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    Lições do desejo

    Elliot Rothwell foi incumbido de encontrar e impedir a publicação de um livro que revelaria segredos que comprometeriam a reputação de sua família. Tal livro foi escrito pelo pai de Phaedra, cuja missão era cumprir o último desejo do pai: publicar o manuscrito da maneira como foi escrito. Rothwell, bem versado na arte da sedução às mulheres, acreditava que poderia convenver Phaedra a lhe ajudar, mas ele não esperava encontrar uma mulher com convenções tão diferentes das mulheres da sociedade. Para sua surpresa, Phaedra está mais do que disposta a ingressar em seu jogo de sedução, e devido a criação nada convencional que teve de sua mãe, não deixará isso lhe subir a cabeça e tirar sua determinação em cumprir o desejo do pai.

    Para complicar ainda mais a situação dos dois, Phaedra está lidando com uma acusação injusta, que apenas o bom nome e a proteção de Rothwell pode lhe ajudar, sendo que pra isso Phaedra deverá fazer o que mais despreza na vida: se atar a ele de maneira mais definitiva do que gostaria.


    Lições do desejo é o segundo livro da série Os Rothwell, e, para minha decepção, não é tão bom como o primeiro. Para resumir o circo: Phaedra é arduamente contra casamentos e tem sempre uma postura mais defensiva quando o assunto é "homens" - apesar de não se opor quando o assunto é o desenlace carnal entre os sexos. Ela preza muito sua independência e acredita que o casamento tiraria isso dela. Pela situação delicada em que se encontra ela é obrigada a casar com Rothwell, acreditando que o casamento não será válido por ter sido realizado em outro país. Além disso, há o fato da existência do manuscrito e todas as revelações que ele contém, o que faz com que muitas pessoas o deseje. 

    Pois bem, não sei exatamente o que me desagradou nesse livro, se foi a teimosia, a cegueira e a incoerência da personagem principal ou a narrativa em si. Sobre o primeiro ponto, gostei de Phaedra ser aquela personagem mais a frente do seu tempo, que preserva seus ideais e luta por sua independência, mas acredito que ela exagerou um pouco em vários pontos. Para mim simplesmente não fazia sentido que ela praticamente vivesse uma vida de casada, mas fosse contra o casamento em si. Ela foi bem obtusa ao não perceber que Elliot, em todos os momentos agiu pela proteção e bem estar dela, quando poderia não tê-lo feito. 

    A narrativa, em terceira pessoa e alternando os pontos de vista foi um tanto cansativa pra mim. Não sei bem o que aconteceu do primeiro livro pra cá - já que gostei bastante do primeiro volume - que a narrativa decaiu tanto. Gostei do romance e da química do casal, do desenvolvimento da história e do contexto que foi criado, mas a narrativa tornou tudo um pouco massante e a leitura lenta.

    Como mencionei, o desenvolvimento da história foi algo que me agradou. Apesar de toda a resistência e teimosia de Phaedra - e talvez por causa dela - Elliot se mostrou um personagem apaixonante, e a química entre eles foi algo muito verdadeiro. Outro ponto que adorei - que é algo que ocorreu no primeiro livro também - é que a autora não aborda apenas o romance, mas dá espaço para os acontecimentos de pano de fundo se desenvolverem também, que no caso são as revelações do manuscrito e os mistérios sobre a mãe de Phaedra.

    De um modo geral, o livro é razoável. Tem pontos positivos, como essa parte do contexto, mas outros negativos que tornaram a leitura um pouco devagar pra mim. Acho que no final, talvez pela personalidade de Phaedra, eu não tenha ficado tão convencida do amor que ela dizia sentir. Elliot, por outro lado é um personagem que faz valer a pena a leitura,rs. Mesmo assim, Lições do desejo não é de todo ruim, gosto dos livros da autora e recomendo que ao menos tentem ler e tirem suas próprias conclusões.

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    Beijos,