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    Na estrada Jellicoe

    Taylor foi abandonada na Estrada Jellicoe pela mãe e desde então ela vive no alojamento da escola, sendo cuidada por Hanna, com quem mantém uma relação um tanto complicada. Ao mesmo tempo em que só vive discutindo com ela, Taylor sente que sua presença é a única coisa confiável em sua vida. Isso até ela sumir sem vestígio algum.

    Determinada a descobrir seu paradeiro, Taylor começa a investigar ao mesmo tempo em que se vê no meio de uma guerra territorial entre os citadinos - os que moram na cidade mas não estudam nessa escola -, os cadetes - jovens que acampam anualmente na região - e os jovens da Escola Jellicoe. Ninguém sabe como essa disputa começou, mas o fato é que agora Taylor é a líder da Escola Jellicoe e precisa defender os alunos. Em meio a essa guerra e ao desaparecimento de Hanna, Taylor começa a descobrir o passado de Jellicoe e como ele influenciou na sua vida.

    Na estrada Jellicoe é um livro que conta duas histórias em uma - ao menos até interligar as duas. A primeira é a narrativa feita pela própria Taylor, que nos conta o cenário descrito acima. A segunda é uma leitura de um livro escrito por Hanna. No início essa troca de narrativas deixa o leitor bem confuso, mas ao mesmo tempo curioso, a fim de descobrir em que ponto essas duas histórias vão se conectar e como isso vai acontecer. E acreditem, quando elas finalmente se interligam é de deixar o leitor sem palavras. 

    Eu diria até que esse é um livro bem denso, com muita informação e que, ao menos no começo, me deixou perdida - é muita coisa pra assimilar: uma guerra entre jovens que tem uma vivência bem diferente uns dos outros, o mistério pelo desaparecimento de Hanna e seus escritos, e o mistério relacionado ao passado da própria Taylor. Isso tudo é uma faca de dois gumes, pois instiga o leitor a querer conhecer mais profundamente a história pra ver até onde vai dar, pra ver tudo fazer sentido em algum momento, mas ao mesmo tempo se torna ligeiramente confuso e cansativo.

    O que mais gostei no livro, além da conexão entre as histórias de Hanna e Taylor, é o amadurecimento incrível que esta último adquire ao longo da história. Para alguém que foi abandonada pela mãe e se tornou muito solitária, ela sofre uma transformação e tanto até o fim do livro. O ponto alto do livro é esse crescimento pessoal de Taylor.

    No geral o livro pode ser bem confuso, mas é uma leitura no mínimo instigante. Confesso que mesmo meio perdida fui arrematada pelos mistérios do livro e pela curiosidade de ver onde tudo ia se ligar pra fazer sentido - e não me decepcionei. O livro é surpreendente. Além disso, os personagens, em especial a protagonista, são muito bem trabalhados e amadurecidos durante a história, que é algo a se destacar aqui. E, não bastasse tudo isso, o livro ainda tem um tom bem reflexivo, falando sobre perdão, superação, sobre seguir em frente, e sobre ver o lado bom das coisas, sobre tirar alguma coisa boa de uma situação ruim. Quando tudo finalmente se encaixa, o livro se torna incrível!

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    Beijos,