• Home
  • /
  • Sobre o blog
  • /
  • Colunas
  • /
  • Parceiros
  • /
  • Contato
  • Resenhas Novas

    Simplesmente o paraíso

    Julia Quinn é a minha pedida preferida quando quero uma leitura "calça jeans" sabe? Daquelas que dá pra qualquer hora do dia, que a gente já sabe que o que esperar e que é extremamente confortável. Não tem como negar que a série Os Bridgerton é a minha série de romance histórico favorito, e, por esse motivo as minhas expectativas pra essa nova série da autora estavam lá em cima. Confesso que não conseguiu bater a preferida, mas garanto que não me decepcionou em nada.

    Neste primeiro volume do Quarteto Smythe-Smith, conhecemos Honoria, uma das felizes (ou não tanto) integrantes do quarteto de jovens solteiras da família, que tem como tradição anualmente fazer uma apresentação musical (nada agradável). Honoria é uma violinista, e como já é de característica das jovens da família, sem qualquer talento musical, mas que, por amor a família, felizmente participa das apresentações. Como é de se esperar de uma dama do Quarteto, Honoria está em busca de um marido, sem fazer ideia de que sua procura tem sido sabotada pelo melhor amigo de infância Marcus, e Daniel, seu irmão que o incumbiu dessa tarefa. Claro que Honoria nunca pensou em olhar para Marcus com outros olhos, mas, como  nós, bons amantes dos romances históricos podemos esperar, a história segue rumos que acabam fazendo com que Honoria finalmente olhe para o pretendente que tem logo na cara.

    Como eu disse, nós, os amantes do gênero, já sabemos bem o que esperar da história em si, mas isso não faz com que seja menos gostoso acompanhar o desenrolar dos fatos ou que seja menos divertido observar a interação entre as primas Smythe-Smith durante os ensaios - péssimos por sinal - ou perceber que mesmo sem talento algum para musicistas elas conseguem se divertir com isso (mesmo que brigando em grande parte do tempo). Aliás, essa foi uma das coisas que me encantou no livro: assim como na série Os Bridgertons, a autora aqui deixa bem claro a importância da família, nos mostra que mesmo em meio as discussões e certa dose de drama (como em qualquer família), existe o amor que os une.

    Quanto ao romance, esse não poderia ter transcorrido melhor. Por já se conhecerem da vida toda, Marcus e Honoria tem uma certa familiaridade gostosa de acompanhar, que torna os diálogos muito mais naturais, e é muito mais divertido ver essa relação se transformar em algo mais aos poucos. Falando nisso, amo como a autora consegue desenvolver o romance assim, muito natural, sem forçar nada, e deixando tudo muito verossímil.

    Outra coisa que vai agradar muito aos fãs da outra série de Julia Quinn (como eu!), é a sutil ligação entre as duas séries. Mesmo que seja por pouco tempo, os Bridgerton fazem uma singela aparição no livro que dá pra matar a saudade, pelo menos um pouco.


    De maneira geral, Simplesmente o paraíso pode não ter batido Os Bridgerton no meu coração (esse lugar é difícil de ser tomado), mas ainda assim o livro me proporcionou uma leitura extremamente prazerosa e me diverti horrores com os comentários sobre a falta de talento das Smythe-Smith. Como de costume, a narrativa de Julia Quinn é bem envolvente, e não te deixa largar o livro por nada nesse mundo, até terminar a última página. Sem falar nos personagens, que são muito cativantes e nos conquistam logo de cara. Pra quem é fã do gênero, mesmo que ainda não tenha lido nada da autora (de que mundo é você??), eu recomendo altamente!!