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    A traidora do trono

    Seis meses após os eventos do primeiro volume desta série, Amani, nossa protagonista, encontra-se viva, com muito custo, após o grave ferimento que sofreu. Mas o pior para ela é o fato de acordar e não encontrar Jin, seu amado, a seu lado. Após tudo que viveram, ela foi abandonada sem sequer explicações e ela decide então se dedicar de corpo e alma à rebelião a qual se juntou. 

    Uma traição faz de Amani uma prisioneira que é levada ao palácio do sultão e este, sabendo de seus poderes de demdji (filha de um ser imortal com um mortal), decide neutralizar seus poderes com ferro e mantê-la sob seu controle. Tendo consciência de sua posição ali, Amandi decide então se tornar uma espiã para os rebeldes já que ela se encontra dentro do covil do inimigo. Porém, ela vai descobrir perigos no harém do sultão que ela nem imaginava. 

    Após o final de A rebelde do deserto, no qual Amani é deixada à beira da morte, lembro-me de ter ficado desesperada por uma continuação que pudesse apaziguar meu coração. Então, não sei por qual motivo, adiei a leitura desse segundo volume até agora, e devo dizer: como me arrependo! Tudo que me encantou e me fez amar o primeiro volume permaneceu nesse e ainda me trouxe eventos que deram um upgrade ainda maior à leitura!

    Narrado em primeira pessoa, com aquele jeito afiado e mordaz do primeiro volume, somos relembrados dos acontecimentos da história até aqui - algo pelo qual tenho que agradecer à autora pois não é fácil se reambientar em uma história tão rapidamente se não houver um breve "resumo" desses.

    Acompanhamos uma Amani poderosa, que finalmente se incorporou de verdade com seus poderes e a rebelião da qual faz parte. Além disso o fato de estar separada de Jin e sua raiva dele, fez com que foco se voltasse completamente para a rebelião ao invés do romance, algo o qual - ultimamente - eu ando apreciando. Apesar de gostar do parque os dois formam, também me agradou o atenção redobrada às quinhentas coisas mais importantes que estavam acontecendo.

    Este volume da série nos mostra um outro lado da história, o lado do inimigo. Sendo prisioneira do sultão, Amani pode ver muito mais de dentro do poderia descobrir por outros meios e tudo que ela presencia a faz (e a nós, leitores também) duvidar e se questionar se a rebelião deveria mesmo acontecer, se Ahmed seria mesmo um melhor governante.

    É de lá, como prisioneira, que Amani reencontra alguns personagens de seu passado e, ao longo da trama podemos perceber o quanto todos eles evoluíram, o quanto tanto personagens secundários quanto principais ganham seu espaço para serem desenvolvidos e se mostrarem: mais fortes, mais determinados e complexos. 

    A leitura flui ágil e rápida, com o ritmo eletrizante já característico dessa série. A trama é repleta de reviravoltas e politicagem e, em muitos momentos, nos surpreende com seus caminhos. Inclusive, o desfecho foi algo bem inesperado e que já me deixou ansiando pelo próximo volume. 

    Adoro como essa série me transporta pra algo tão incrível e mágico como o deserto e os demdji são. Um dos pontos altos para mim, além da trama bem construída e amarrada, é o universo em si: tão original e fantástico que a autora consegue explorar muito bem. Recomendo muitíssimo que vocês leiam a série!!

    PS: Devo comentar sobre o quanto eu AMO essas capas! A editora fez um trabalho incrível e eu não canso de admirar o quanto elas são belas, tanto a do primeiro quanto a do segundo volume!

    Classificação:




    Beijos,