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    Porque eu abandonei O Livro do Juízo Final

    Com sua capa dura com corvos na ilustração, além do título emblemático, O Livro do Juízo Final logo chamou minha atenção e foi, com grande tristeza, abandonado por mim. Mas tive meus motivos.

    Escrito por Connie Willis, autora famosa por seus livros de ficção científica, O Livro do Juízo final parecia não apenas ser ótimo pela sua aparência externa, mas também pelos prêmios conquistados de FC & Fantasia, tais como o Hugo, o Locus e o Nebula, sendo estes patamares altos de ser alcançados. A história envolve o presente e o passado, mas num futuro distante, em 2054 onde viagens no tempo são tão naturais para historiadores quanto olhar para os dois lados ao atravessar a rua. E a protagonista Kivrin Engle, é uma estudiosa que se prepara desde cedo para voltar até a idade média. E o meu impasse começa aí.


    Gosto de ressaltar minha política sobre não julgar um livro pela capa, e sim pelas primeiras 200 páginas. E que, você como leitor, não precisa sentir-se obrigado a terminar uma história só porque começou. Se está ruim pra você, talvez o livro não seja pro seu público. Desde o início me senti entediada. É evidente o quanto a autora estudou sobre o assunto, algumas curiosidades são ressaltadas, afinal, ela dedicou cinco anos para escrever, e por conta disso, ela expõe muitos detalhes que se tornam demasiadamente desnecessários e maçantes.

    Há uma política e uma burocracia enorme nesses tais procedimentos de viagens no tempo, que me fizeram bocejar. Os personagens são um tanto desinteressantes, não consegui desenvolver nenhuma empatia por nenhum deles. E tenho certeza que vão concordar comigo quando digo que o que te faz levar a história adiante não é o enredo em si, mas o laço que você cria com quem está no livro. Essa falta de importância que tive com os mesmos foi o ponto chave para eu não continuar mais lendo. Mesmo acontecendo coisas ruins com a protagonista e com seu técnico, o que pode arruinar a volta de Kivrin ao presente.

    Se alguns livros são corridos, esse é ao contrário. As coisas são lentas demais, e os grandes acontecimentos demoram pra vir à tona. As primeiras 150 páginas são regadas do vasto nada, porque nada emocionalmente válido realmente acontece. Faltou dinamismo. Esperei mergulhar nessa época medieval, mas pulei numa piscina totalmente rasa.

    Se terminaram e gostaram, me contem o porquê, gostaria de entender porque o livro foi tão aclamado. E, já que tive a ousadia de deixá-lo de lado, espero terminar logo os próximos livros para deixar minha opinião para vocês. Lembrando, não é porque não gostei, que vocês também não irão gostar.

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