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    A melodia feroz

    Kate e August vivem em um mundo marcado pela guerra, onde cada ato de violência cometido pelos humanos gera um monstro: corsais, malchais e sunais. Cada mosntro desses e causado por um tipo diferente de violência e cada um os combate como pode. Após o fenômeno, as cidades foram citiadas e os cidadãos presos nelas, sendo extremamente difícil a entrada de forasteiros. Na cidade V a coisa é ainda mais complicada: ela é dividida em Norte e Sul, lados opostos que lutam de maneiras diferentes contra os monstros que a assolam.

    O Norte é controlado por Callum Harker, pai de Kate e um completo tirano. Ele arrumou um modo de controlar os monstros e cobra pela proteção que garante ao povo. No Sul temos Henry Flynn um homem que luta pela paz agindo na origem do problema com a ajuda de uma Força Tarefa criada para combater os monstros e a violência que os gera. Os dois lados vivem em uma trégua instável que está na iminência de se romper.

    Kate vivia fora da Cidade V mas seu maior desejo era voltar e estar ao lado do pai, provando ser digna de comandar junto com ele e tanto o fez que foi expulsa de todos os colégios e internatos que foi mandada até voltar pra casa.

    August é filho adotivo de Henry, mas enquanto seu irmão (também adotivo) luta com o pai na Força Tarefa, ele fica preso em casa, onde é mais seguro - o que o angustia demasiadamente. Seu desejo é ajudar na causa e quando surge uma oportunidade de ir em uma missão no norte - vigiar a filha de Callum - ele aproveita. 

    É incrível que mesmo após ler tantos livros de Victoria Schwab eu ainda consiga me surpreender com a criatividade, a originalidade e a escrita fantástica da autora. Não tem outra palavra que possa descrever esse livro além de sensacional.

    O que mais chama a atenção nesse livro é justamente a premissa e o universo criado pela autora. Ela conseguiu traduzir na ficção (de maneira fantástica diga-se de passagem) algo que acontece na realidade: a violência gerando mais violência. Nesse caso, cada ato de violência cria um monstro correspondente e o medo é disseminado pela população.

    Outro detalhe que conquistou meu coração nessa história é a ligação dela com a música! Amei que um dos modos de "acabar" com a origem da violência seja através da música, que é algo que amo e tem um significado enorme pra mim.

    Victoria nos conquista logo nas primeiras páginas e é impossível largar o livro antes do desfecho. Como em qualquer livro que nos apresente um universo tão diferente, as primeiras páginas podem ser mais lentas, mas mesmo assim tão envolventes que ficamos ansiosos por saber mais. A escrita é tão fluida que quando percebemos já lemos meio livro em um piscar de olhos.

    A narrativa é em terceira pessoa e acompanhamos as duas perspectivas dos protagonistas, de maneira que temos a oportunidade de conhecê-los mais profundamente e entender os conflitos pelos quais passam. Kate é uma personagem forte e cheia de atitude, que quer mais do que tudo provar ao pai que não é indefesa e pode comandar ao lado dele. Já August enfrenta um dilema com uma pegada mais de crise existencial: a todo momento ele questiona a razão de ser como é e seu papel no mundo em que vivem. Ele vive tentando fugir de quem é ao invés de se aceitar e usar isso a seu favor - o que pode ser um tanto irritante mas que não me impediu nem um pouco de me apaixonar por ele.

    O fato é que os personagens são extremamente bem construídos e a autora teve muito sucesso em nos conquistar com eles. O que nos ganha é o fato de eles não serem perfeitos, pelo contrário. Eles exemplificam o que é ser um humano: cheio de erros e defeitos mas tentando acertar, tentando ser alguém.

     A história é bem surpreendente, cheia de ação e com um ritmo elétrico. As cenas finais são de tirar o fôlego e nos deixar de queixo caído. Confesso que estou mega ansiosa pela continuação e espero que a Seguinte não tarde em trazê-lo pro Brasil!

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    Beijos,