaço onde todas se sentissem representadas, e não obrigadas a se encaixar nos padrões de comportamento e beleza replicados por grande parte das revistas adolescentes tradicionais.

    Com o sucesso da revista on-line ela acabou virando um livro, lançado em 2015 pela Seguinte, o selo jovem da Companhia das Letras. Os textos de Capitolina são organizados em temáticas, abordando assuntos como gênero, cinema, música, espaços femininos na sociedade, modelos educacionais, aceitação, diferenças e muito mais. A obra traz dois textos por temática, sendo um já publicado na revista digital e outro inédito. Todos eles são ilustrados e 23 artistas assinam as ilustrações.

    O propósito da revista é ser abrangente e representativa, fazendo as garotas se unirem em torno de temas de relevância.

    A iniciativa de uma grande editora de dar visibilidade a tantas questões importantes e que não costumam ser discutidas pelos meios tradicionais de mídia, é algo a ser elogiado e incentivado. O trabalho gráfico do livro está muito bonito e achei incrível ver tanta diversidade nos traços das ilustrações.
    O livro tem espaços interativos ao final dos textos, onde você é convidada a pintar, desenhar, escrever e “participar” de Capitolina com suas visões a respeito da temática. Se você gosta de obras que mesclam esse espaço interativo com o texto vai achar divertido colocar um pouco de você no livro.

    Comecei a leitura bem empolgada, esperando chegar ao final do livro com uma bagagem maior de conhecimento. Contudo, rolou certa decepção de encontrar textos bem curtos e em função disso, um tanto quanto superficiais.  Sei que no digital as informações costumam ser condensadas, já que uma grande parcela de pessoas não gosta de ler textão, mas esperava que com o formato impresso os textos fossem expandidos ou pelo menos os inéditos fossem maiores.


    Acredito que assuntos densos, como a questão de identidade de gênero e orientação sexual mereciam ser mais explorados, já que ser tão enxuto resultou até mesmo em um equívoco ao definir uma nomenclatura sobre orientação sexual.

    Ressalto que preferir textos mais embasados e mais longos é uma preferência bem pessoal, ou seja, quem prefere ler textos mais dinâmicos, com certeza vai curtir Capitolina.

    “Capitolina – O poder das garotas” já tem um volume dois, intitulado “Capitolina – O mundo é das garotas”, que foi lançado no mês passado. Admito que fiquei curiosa para lê-lo, pois o livro conta com formatos diferentes de textos, como entrevistas, contos, ensaios fotográficos e outras formas de expressão. 

    Classificação:


    Quem aí já leu ou ficou curiosa para ler Capitolina? Conta pra Lola aqui nos comentários se você já conhecia a revista on-line e se sim, qual sua opinião a respeito dela.

    Beijocas!