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    Placas Tectônicas - Margaux Motin

    Em tom autobiográfico Margaux Motin apresenta "Placas Tectônicas", publicado no Brasil em 2016 pela editora Nemo. Uma graphic novel no qual a autora se propõe a contar um pouco sobre a fase de sua vida como mão solteira. De maneira bem humorada, Margaux mostra seus relacionamentos com a filha, amigos, vida profissional e a paixão por vinhos, propiciando uma leitura leve, rápida e divertida, dando aquele gás às leituras do mês e arrancando gargalhadas do leitor, pois, trabalhando um humor ácido e sarcástico nos faz rir de situações que podem ocorrer no cotidiano de qualquer mulher, e isso gera uma conexão entre os personagens da obra e o leitor.

    Em muitos momentos me surpreendia dizendo: "Caramba! Eu faço a mesmo coisa!" ou  "Meu Deus! parece minha mãe!"

    De forma espontânea e natural aborda temas como maternidade, feminismo e sexualidade, sem tabu, exatamente como deveria acontecer na vida de cada mulher.

    Sororidade é algo que dá as caras por aqui. Em diversas cenas vemos a personagem principal rodeada por seus amigas, compartilhando situações que viveram, ideias e inseguranças. As suas amigas estavam sempre lá para consolá-la ou para simplesmente beber e rir.

    Se você já leu "Ninguém Vira Adulto de Verdade" saiba que Placas Tectônicas trás uma pegada parecida, diferenciando-se apenas por ser um trabalho direcionado a um publico mais adulto e por apresentar personagens secundários mais presentes e cativantes.

    É impossível ler e não se apaixonar pela filha de Motin. Tão divertida quanto a mão. A torcida para que ela aparecesse nas próximas páginas era grande.

    Essa graphic novel me ganhou na primeira troca de olhares. Nele os traços da autora são simplesmente maravilhosos. Me apaixonei pelo conjunto da obra e assim que tive um exemplar em mão li em poucas horas e ri da primeira à última página.

    Infelizmente a obra só não levou cinco estrelas pois em alguns momentos eu não consegui me conectar com o que estava ali. Por não ser mãe algumas questões que a autora trás ficaram um pouco distantes. Acredito que daqui a alguns anos vou me identificar bem mais  com a história . Fica aí o gancho para uma futura releitura!

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    Beijos e até a próxima!