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    A Menina que não Acredita em Milagres – Wendy Wunder


    Sinopse: Campbell tem 17 anos.
    Ela não acredita em Deus.
    Muito menos em milagres
    Cam sabe que tem pouco tempo de vida, por isso quer viver intensamente e fazer tudo o que nunca fez, no tempo que lhe resta. Mas a mãe de Cam não aceita o fato de perder a filha, assim, ela a convence a fazer uma viagem com ela e a irmã para Promise um lugar conhecido por seus acontecimentos miraculosos.
    Em Promise, Cam se depara com eventos inacreditáveis, e, também, com o primeiro amor. Lá encontra, finalmente, o que estava procurando mesmo sem saber.
    Será que ela mudará de ideia em relação à probabilidade de milagres?
    A Menina que não Acredita em Milagres vai fazer você rir, chorar e repensar sua conduta de vida. - SKOOB


    A capa desse livro sempre despertava a minha curiosidade. Flamingos, milagres e constelações: no que essa mistura poderia dar?
    Em uma história para fazer a Lola chorar, claro!

    Campbell tem câncer, e sabe muito bem o que é viver com os dias contados. Querendo aproveitar tudo que pode, ela e sua melhor amiga, Lily, fazem uma lista de coisas para fazer antes que o câncer vença.
    Por algum tempo, Cam esquece dessa lista. Mas após a última visita ao seu médico, ela percebe que o amanhã pode ser algo inalcançável e o hoje é tudo o que resta.
    Enquanto acompanhamos algumas de suas aventuras para riscar itens da lista, vamos conhecendo diversos personagens que passam pela vida de Cam, mas nossa atenção sempre se foca nos protagonistas.


    Alicia, mãe de Cam, não perde a esperança de que haja um tratamento capaz de salvar a filha, e não entende o ceticismo dela. Já a irmã mais nova de Cam, Perry, é um poço de imaginação e tem um reservatório gigante de esperança.

    Quando a mãe de Cam ouve falar sobre uma cidade com fama de milagrosa, as três partem em uma viagem cheia de esperança (por parte de Perry e Alicia), e de desconfiança (por parte de Cam).
    Promise é uma cidadezinha localizada no estado do Maine, e aos poucos se mostra realmente especial.  Nela, Cameron arruma o primeiro emprego, vê flamingos de perto, se apaixona pela primeira vez e por algum tempo os sintomas da sua doença param de se manifestar.


    Confesso que demorei um pouco para pegar o ritmo da narração de Wendy Wunder, não se foi a escrita dela ou se foi a tradução, mas as primeiras páginas foram um tanto quanto arrastadas. A impressão é que havia um monte de parágrafos jogados, que não encadeavam uns com os outros.

    Mas depois de algumas páginas o ritmo estabilizou, a história fluiu e consegui me conectar com os personagens, a ponto de engrenar na leitura e só conseguir parar ao virar a última página.

    É claro que o livro tem alguns pontos que me incomodaram, como quando a protagonista comete alguns crimes, e a autora não dá nenhuma relevância para esses momentos. Ela narra cada um deles com absoluta normalidade, sem construir nenhum questionamento relevante a respeito.

    O foco do livro é falar sobre a vida, sem utilizar uma linguagem pretensiosa ou pesada a ponto de desmotivar a leitura. E nesse quesito, a autora tem sucesso e passa uma mensagem bem bonita sobre viver a vida sem todo o peso que a gente costuma colocar nela.
     
    A narrativa em 3ª pessoa auxilia na construção de um contexto amplo da história, e flui bastante depois que a gente se acostuma (geralmente tudo o que leio é 1ª pessoa). 

    O livro tem bastante personagens, e muitos são apresentados de maneira breve. Na vida a gente também conhece pessoas que não nos marcam, mas que fazem parte da nossa história por algum tempo. Por isso, não digo que existem personagens descartáveis na história, mas senti que muitos foram ofuscados pelos protagonistas, e não despertaram tanta empatia.

    A revisão está impecável, e o projeto gráfico apesar de simples, está muito adequado. A capa fez todo o sentido depois que finalizei a leitura, que aconteceu em meio a muitas lágrimas, diga-se de passagem.


    Não foi uma leitura de abalar o coração, apesar de ter sido bem emocionante do meio para o fim, mas foi um bom livro para me fazer refletir calmamente sobre várias questões da vida.

    Classificação: 


    Quem aí já leu? Me conta nos comentários o que você achou (da resenha, do livro...) e me deixa dicas de próximas leituras :D

    Beijocas!