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    Quando finalmente voltará a ser como nunca foi - Joachim Meyerhoff



     
    O que mais me conquistou neste livro foi o fato dele ter sido escrito por um alemão. A última vez que degustei a literatura alemã foi com Goethe e me surpreendi com o Jovem Werther. Outra questão que me conquistou foi o ambiente familiar e o hospital psiquiátrico. Fiquei curiosa para saber como é ser filho de um médico tão importante para os pacientes considerados loucos e muitas vezes perigosos.

     Em cada capítulo o narrador, que é o irmão mais novo de três filhos, nos mostra vários momentos importantes e marcantes de sua vida e da sua família. Ele começa a narrar com 7 anos e com isso nós podemos enxergar através da sua inocência de criança os problemas dos pacientes que visitam o pai, os desentendimentos dos seus pais, a amizade com os irmãos e com os pacientes, o seu amor pela cadela enorme, as suas preocupações infantis e mais tarde tudo isso dá lugar a questões mais séries e percepções diferentes de tudo o que está ao seu redor.

    O autor soube narrar com muita delicadeza os detalhes que rodeavam a vida do pequeno Josse e as transformações a cada capítulo escrito. Além de retratar bem a imagem que ele tinha do pai, um médico muito dedicado, carinhoso com a família, mas distante da mãe e mulherengo. Uma parte bem interessante do livro foi quando ele investiga os vestígios do pai e descobre que ele tem uma amante. O menino fica bem chateado e indaga o pai com raiva, mas recebe uma resposta atravessada e só a compreende anos depois.
    “Com uma enlevação professoral, disfarçava seu olhar cobiçoso, voltado ao traseiro do rabo de saia provinciano que acabava de passar. Era uma situação tão tosca que, ao espectador, só restava fingir que não havia percebido. E meu pai sabia muito bem disso. ” P. 324
    A história não segue um enredo central e sim vai nos mostrando os acontecimentos da vida do menino em formato de crônicas. Como sou curiosa eu li algumas fora da ordem, mas isso não interferiu a minha leitura porque eu não me apaguei tanto aos personagens. Eu só senti o livro. Senti a narrativa e me senti em uma tarde gelada de inverno deitada ao lado de um lago congelado na Alemanha. Eu nunca fui para lá, mas eu me senti lá. Entendem? Não? Então leia o livro porque vale a leitura e vocês vão a mesma calmaria que eu estou sentindo após fechar a última página.

    Foto do blog Resenhando de Pijamas

    A diagramação do livro é muito charmosa e interessante. Gostei bastante da ilustração da contra capa. Só a capa que me deixa agoniada toda vez que olho para ela. Sinto uma sensação de vazio com essa floresta toda e o menino fantasiado. Enfim, esse livro me proporcionou muitos sentimentos! Ótima leitura! Ainda bem que eu o escolhi e sai do mais do mesmo que leio sempre! Façam isso de vez em quando. Leiam literaturas de outros países e procurem conhecer a cultura local.

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    Beijos,