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    A Decepção do Ano: Death Note

    A Netflix é o melhor serviço de streaming atualmente, a produção de séries e filmes da própria marca vem sendo um sucesso recorrente, exemplo disso temos Stranger Things e 13 Reasons Why. Mas, na última sexta feira 25, a tão aguardada adaptação do anime/mangá Death Note conseguiu ser pior que o live action de Dragon Ball. Disappointed but not surprised.




    Adaptações geralmente tem duas vertentes. Os fãs podem esperar que a história aconteça de forma idêntica a obra original, ou que ela tenha um rumo diferente para surpreendê-los. O segundo caso é mais provável pra remakes, já que o público raramente quer ver a mesma coisa de novo. Só que Death Note, infelizmente, ultrapassa esses limites de mudanças, a essência da trama foi totalmente perdida nesse live action.

    Criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata o mangá Death Note foi publicado pela Shōnen Jump em 2013 no Japão. O grande sucesso garantiu o anime. No Brasil, temos uma grande demanda de consumo para animes e mangás, e a Netflix vem investindo nisso em seu catálogo, apesar dessa arte japonesa ainda ser pouco valorizada. Muitos animes e mangás não são para crianças, quase sempre é direcionado ao público adolescente ou adulto, e Death Note é um deles.


    Se você nunca conheceu nenhuma obra japonesa, mesmo aqueles que passavam na r.i.p TV Globinho (luto eterno), ou na emissora TV Gazeta, sugiro que comece por Death Note. Além de envolvente a cada episódio, a briga de gato e rato entre o sociopata Light Yagami e o detetive L é o que dá enredo a essa obra. 

    Light é um garoto do ensino médio que encontra por acaso o caderno da morte, o que possibilita escrever o nome e o motivo de quem ele desejar que morra. Acreditando ser a nova justiça e um Deus para um novo mundo, o adolescente dedicado e super inteligente se denomina como Kira e começa a escrever nomes de criminosos em seu novo caderno (que pra variar, tem muitas regras básicas).
    Foram necessários 37 episódios para o anime, porque além de tudo ele é composto por várias camadas e complexidades. Mas, a Netflix conseguiu resumir, espremer, desintegrar e convenhamos, destruir Death Note num filme de uma hora e meia.


    Somos jogados num mundo que parece esquizofrênico, o protagonista vira Light Turner (Natt Wolff, papéis conhecidos em A culpa é das Estrelas e Cidades de Papel), sobrenome para  introduzir um ar mais ocidental possível. Ele é induzido totalmente pelo shinigami Ryuk (Willem Dafoe) a colocar os nomes no caderno, age como um escandaloso e prepotente o filme inteiro. Misa Amane, que vira Mia (Margaret Qualley),  é uma modelo que na história original é obcecada pelo "Deus do novo mundo", consegue ser mais sociopata que o próprio Kira, levando em consideração a atuação ruim de não apenas um, mas lamentavelmente de todo o elenco.

    Os efeitos visuais me fizeram lembrar a coletânea de Premonição, totalmente mal feito e menos realista possível. O que salva é a caracterização do Ryuk, mas ele não fica totalmente visível nas cenas, quase sempre entre sombras e um local escuro. L (Keith Stanfield) e seu intelecto totalmente elevado não é quase nada explorado na trama, ele passa mais a imagem de bizarro do que gênio, ficando no segundo ato do filme totalmente descontrolado (é desse L que vocês se lembram?). 
    As regras do Death Note mudam totalmente, além do resto de toda a história. Sem falarmos do final, meu amigos. Alguns personagens não chegam nem existir, e os que existem são mal construídos. Me senti frustrada por estar vendo algo tão bom ser arruinado. Pessoas que não conhecem a cultura geralmente criam preconceito justamente por essas adaptações mal feitas. Com um roteiro sem pé e nem cabeça, Death Note não pode ser resumido melhor em uma palavra: lágrimas.
    Deixe sua opinião nos comentários, o critério de assistir ou não é totalmente de vocês.


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    Texto por: Ingrid