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    O Veredito de It - A Coisa


    “Todos flutuam aqui embaixo, você vai flutuar também”


    Ontem fomos na pré estreia tão aguardada de It - A Coisa. Já falamos da primeira adaptação e do livro aqui no blog, portanto essa crítica é totalmente direcionada ao remake. E posso garantir que como fã, estou plenamente satisfeita.

    Só para relembrar, a história se passa nos anos 80, na pacata cidade de Darry e conta como um grupo de amigos quando ainda crianças enfrentam pela primeira vez a criatura que se apresenta muitas vezes como o palhaço Pennywise (Bill Skarsgård), e em outras formas mais ambíguas de seus maiores medos. Por isso o seu nome, ninguém sabia sua forma real. Era simplesmente A Coisa que se alimentava do seus terrores e dos corpos de crianças. Ela as atraia amigavelmente para em seguida devorá-las, foi exatamente o que aconteceu com George Denbrough, que tinha apenas 6 anos quando morto. George era irmão de Bill, o líder dos amigos. 

    Apesar de achar que o filme seria totalmente voltado ao terror pelas divulgações e trailers, como no livro e no primeiro filme, ele tem sim cenas de jumpscare (uma técnica usada em filmes de terror ou vídeo games para nos dar sustos), mas se encaixa muito mais no gênero suspense/aventura. Isso não tira nenhum mérito da obra, pelo contrário. É o que fez o filme ser tão leve e divertido de se assistir.



    Quem nunca ouviu falar de Stephen King e seus livros, vai achar o filme bem parecido com Stranger Things. Só que pouca gente sabe que a série é baseada e tem várias referências ao mestre do terror, incluindo o grupo de amigos denominado "Grupo dos Otários" (na versão dublada) no qual Bill (Jaeden Lieberher) é o líder. E assim como a série, você não sente terror a maior parte do tempo, mas sim uma tensão psicológica, e ainda tem a liberdade de se envolver, conhecer e se divertir com o personagens, que foram totalmente bem explorados no filme. Cada uma tem a sua peculiaridade, sua personalidade e motivações. Richie, por exemplo, interpretado por Finn Wolfhard (o Mike, de Stranger Things), é o que dá mais nuances de humor nesse remake. Piadas bem encaixadas, não te faz sair do rumo da história, você consegue rir quebrando toda essa tensão, mas ainda esperando a merda acontecer. O elenco todo, por sinal, é simplesmente perfeito, as atuações foram além das minhas expectativas, porque eu consegui chorar num filme de terror, e não foi de susto, mas de emoção.

    Além disso, fiquem tranquilos porque não é o Pennywise em si que dá mais medo, mas outros fatores da construção dos personagens. A trama é uma metáfora sobre como o monstro não é o maior de nossos problemas, mas sim as outras coisas que temos que enfrentar no decorrer da nossa vida. E o mais importante, o conceito de amizade. Sobre nunca abandonarmos nossos amigos, nem desistirmos deles. Como é fundamental estarmos todos juntos para vencer os nossos medos.


    O diretor, Andy Muschietti, trabalhou algumas mudanças um tanto significativas em comparação ao livro, que o próprio King as aprovou, e elas também não me desagradaram. As coisas que acontecem no livro funcionam bem tanto quanto funcionaram nesse novo filme. Até porque, queremos fidelidade mas não queremos ver a mesma coisa com novos atores. Tem um time muito bom, não é rápido, você não se sente jogado nas cenas, e também não é lento como o primeiro filme. A hora passa e você nem percebe, com um início empolgante, manteve esse ritmo até o final do segundo ato, e com um fechamento sem deixar brechas, te prende desde o começo, tudo muito bem feito, principalmente a fotografia, e a direção de imagem que colocou muito jogo de câmera e sem falar da trilha sonora nostálgica. 

    Durante toda sessão é possível sentir muito do autor na adaptação. Para quem já leu os livros do King é perceptível elementos que aparecem em suas obras, como o humor escrachado e as cenas bizarras com muito sangue, momentos emocionantes que provocam uma grande empatia no espectador. Para quem é fã do rei, ir aos cinemas e sentir a essência da história na telinha é sensacional. Eu, particularmente, fiquei encantada.

    A sensação ao sair do cinema foi e é até agora algo como "quero ver de novo e de novo". Lembrando que é o primeiro capítulo, ou seja, o filme haverá uma continuação quando os protagonistas estarão adultos e enfrentam A Coisa pela segunda vez. E eu não poderia estar mais feliz. Com certeza vou rever ainda nos cinemas, e lembrando que a estreia oficial é hoje, dia 7 de setembro. Assim que assistirem deixem a opinião de vocês aqui, e simplesmente não percam, porque o filme é bom em todos os aspectos possíveis. 





    Texto por: Ingrid e Flávia


    Assista ao trailer legendado: