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    Pureza

    Jonathan Franzen é romancista e ensaísta estadunidense. Além de ser um autor premiado, já foi capa da revista Time com a manchete “grande romancista americano”. Em função disso, cada lançamento seu vem acompanhado de grande atenção da mídia. O que o grande Jonathan nos apresentará em sua nova obra?
    Em “Pureza”, lançado em 2016 pela Companhia das Letras, ele apresenta histórias que atravessam continentes e importantes momentos históricos, em que todos os acontecimentos acabam por convergir para a história de Pip Tyler. A jovem desconfia de que os segredos que a mãe esconde dela são mais do que apenas esquisitices de uma pessoa reclusa.

    Dotada de um espírito inquieto, uma dívida gigante de financiamento estudantil e a curiosidade de saber quem é o seu pai, para conseguir respostas Purity se convence a estagiar no projeto Luz do Sol.

    Coordenado por Andreas Wolf, um carismático alemão que alcançou notoriedade durante a queda do muro de Berlim, o projeto se dedica a expor segredos, enquanto ele próprio mantém os seus bem guardados.

    Dentre a grande carga de personagens presentes no livro destacam-se ainda Tom e Leila, uma dupla de jornalistas investigativos que tem grande importância no desenrolar da história.
    É bem verdade que Franzen confundiu bastante a minha cabeça com a história toda. São muitos personagens, muitos deles claramente coadjuvantes que estão ali apenas para não deixar nenhuma lacuna na história. Além disso, há a grande carga de detalhes presentes em cada página. Juro que eu me peguei quase anotando nomes e desenhando árvores genealógicas para tentar não me perder na narrativa.

    A história alterna pontos de vista em 1ª e 3ª pessoa, o que contribui para o sentimento de confusão que o livro despertou.

    “Pureza” não é organizado em capítulos convencionais. Há grandes blocos de história separados por títulos, o que juntamente com a carga de personagens faz da história o tipo de romance que não se lê de uma vez só. É uma leitura lenta, fracionada.
    Confesso que quando li a sinopse esperava um enredo com ritmo mais ágil, com perseguições, carros de polícia com sirene ligada, MÃOS AO ALTO, uma história bem dinâmica. Contudo, “Pureza” não foi feito para ser devorado. É uma história densa, e por vezes confusa, sobre a incapacidade que temos de ser puros, e sobre como ao mesmo tempo essa pureza pode ser relativa.

    Nas 616 páginas Jonathan expõe relações pura e simplesmente humanas. Seu grande talento é construir aos poucos um pano de fundo que interliga a vida de todos os personagens, fazendo com que no final a gente entenda que na verdade a história sempre foi sobre Pip e sua busca pela verdade.
    Os personagens são complexos e a história é o verdadeiro resumo do ditado “o mundo dá voltas”.

    Se você gosta de romances densos, detalhados e extremamente complexos, Pureza é uma leitura que vai te virar do avesso, fazer pensar e principalmente esteja preparado para sentir dor nos braços porque eita livro pesado. E ah, isso vale para algumas partes da história também.

    Classificação:





    Qual o livro mais pesado que você já leu, em todos os sentidos?

    Beijocas,