Este livro faz parte da trilogia Bill Hodges

Comecei a ler Stephen King há menos de um ano e ainda estou em acostumando com o seu modo de escrever mais lento e com muitos detalhes na narrativa. O primeiro livro que li foi Misery. Levei um susto com as cenas sangrentas, mas senti o bichinho da leitura me picar com a conclusão eletrizante da história.


Quando a editora Suma lançou a série Mr. Mercedes aqui no Brasil, eu me apaixonei pela sinopse e corri para ler o primeiro livro. Quem quiser conferir a resenha é só clicar AQUI. Demorei um pouco para ler, pouco mais de uma semana, e do meio para o final devorei as palavras e me apaixonei de vez pelo autor. Aprendi a ler Stephen King e com isso estou em busca de todos os seus livros para colecionar e ler com calma.

Só contei esta pequena história para dizer que assim como outros livros que li do autor “Achados e Perdidos”demorou um pouco para despertar a minha atenção no início do livro. Até por que eu gostei bastante do detetive Hodges no primeiro livro da série e li esperando mais ação do personagem nesta história. Porém, no meio para o final, a narrativa foi se desenrolando e minha curiosidade acordou de uma vez só fazendo com que eu devorasse as últimas 100 páginas em menos de dois dias.

Em “Achados e Perdidos” Stephen volta ao passado e nos conta a história de um personagem bem problemático viciado nos livros de um autor de sucesso americano. John Rothstein encerrou a sua carreira literária e nunca mais escreveu sobre o personagem que lhe consagrou como autor. Inconformado com o fim da sua série de livros favorita, Morris planeja um grande roubo na casa do seu ídolo literário. Só que ele não esperava encontrar um cofre com vários livros inéditos escritos em Moleskines, muito menos contava com o seu descontrole emocional e com o rastro de sangue que deixou depois daquela noite.

Alguns anos depois, o filho de uma das vítimas do massacre da Mercedes do primeiro livro, entra na história e assim a narrativa vai se desenrolando. Não quero dar muitos detalhes, por que vale a pena ler com calma e apreciar a escrita do autor que é bem rica e super interessante. Pode parecer estranho, mas eu reclamo do ritmo inicial dos livros do Stephen, porém quando termino de ler tudo faz sentido e eu me apaixono ainda mais por sua escrita.

Outro ponto muito interessante é como King nos apresenta o vilão da história. Ele descreve os assassinatos como algo natural e ao mesmo tempo tenta passar para o leitor a sensação de que aquele cara que acabou de matar o outro a pauladas também é um ser humano e tem sentimentos. Você se espanta com a crueldade do vilão e páginas depois fica refletindo sobre a sua vida. King fez isso o tempo todo neste livro, tanto que eu torci para que Morris se recuperasse mesmo sabendo que seria pouco provável.

Recomendo a leitura imediata e em breve posto a resenha do último da série que está incrível demais!


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Beijos,